MT: produtores de soja convencional enxergam oportunidade no mercado europeu

Apesar de ter perdido espaço nas lavouras do Brasil, quem aposta no cultivo da soja convencional está otimista com a expansão da demanda da oleaginosa no mercado internacional, especialmente na União européia. Na Alemanha, por exemplo, o uso do grão não transgênico na alimentação animal tende a aumentar significativamente nos próximos anos.

É o que confirma Endrigo Dalcin, agricultor e presidente do Instituto Soja Livre. Ele participou esta semana da 4° Conferência Internacional da Soja Não Transgênica, em Bremen na Alemanha, e ficou animado com as perspectivas para o mercado do grão convencional. É que por lá, os supermercados que “já exigem” que os criadores utilizem farelo de soja não transgênico para alimentar as aves (poedeiras e de corte) e as vacas leiteiras, devem estender esta “exigência” também para o caso dos suínos. Essa mudança tende a elevar a demanda pelo grão, aquecendo o mercado. Confira:

 

Nesta safra, a soja convencional ocupa 11% da área total destinada à soja em Mato Grosso, segundo o Instituto Soja Livre. Terreno menor que o cultivado no ciclo passado, quando chegou a quase 18% do total. Esta redução é um reflexo do baixo diferencial dos prêmios pagos pelo grão convencional no ano passado, uma consequência da guerra comercial entre EUA e China, que acabou elevando acima do “comum” os prêmios pagos pela soja transgênica nos portos. De acordo com Dalcin, como a decisão sobre a safra foi tomada nesta época, muitos agricultores decidiram reduzir a aposta no grão convencional, por entenderem que não havia tanta “atratividade” financeira que justificasse o investimento. Diante da tendência de aumento da demanda pelo grão não transgênico, entretanto, essa “viabilidade” pode estar garantida.

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