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O silêncio como aliado na busca do extraordinário: permita-se! 

O silêncio subverte em um diálogo consigo mesmo. O extraordinário está no lugar mais comum: no seu coração! 

20 de setembro de 2019 às 15h59

Foto: Pixabay

 Roberta Paffaro

Em uma noite qualquer, um pouco relutante, ainda com um fervilhão de ideias na cabeça, busquei um filme para assistir. Uma tentativa de desligar. Algo leve pra desconectar. 

“A música do silêncio”. O nome me despertou a atenção. Era a história do tenor italiano Andrea Bocelli. Na história, ele chorava muito quando bebê e mãe têm aquela conexão com a criança. 

Ela insistiu pra levá-lo ao médico, apesar da resistência do pai. Descobriram o problema. Ele nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego. Tentaram diversas cirurgias. Até que um dia, a escuridão tomou conta. A cena é comovente. Ele chora, grita e não entende o motivo de não enxergar mais o sol. 

Como qualquer adolescente, vem a fase da revolta. Limitações. Dirigir, andar a cavalo, paquerar. 

Aí que entra a superação e nasce “o sol” interno dele. O menino tem uma voz rara. Incentivado pelo tio, ela começa a cantar. Amos, nome de nascença de Andrea Bocelli, passa a enxergar a vida de outra maneira: através da música. Ele sente a vida. Fácil? Lógico que não! Em vários momentos, ele demonstra determinação e diz que tem que ser melhor que uma pessoa que enxerga, afinal, o preconceito e o estereótipo impostos pela sociedade são fatores limitantes. Seja aos cegos, negros, pessoas com deficiência e às mulheres. “Acredito no destino, mas nós também podemos moldá-lo. Temos que persistir e perseverar”, fala o tenor.   

Cada cena me fez refletir que precisamos de pausas para nos reinventar. E como fazer isso? Enxergar com os olhos do coração! 

Já parou pra pensar o quanto a nossa visão nos distrai? Vivemos num ritmo frenético, que se nos dermos conta, não paramos nem pra uma respiração profunda. Você já ouviu as batidas do teu coração hoje? 

As mídias sociais, a vida desenfreada, trabalho, família, atividades físicas. São cobranças e mais cobranças para ir em busca da perfeição. Perdemos o tempo mais precioso que temos, que é aquele que dedicamos a nós mesmos. O silêncio que nos conecta. A pausa que nos conduz a nossa essência. Muitas vezes, as respostas que tanto buscamos no mundo exterior estão dentro de nós mesmos. 

Parece piegas, mas o simples é o mais importante.

O que te faz feliz? Não! Não pense em coisas, mas em sentimentos. No meu caso, a conexão com a natureza me equilibra. Quando eu fecho os olhos, eu me enxergo.

Vejo a Roberta menina-mulher que implora por minha atenção e generosidade. Nestes instantes, eu  me conecto com a minha espiritualidade e ganho asas e decolo em direção aos meus sonhos. 

Gostaria de te convidar para uma viagem ao autoconhecimento. Permita-se parar. O silêncio subverte em um diálogo consigo mesmo. O extraordinário está no lugar mais comum: no seu coração! 

“Assim como estrelas no céu, nós também nascemos para brilhar”, diz Andrea Bocelli. 

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O silêncio como aliado na busca do extraordinário: permita-se! 

O silêncio subverte em um diálogo consigo mesmo. O extraordinário está no lugar mais comum: no seu coração! 

20 de setembro de 2019 às 15h59

Foto: Pixabay

 Roberta Paffaro

Em uma noite qualquer, um pouco relutante, ainda com um fervilhão de ideias na cabeça, busquei um filme para assistir. Uma tentativa de desligar. Algo leve pra desconectar. 

“A música do silêncio”. O nome me despertou a atenção. Era a história do tenor italiano Andrea Bocelli. Na história, ele chorava muito quando bebê e mãe têm aquela conexão com a criança. 

Ela insistiu pra levá-lo ao médico, apesar da resistência do pai. Descobriram o problema. Ele nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego. Tentaram diversas cirurgias. Até que um dia, a escuridão tomou conta. A cena é comovente. Ele chora, grita e não entende o motivo de não enxergar mais o sol. 

Como qualquer adolescente, vem a fase da revolta. Limitações. Dirigir, andar a cavalo, paquerar. 

Aí que entra a superação e nasce “o sol” interno dele. O menino tem uma voz rara. Incentivado pelo tio, ela começa a cantar. Amos, nome de nascença de Andrea Bocelli, passa a enxergar a vida de outra maneira: através da música. Ele sente a vida. Fácil? Lógico que não! Em vários momentos, ele demonstra determinação e diz que tem que ser melhor que uma pessoa que enxerga, afinal, o preconceito e o estereótipo impostos pela sociedade são fatores limitantes. Seja aos cegos, negros, pessoas com deficiência e às mulheres. “Acredito no destino, mas nós também podemos moldá-lo. Temos que persistir e perseverar”, fala o tenor.   

Cada cena me fez refletir que precisamos de pausas para nos reinventar. E como fazer isso? Enxergar com os olhos do coração! 

Já parou pra pensar o quanto a nossa visão nos distrai? Vivemos num ritmo frenético, que se nos dermos conta, não paramos nem pra uma respiração profunda. Você já ouviu as batidas do teu coração hoje? 

As mídias sociais, a vida desenfreada, trabalho, família, atividades físicas. São cobranças e mais cobranças para ir em busca da perfeição. Perdemos o tempo mais precioso que temos, que é aquele que dedicamos a nós mesmos. O silêncio que nos conecta. A pausa que nos conduz a nossa essência. Muitas vezes, as respostas que tanto buscamos no mundo exterior estão dentro de nós mesmos. 

Parece piegas, mas o simples é o mais importante.

O que te faz feliz? Não! Não pense em coisas, mas em sentimentos. No meu caso, a conexão com a natureza me equilibra. Quando eu fecho os olhos, eu me enxergo.

Vejo a Roberta menina-mulher que implora por minha atenção e generosidade. Nestes instantes, eu  me conecto com a minha espiritualidade e ganho asas e decolo em direção aos meus sonhos. 

Gostaria de te convidar para uma viagem ao autoconhecimento. Permita-se parar. O silêncio subverte em um diálogo consigo mesmo. O extraordinário está no lugar mais comum: no seu coração! 

“Assim como estrelas no céu, nós também nascemos para brilhar”, diz Andrea Bocelli.