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Blockchain: conheça e saiba como funciona o ‘bitcoin’ do agronegócio

Essa tecnologia pode ser a solução para garantir o rastreamento das etapas, dar transparência aos processos e reduzir a burocracia no agronegócio brasileiro

10 de dezembro de 2018 às 17h45

Você já se perguntou de onde vem a sua comida? Saber a origem dos alimentos da nossa mesa passou de ser uma preocupação e tornou-se uma necessidade. O Blockchain usa a tecnologia de base do Bitcoin para facilitar o mundo do Agro.

Ele é um banco de dados descentralizado que funciona como uma espécie de livro de registros digitais, ou seja, como se fosse um caderno em que as anotações foram feitas a caneta e não podem ser apagadas.

O sistema ainda é uma promessa no mundo agro e divide-se em dois tipos: o público e o permissionado. O Público usa a base de sistemas do Bitcoin. Ou seja, Nele qualquer pessoa pode participar e os dados não são rastreáveis.

No permissionado, há um supervisor que controla quem pode escrever no blockchain ou não. Esse supervisor é responsável por checar a identidade dos membros que fazem todos os registros.

Isto quer dizer que em caso de fraude, o processo é “quebrado” e o responsável detectado, como explicou Percival Lucena, pesquisador da IBM responsável pela blockhain em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Essa tecnologia pode ser a solução para garantir o rastreamento das etapas, dar transparência aos processos e reduzir a burocracia no agronegócio brasileiro.

A IBM é uma das companhias à frente de vários projetos piloto no País. Como o primeiro teste feito na segunda safra 2016/2017, na unidade de Ribeirão do Sul (SP), que recebeu 650 mil toneladas de milho.

No entanto o uso dessa tecnologia em larga escala ainda não se mostrou viável economicamente por questões técnicas

O próximo passo do projeto é fazer o rastreamento de 400 hectares de soja orgânica de uma das fazendas da CGG (Mato Grosso). Já o segundo, já em andamento, é uma parceria entre IBM Senior Sistemas e Coocafé para desenvolver um blockchain voltado ao controle de estoques de café.

Como pode ajudar o agro?

blockchain pode auxiliar na tomada de decisão, pois ele disponibiliza dados tanto no aspecto técnico (enviando informações de sensores de umidadetemperaturaprecipitação pluviométrica) como no lado financeiro (compra e venda de produtos pela rede)

Ela pode ajudar também o governo no processo de fiscalização de cadeias complexas como a da pecuária. Isso pode aumentar a credibilidade da produção, evitando episódios como o da Operação Carne Fraca, que divulgou problemas existentes em 0,5% dos frigoríficos nacionais como se fosse realidade em toda a cadeia produtiva.

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Blockchain: conheça e saiba como funciona o ‘bitcoin’ do agronegócio

Essa tecnologia pode ser a solução para garantir o rastreamento das etapas, dar transparência aos processos e reduzir a burocracia no agronegócio brasileiro

10 de dezembro de 2018 às 17h45

Você já se perguntou de onde vem a sua comida? Saber a origem dos alimentos da nossa mesa passou de ser uma preocupação e tornou-se uma necessidade. O Blockchain usa a tecnologia de base do Bitcoin para facilitar o mundo do Agro.

Ele é um banco de dados descentralizado que funciona como uma espécie de livro de registros digitais, ou seja, como se fosse um caderno em que as anotações foram feitas a caneta e não podem ser apagadas.

O sistema ainda é uma promessa no mundo agro e divide-se em dois tipos: o público e o permissionado. O Público usa a base de sistemas do Bitcoin. Ou seja, Nele qualquer pessoa pode participar e os dados não são rastreáveis.

No permissionado, há um supervisor que controla quem pode escrever no blockchain ou não. Esse supervisor é responsável por checar a identidade dos membros que fazem todos os registros.

Isto quer dizer que em caso de fraude, o processo é “quebrado” e o responsável detectado, como explicou Percival Lucena, pesquisador da IBM responsável pela blockhain em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Essa tecnologia pode ser a solução para garantir o rastreamento das etapas, dar transparência aos processos e reduzir a burocracia no agronegócio brasileiro.

A IBM é uma das companhias à frente de vários projetos piloto no País. Como o primeiro teste feito na segunda safra 2016/2017, na unidade de Ribeirão do Sul (SP), que recebeu 650 mil toneladas de milho.

No entanto o uso dessa tecnologia em larga escala ainda não se mostrou viável economicamente por questões técnicas

O próximo passo do projeto é fazer o rastreamento de 400 hectares de soja orgânica de uma das fazendas da CGG (Mato Grosso). Já o segundo, já em andamento, é uma parceria entre IBM Senior Sistemas e Coocafé para desenvolver um blockchain voltado ao controle de estoques de café.

Como pode ajudar o agro?

blockchain pode auxiliar na tomada de decisão, pois ele disponibiliza dados tanto no aspecto técnico (enviando informações de sensores de umidadetemperaturaprecipitação pluviométrica) como no lado financeiro (compra e venda de produtos pela rede)

Ela pode ajudar também o governo no processo de fiscalização de cadeias complexas como a da pecuária. Isso pode aumentar a credibilidade da produção, evitando episódios como o da Operação Carne Fraca, que divulgou problemas existentes em 0,5% dos frigoríficos nacionais como se fosse realidade em toda a cadeia produtiva.

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