Tudo o que você precisa saber sobre agrotóxicos aprovados pela Anvisa

 

O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União em janeiro o registro de 28 agroquímicos e princípios ativos, aprovados no ano passado, ainda durante o governo de Michel Temer. Nas duas primeiras semanas do Governo Bolsonaro, 12 produtos também já receberam registro para serem comercializados, o que contabiliza 40 novos rótulos liberados em 2019.

Também foi publicada uma lista com mais 131 pedidos de registro, mas eles ainda devem passar por avaliações, da Anvisa, do Ibama e do Ministério da Agricultura.

A aprovação e chegada dos produtos é sempre muito polêmica, principalmente se nos atentarmos apenas ao nome da classificação, como: extremamente tóxico, altamente tóxico, muito perigoso e perigoso. Mas, vale lembrar, que essas denominações se dirigem ao grupo químico, à toxicidade para a planta e, é claro, todo profissional que manuseia os produtos deve seguir a bula, as regras de EPI, dosagem certa, regulagem das máquinas de aplicação, entre outras práticas que asseguram qualidade e sanidade do alimento. É como remédio, se errarmos a dose, podemos ter complicações.

E ainda falando do Ministério da Agricultura, a pasta divulgou recentemente o número de novos registros de defensivos agrícolas realizado no Brasil em 2018. Ao todo, foram 450 produtos registrados e o Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Defesa Vegetal, o Sindiveg, esclarece que nem todos os itens liberados são imediatamente utilizados no campo.

Esse é o caso de 197 produtos técnicos que constam na lista e que são utilizados como matérias-primas, ou seja, não são aplicados diretamente nas culturas. Na totalização publicada entram ainda 52 produtos biológicos que são utilizados também nos alimentos orgânicos.

Este é o recorde no registro de defensivos de baixa toxicidade e, de acordo com a Secretaria de Defesa Agropecuária, isso é sinal de que há uma maior demanda dos agricultores por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e ao consumidor.

E, por último, mas também muito importante, devemos falar da comparação errada que se faz entre a utilização dos agroquímicos que são usados aqui e na Europa. A gente já falou, mas não custa lembrar que a demanda por um determinado defensivo varia de acordo com o tipo de praga, de cultura e das condições climáticas. Todos esses fatores influenciam na política de registro. Produtos usados aqui podem não ser necessários em países cujo inverno rigoroso, muitas vezes com neve e esse clima já favorece o extermínio de pragas e seus danos, por exemplo.

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