Fake news no agronegócio – Cuidado com o que você lê

O pesquisador e cientista Dr. Décio Luiz Gazzoni, membro do Conselho Científico Agro Sustentável – CCAS escreveu a respeito de um post publicado na internet que dizia que no Paraná, cada paranaense consome 8,7 litros de agrotóxico por ano. Ele publicou uma científica explicação, e diz serem essas afirmações exemplos brilhantes de fake news. Ele…

17 de maio de 2018 às 09h02

O pesquisador e cientista Dr. Décio Luiz Gazzoni, membro do Conselho Científico Agro Sustentável – CCAS escreveu a respeito de um post publicado na internet que dizia que no Paraná, cada paranaense consome 8,7 litros de agrotóxico por ano.

Ele publicou uma científica explicação, e diz serem essas afirmações exemplos brilhantes de fake news.

Ele explicou que 1 grama por quilo de peso vivo de um teste feito com o o ingrediente ativo Malathion, considerado um dos mais seguros e que é usado no fumacê pra combater o mosquito da dengue, seria letal para os seres humanos.

Se uma pessoa de 70 kg ingerisse 140 gramas do fumacê que combate a dengue, teria 50% de chances de morrer. Isso, claro, se a lógica usada para associar os agrotóxicos ou defensivos agrícolas pudesse ser dessa forma generalizada.

 

Dr. Décio Gazzoni informou também que se de fato cada paranaense consumisse 8,7 quilos de agrotóxicos por ano, não sobraria um só paranaense vivo.

O cientista explicou que se os venenos estão presentes na natureza, é porque não morremos. Por exemplo, ao comermos solanina (um glicoalcalóide tóxico de sabor amargo) produzido por solanáceas (tubérculos como por exemplo, as batatas), tomates, berinjelas, com maior concentração nas partes mais verdes.

As batatas cultivadas possuem, por exemplo, 100 miligramas por quilo de solanina. Dessa forma, uma pessoa que consumisse 2,94 gramas de solanina, teria 50% de chances de morrer. Isso dar-se-ia após o consumo de 29 quilos de batatas (imaginando que isso ocorresse em três meses de consumo das batatas).

Da mesma forma, o cientista explica o mesmo fenômeno em outros alimentos, como por exemplo, a capsaicina (composto químico) presente nas pimentas e pimentões.

Assim também seria a cafeína, no café e em diversos chás. Na miristina, encontrada em temperos, no alho e na cebola… ou o óleo de nim, rico em azadiractina (inseticida natural para inibir a alimentação de outros insetos),  usado como pesticida na agricultura orgânica.

O cientista continua associando uma série de informações das porções de venenos presentes nas plantas, como biodefensivos naturais, que são suas defesas contra pragas.

Se nos seres humanos o organismo não os metabolizasse e rapidamente os degradasse, evitando sua acumulação, permitindo que a dose letal fosse atingida, estaríamos todos mortos.

Dr. Décio Gazzoni ainda afirmou: “Portanto, não apenas é uma fake news um paranaense ingerir 8,7 quilos de agrotóxicos por ano, como não é possível consumir esse volume. E se possível fosse, qualquer um de nós estaria morto com uma pequena fração desse número. Essas notícias são generalizações falsas para amedrontar a sociedade e atrair atenção e fama para os seus arautos.

Fake news no agronegócio – Cuidado com o que você lê

O pesquisador e cientista Dr. Décio Luiz Gazzoni, membro do Conselho Científico Agro Sustentável – CCAS escreveu a respeito de um post publicado na internet que dizia que no Paraná, cada paranaense consome 8,7 litros de agrotóxico por ano. Ele publicou uma científica explicação, e diz serem essas afirmações exemplos brilhantes de fake news. Ele…

17 de maio de 2018 às 09h02

O pesquisador e cientista Dr. Décio Luiz Gazzoni, membro do Conselho Científico Agro Sustentável – CCAS escreveu a respeito de um post publicado na internet que dizia que no Paraná, cada paranaense consome 8,7 litros de agrotóxico por ano.

Ele publicou uma científica explicação, e diz serem essas afirmações exemplos brilhantes de fake news.

Ele explicou que 1 grama por quilo de peso vivo de um teste feito com o o ingrediente ativo Malathion, considerado um dos mais seguros e que é usado no fumacê pra combater o mosquito da dengue, seria letal para os seres humanos.

Se uma pessoa de 70 kg ingerisse 140 gramas do fumacê que combate a dengue, teria 50% de chances de morrer. Isso, claro, se a lógica usada para associar os agrotóxicos ou defensivos agrícolas pudesse ser dessa forma generalizada.

 

Dr. Décio Gazzoni informou também que se de fato cada paranaense consumisse 8,7 quilos de agrotóxicos por ano, não sobraria um só paranaense vivo.

O cientista explicou que se os venenos estão presentes na natureza, é porque não morremos. Por exemplo, ao comermos solanina (um glicoalcalóide tóxico de sabor amargo) produzido por solanáceas (tubérculos como por exemplo, as batatas), tomates, berinjelas, com maior concentração nas partes mais verdes.

As batatas cultivadas possuem, por exemplo, 100 miligramas por quilo de solanina. Dessa forma, uma pessoa que consumisse 2,94 gramas de solanina, teria 50% de chances de morrer. Isso dar-se-ia após o consumo de 29 quilos de batatas (imaginando que isso ocorresse em três meses de consumo das batatas).

Da mesma forma, o cientista explica o mesmo fenômeno em outros alimentos, como por exemplo, a capsaicina (composto químico) presente nas pimentas e pimentões.

Assim também seria a cafeína, no café e em diversos chás. Na miristina, encontrada em temperos, no alho e na cebola… ou o óleo de nim, rico em azadiractina (inseticida natural para inibir a alimentação de outros insetos),  usado como pesticida na agricultura orgânica.

O cientista continua associando uma série de informações das porções de venenos presentes nas plantas, como biodefensivos naturais, que são suas defesas contra pragas.

Se nos seres humanos o organismo não os metabolizasse e rapidamente os degradasse, evitando sua acumulação, permitindo que a dose letal fosse atingida, estaríamos todos mortos.

Dr. Décio Gazzoni ainda afirmou: “Portanto, não apenas é uma fake news um paranaense ingerir 8,7 quilos de agrotóxicos por ano, como não é possível consumir esse volume. E se possível fosse, qualquer um de nós estaria morto com uma pequena fração desse número. Essas notícias são generalizações falsas para amedrontar a sociedade e atrair atenção e fama para os seus arautos.