Eleições presidenciais contarão com três vices que pensam no agronegócio

O prazo para a oficialização de candidatos à Presidência está se encerrando e, até agora, o agronegócio estará representado em três chapas, ocupando o cargo de vice.  Nesta segunda, dia 6, o candidato do PDT, Ciro Gomes, oficializou a senadora Kátia Abreu como sua vice, ela que já foi presidente da Confederação Nacional da Agropecuária (CNA), mas que se afastou do setor por suas posições favoráveis a ex-Presidente Dilma Rousseff, e perdeu as eleições para o governo do seu estado, Tocantins, recentemente.

Ana Amélia Lemos, Kátia Abreu e Paulo Rabello de Castro

Com Geraldo Alckmin vem a senadora Ana Amélia, jornalista e com posições e saberes sólidos no setor do agro, além de ser uma líder bem avaliada.

Com Alvaro Dias vem Paulo Rabello de Castro, sem dúvida, um dos economistas no país que mais conhecimentos sólidos possui sobre a visão estratégica do agronegócio na sua concepção moderna.

Em janeiro deste ano, Castro declarou que “será fundamental para elevar o nível dos debates, promover as transformações necessárias ao país e estabelecer as metas de infraestrutura, indústria, exportação e agronegócio para os próximos 17 anos”, salientou. “Chegou a hora de se mobilizar em favor do país. Precisamos de um grande grupo que assuma e pense o Brasil”, disse na ocasião.

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Essa constatação nos revela, não só a importância econômica conquistada pelo ramo, com 25% de impacto direto sobre o PIB do país, e sem dúvida com outros tantos de impacto indireto na produção brasileira.

Da mesma forma, esses vices, com elos e saberes sobre o agronegócio, são da mesma forma reveladores de um novo poder eleitoral, oriundo do interior brasileiro. Um interior que cresceu em população e na economia nos últimos 40 anos fortemente em todo o entorno do Brasil central.

E o setor do agronegócio? Como se prepara para uma nova era?

 

Era de guerras comerciais, era de lutas por acesso a mercados, era de olhar cada vez mais o mercado interno brasileiro como fator diferenciador da nossa própria competitividade?

Roberto Rodrigues, Embaixador Especial do Cooperativismo da FAO prepara um estudo amplo sobre as necessidades estratégicas do agro, numa relação campo e cidade.

Como ele tem em sua veia de cooperativista, deverá trazer com esse estudo uma visão humanista, onde não poderemos mais deixar pessoas pra trás, o que vem em consonância com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Precisamos de uma meta, da vitória no campeonato do mundo dos alimentos, energia e fibras. Um objetivo grandioso e estimulante.

Dobrar a produção de alimentos do Brasil com sustentabilidade e ênfase na apresentação ao mundo, não apenas da grande agricultura intensiva, mas também na produção de cooperativas, com pequenos e médios produtores, acessando tecnologias e crescendo na hortifruticultura, nas especialidades, e pararmos de uma vez por todas de achar que orgânicos e biodinâmicos não fazem parte do agronegócio e vice versa.

Precisamos assumir as novas vias de produção, onde o bom senso a inteligência e o caminho do meio nas fórmulas produtivas significam o futuro.

Tudo é agro, principalmente a convergência dos saberes conservacionistas com a alta tecnologia.

Um novo agro, resultado de um diálogo avançado, educado e inteligente é o que precisaremos ter… e uma meta. 500 milhões de toneladas, frutas, hortaliças e agroenergia, com agroindústria, logística, comércio e uma legislação tributária inteligente de cadeia produtiva. Jamais segmento a segmento de cada elo da cadeia produtiva.

Três vices com saberes do agronegócio nas eleições, mas precisamos de uma Sociedade Civil Organizada coesa na liderança privada do setor.

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