Os quatro temas que ainda assolam o agronegócio brasileiro

Os temas que assolam o agronegócio deixam suas lideranças ocupadas, vociferantes e repetitivas.

São os mesmos temas que se repetem por anos, tomando num momento ou outro uma dimensão mais dramática e mais mediática. Aqui vão os quatro eternos e incomodantes temas do agronegócio que sempre se repetem:

  1. Venenos, agrotóxicos, defensivos ou que nome você queira dar – a questão da ciência e tecnologia.
  2. O tema das terras no Brasil, os problemas com invasões, assentamentos, índios, cartórios e registros de terras – a ilegalidade reinante.
  3. O meio ambiente, esse mesmo, com o Brasil tendo 66% de seu território preservado; todo dia tem alguém querendo criar uma reserva nova ou atacar o assunto: as queimadas e o desmatamento ilegal.
  4. Logística, dos custos no Brasil, da burocracia, da infraestrutura, dos portos e bagunça tributária.

Fonte: fotospublicas.com
Foto – André Santos / PMU

Esses grandes temas vemos presentes e permanentes sob distintas formas de abordagem ao longo das últimas décadas. Então, está na hora de criarmos um conselho de autorregulamentação do agro nacional e comitê de ética, o CONAAE.

A partir desse conselho, não deverá se esperar mais por governo nem por elementos alienígenas, o próprio setor deve propor suas autorregulamentações, criar seu comitê de ética e ali oferecer para a sociedade as linhas perante a tecnologia, o que é preciso ser feito sobre os recursos genéticos do país, os químicos, os agrotóxicos e o uso.

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Nesse conselho se definirá as boas práticas ambientais, e cabe em seu comitê de ética avaliar, julgar e punir agentes do agro que não estejam em consonância com a própria autorregulamentação.

Que os legisladores sigam esse conselho ao invés do setor ficar refém do governo e da própria legislação, onde o lobby e as bancadas acabam virando torcidas organizadas de apaixonados versus detratores.

O setor publicitário na década de 80 criou o CONAR, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, e para isso integrou representantes da mídia, dos anunciantes e das agências de propaganda.

O objetivo era esse mesmo, antecipar, antever e proteger o segmento de investidas externas desprovidas de conhecimentos sobre a comunicação e a livre iniciativa.

O agronegócio precisa, antes de ser julgado, antes de ser atacado e antes das suas próprias lideranças vociferarem a cada dia, a cada semana, de um conselho integrando os segmentos que o compõe, convocando órgãos de apoio como o capitalismo consciente, por exemplo, doutores em ética e governança.

Se não nos autoliderarmos, alguém fará… e pode não ser nada sensato e inteligente o que disso advirá.

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3 respostas para “Os quatro temas que ainda assolam o agronegócio brasileiro”

  1. Márcio Ferreira disse:

    Excelente, muito bem colocada nossa situação. Vou começar pela minha cidade e região. Prof. Tejon quero fazer parte desta iniciativa.

  2. ALVARO LERCO COELHO disse:

    Há muito tempo ouço dizer que somos bons da porteira para dentro, e isso não se pode negar. Então a criação de um conselho de autorregulamentação para o setor viria de encontro da necessidade de se acabar com as desconfianças que existem não só em setores da sociedade, bem como dentro de si próprio. Parabéns! Ótima sugestão.

  3. Antonio Carlos s de Aguiar disse:

    Estive recentemente no Pará e vi a precariedade de documentação como investir o suor de seu trabalho em um negócio duvidoso ou totalmente inseguro outro exemplo é a ideia da ampliação do pantanal como reserva e área de proteção ambiental vendo todos os dias as queimadas descontroladas quem está preservando será que quem trabalha está destruindo outra vergonha e demarcação de terra pra índio que não trabalha

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