Agribusiness e marketing: qual é o real conceito dessas palavras?

Agribusiness e marketing: “decifra-me ou te devoro”.

Agribusiness e marketing, na cultura brasileira, não foram corretamente decifradas. Por isso, impedem que as propostas e descobertas de estratégias estruturais competentes façam de verdade o PIB do país crescer 20% até 2024.

Precisaremos vender mais, cerca de 4% ao ano. Uso a palavra ‘vender’ pois o crescimento exigirá, além de reformas, corte de despesas, moralização das instituições e dos inflamados discursos políticos.

Precisaremos fazer negócios, e dentre eles, aquele que nos permite com lógica ser priorizado como a locomotiva desse crescimento, que é exatamente o agribusiness.

Para que tenhamos sucesso no crescimento do PIB brasileiro, com a meta de 20% até 2024, o agribusiness precisará dobrar de tamanho. E aí está a confusão. Agribusiness, termo criado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, nos anos 50, não significa ‘coisa de grandes massacrando pequenos’. Da mesma forma, nunca foi sinônimo de agropecuária. Um elo fundamental, mas não único!

Agribusiness é a soma total de todos os fatores, desde a pré-originação do que se produz nos campos, passando pela produção propriamente dita, e com o que vem a seguir das fazendas, chácaras, granjas e aquaculturas.

Precisamos da agroindústria, o comércio, os serviços, até os consumidores finais de todos esses derivados. Portanto, enquanto olhamos no Brasil o agronegócio como sinônimo do dentro da porteira e não convocamos urgentemente todo o setor agroindustrial para uma reunião estratégica de foco, com oportunidades de mercados, agregação de valor e criação de marcas, jamais dobraremos o faturamento do nosso agronegócio, pois na soma dos seus elos no Brasil, 70% do que atribuímos ao agronegócio estão no antes e pós-porteira das fazendas.

Imagem: Freepik

Quer dizer na tecnologia e na transformação, comércio e serviços. A agropecuária é importante? Lógico. É a grande matriz. Mas, esse jogo só será ganho com a correção do significado de agronegócio, através do marketing.

Marketing, outra palavra que virou no Brasil sinônimo de engano, falcatrua, mentiras, e que só serve para vender ilusões. Marketing não é isso. É uma filosofia de administração que coloca no centro das decisões as percepções humanas de todos os stakeholders envolvidos.

Para mim, a melhor definição de marketing foi a que ouvi da Dona Jô Clemente, Presidente de Honra da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Apae. Ela disse:

“Tejon, eu sou marketeira, se não jamais teria conseguido erguer a Apae “.

Uma grande lição para todos os nossos líderes do sistema do agronegócio.

Dia 21 de fevereiro, no Programa de Estudos dos Negócios do Setor Agroindustrial – Pensa, as 10 horas na FEA/USP, estaremos debatendo essas vitais decodificações, e decifrando agribusiness e marketing, para que eles não nos devorem na incompetência do seu legítimo decifrar.

Caso tenha interesse em participar, é só se inscrever pelo site: www.pensa.org.br. Evento gratuito.

 

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