Macron celebra ter banido o herbicida glifosato da França

Direto da França, acompanho  a abertura do Salão Internacional de Agricultura de Paris.

É um evento gigantesco. Conta com toda a agricultura francesa unida no centro de Paris, com enorme afluência da população urbana. Mas os coletes amarelos – manifestantes que tomaram conta da França nos últimos meses – estão em constantes protestos também, reclamando de impostos, de diminuição dos direitos sociais adquiridos, previdência, etc., e tomam as ruas de várias cidades francesas.

Mas, falando do agronegócio, o governo está casadinho com seus produtores rurais aqui. O presidente da França, Emmanuel Macron, passou nada menos que 14 horas no Salão Internacional de Agricultura.

Foto: Governo da França/divulgação

Podem imaginar? O presidente Macron conversou com quase todos, cumprimentou e ouviu uma série de desejos das categorias produtoras.

Na entrevista, Macron celebrou ter banido o herbicida glifosato da França, e comemorou as primeiras colheitas livres do produto. Disse que isso significa oportunidade de mercados, pois serão produtos originados sem o herbicida.

No Brasil, com nosso Plantio Direto, método desenvolvido por pioneiros como Herbert Bartz, seu Nonô Pereira, Franke Dijkstra e Fundação ABC, utiliza o glifosato como herbicida no pré-plantio e dessecação do mato para não mexer na terra e evitar erosão.

Um sistema inteligentíssimo de preservação e proteção natural do solo. Mas, aí está um desafio mundial, mercados decretando fim do uso do glifosato.

Aqui na França, também o país da maior proteção aos seus produtores, o presidente Macron ainda declarou no Salão Internacional de Agricultura que os subsídios e o pacto envolvendo a proteção aos agricultores franceses é determinante para a qualidade dos alimentos que a população recebe do campo.

Ou seja, enquanto coletes amarelos gritam lá fora contra impostos e não ver o fim das suas conquistas sociais, do lado de dentro do Salão da Agricultura, Macron promete paz e proteção à classe dos produtores rurais franceses.

E no Brasil? O presidente Bolsonaro já se declarou soldado dos agricultores brasileiros. Parece que a moda está pegando no mundo. Donald Trump, presidente dos EUA, está fechando um acordo para a China comprar 30 bilhões de dólares de produtos agrícolas americanos.

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4 respostas para “Macron celebra ter banido o herbicida glifosato da França”

  1. Clovis Jarochewski disse:

    No Brasil , somente vendo para crer….

  2. José Roberto De Menezes disse:

    A agricultura representa apenas 1,6% do Pibe da França. A proibição do uso do glifosato é uma barreira comercial.

  3. Roberto Selig disse:

    Aqui entre nós o glifosato está em tudo inclusive na água. Ot

  4. Rodrigo disse:

    E alguém acha q com o fim do glifosato as coisas vão melhorar para o pais? Como cafeicultor digo: ou produtores trocam o glifosato por outros produtos mais nocivos já existentes no mercado ou é o fim da cafeicultura de montanha que já esta castigada pelos baixos preços e mão de obra escassa.
    E o que será da soja e milho brasileiro que ajuda a manter nossa balança comercial em momentos de crise?
    Os construtores de loteamento que regassem as mangas, terão muito serviço a fazer, pois já estão sendo os únicos a ganhar dinheiro.

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