-

Macron celebra ter banido o herbicida glifosato da França

Em entrevista durante Salão Internacional de Agricultura de Paris, o presidente francês comemorou as primeiras colheitas sem produto

28 de fevereiro de 2019 às 15h13

Direto da França, acompanho  a abertura do Salão Internacional de Agricultura de Paris.

É um evento gigantesco. Conta com toda a agricultura francesa unida no centro de Paris, com enorme afluência da população urbana. Mas os coletes amarelos – manifestantes que tomaram conta da França nos últimos meses – estão em constantes protestos também, reclamando de impostos, de diminuição dos direitos sociais adquiridos, previdência, etc., e tomam as ruas de várias cidades francesas.

Mas, falando do agronegócio, o governo está casadinho com seus produtores rurais aqui. O presidente da França, Emmanuel Macron, passou nada menos que 14 horas no Salão Internacional de Agricultura.

Foto: Governo da França/divulgação

Podem imaginar? O presidente Macron conversou com quase todos, cumprimentou e ouviu uma série de desejos das categorias produtoras.

Na entrevista, Macron celebrou ter banido o herbicida glifosato da França, e comemorou as primeiras colheitas livres do produto. Disse que isso significa oportunidade de mercados, pois serão produtos originados sem o herbicida.

No Brasil, com nosso Plantio Direto, método desenvolvido por pioneiros como Herbert Bartz, seu Nonô Pereira, Franke Dijkstra e Fundação ABC, utiliza o glifosato como herbicida no pré-plantio e dessecação do mato para não mexer na terra e evitar erosão.

Um sistema inteligentíssimo de preservação e proteção natural do solo. Mas, aí está um desafio mundial, mercados decretando fim do uso do glifosato.

Aqui na França, também o país da maior proteção aos seus produtores, o presidente Macron ainda declarou no Salão Internacional de Agricultura que os subsídios e o pacto envolvendo a proteção aos agricultores franceses é determinante para a qualidade dos alimentos que a população recebe do campo.

Ou seja, enquanto coletes amarelos gritam lá fora contra impostos e não ver o fim das suas conquistas sociais, do lado de dentro do Salão da Agricultura, Macron promete paz e proteção à classe dos produtores rurais franceses.

E no Brasil? O presidente Bolsonaro já se declarou soldado dos agricultores brasileiros. Parece que a moda está pegando no mundo. Donald Trump, presidente dos EUA, está fechando um acordo para a China comprar 30 bilhões de dólares de produtos agrícolas americanos.

Leia também:

-

Macron celebra ter banido o herbicida glifosato da França

Em entrevista durante Salão Internacional de Agricultura de Paris, o presidente francês comemorou as primeiras colheitas sem produto

28 de fevereiro de 2019 às 15h13

Direto da França, acompanho  a abertura do Salão Internacional de Agricultura de Paris.

É um evento gigantesco. Conta com toda a agricultura francesa unida no centro de Paris, com enorme afluência da população urbana. Mas os coletes amarelos – manifestantes que tomaram conta da França nos últimos meses – estão em constantes protestos também, reclamando de impostos, de diminuição dos direitos sociais adquiridos, previdência, etc., e tomam as ruas de várias cidades francesas.

Mas, falando do agronegócio, o governo está casadinho com seus produtores rurais aqui. O presidente da França, Emmanuel Macron, passou nada menos que 14 horas no Salão Internacional de Agricultura.

Foto: Governo da França/divulgação

Podem imaginar? O presidente Macron conversou com quase todos, cumprimentou e ouviu uma série de desejos das categorias produtoras.

Na entrevista, Macron celebrou ter banido o herbicida glifosato da França, e comemorou as primeiras colheitas livres do produto. Disse que isso significa oportunidade de mercados, pois serão produtos originados sem o herbicida.

No Brasil, com nosso Plantio Direto, método desenvolvido por pioneiros como Herbert Bartz, seu Nonô Pereira, Franke Dijkstra e Fundação ABC, utiliza o glifosato como herbicida no pré-plantio e dessecação do mato para não mexer na terra e evitar erosão.

Um sistema inteligentíssimo de preservação e proteção natural do solo. Mas, aí está um desafio mundial, mercados decretando fim do uso do glifosato.

Aqui na França, também o país da maior proteção aos seus produtores, o presidente Macron ainda declarou no Salão Internacional de Agricultura que os subsídios e o pacto envolvendo a proteção aos agricultores franceses é determinante para a qualidade dos alimentos que a população recebe do campo.

Ou seja, enquanto coletes amarelos gritam lá fora contra impostos e não ver o fim das suas conquistas sociais, do lado de dentro do Salão da Agricultura, Macron promete paz e proteção à classe dos produtores rurais franceses.

E no Brasil? O presidente Bolsonaro já se declarou soldado dos agricultores brasileiros. Parece que a moda está pegando no mundo. Donald Trump, presidente dos EUA, está fechando um acordo para a China comprar 30 bilhões de dólares de produtos agrícolas americanos.

Leia também: