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Ministra Tereza Cristina é elogiada por Donald Trump

Trump disse para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “I like you”, ao propor mais reciprocidade entre Brasil e EUA nas relações de mercado.

26 de março de 2019 às 12h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “I like you”, que significa “Eu gosto de você”, ao propor mais reciprocidade entre Brasil e Estados Unidos nas relações de mercado.

A ministra acompanhou o presidente Jair Bolsonaro durante visita a Washington, que aconteceu dia 19 de março.

A ministra Tereza Cristina, com sua empatia e, ao mesmo tempo, tônus vital feminino, tomou a palavra e disse ao grande vendedor Donald Trump: “Se os americanos querem vender etanol para o Brasil, deveriam comprar nosso açúcar…”.

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina
Imagem: Canal Rural

E logicamente como Trump, um hard sell que é, só podia mesmo gostar da intervenção assertiva da nossa ministra, exclamou: “Faz sentido!“

Então, Trump retornou com um “Gostei de você!“ para a ministra Teresa Cristina. Foi um ótimo passo nas lutas comerciais, ter um gigante como os Estados Unidos, com um PIB de US$ 20 trilhões desenvolvendo uma boa vontade com um pequeno como o Brasil, com US$ 2 trilhões no seu PIB.

Somos 10% dos americanos como movimento econômico financeiro. Ou se dá uma empatia entre os negociadores, ou sobrará apenas a racionalidade fria, e nela, apanharemos sempre.

Numa distância tão imensa entre as economias, sem dúvida, podemos estabelecer parcerias, mas evitando as zonas de choques mútuos. O nosso agronegócio soma um total de cerca de US$ 400 bilhões; o dos americanos, mais de US$ 4 trilhões.

De novo, eles são dez vezes maiores do que o Brasil em agribusiness.

Dessa forma, os acordos estarão idealmente fora da meia dúzia de forças que temos, como as carnes, a soja, o algodão, o suco de laranja, o papel e celulose, café, açúcar, algumas frutas e muito mais em zonas onde podemos estabelecer a vinda de tecnologias e investimentos como infraestrutura.

Afinal, grandes corporações americanas atuam aqui em processamento, tradings e venda de tecnologia de valor agregado, como as sementes, a genética animal, os químicos, medicamentos veterinários, mecanização de precisão e agroindústria.

Duas economias, uma de 20 trilhões versus a outra de 2 trilhões, com certeza os acordos estarão não onde existe pororoca, por exemplo, importar carne suína dos americanos, onde temos um trabalho excelente em desenvolvimento, a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), atuando com os supermercados elevando o consumo per capita.

Neste caso, somos sim competidores, muito mais do que parceiros. Mas existem muitas áreas onde o fluxo imenso de oportunidades está livre para acordos bilaterais de relevante interesse para ambos os empreendedores. Americanos e brasileiros.

De qualquer forma, parabéns, ministra Tereza Cristina. Esse ‘I like you“ significa rapport, como se diz na arte das vendas, sintonia e admiração, e isso abre as portas para as ótimas negociações.

Do cabo das tormentas para o cabo da boa esperança. Boa essa ministra.

Na arte do comércio, o poeta Camões escreveu: “Quem faz o comércio não faz a guerra”. E sem dúvida, na arte da venda a empatia fala muito alto. Gostamos mesmo de fazer negócios com as pessoas de quem gostamos.

 

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Trump disse para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “I like you”, ao propor mais reciprocidade entre Brasil e EUA nas relações de mercado.

26 de março de 2019 às 12h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina: “I like you”, que significa “Eu gosto de você”, ao propor mais reciprocidade entre Brasil e Estados Unidos nas relações de mercado.

A ministra acompanhou o presidente Jair Bolsonaro durante visita a Washington, que aconteceu dia 19 de março.

A ministra Tereza Cristina, com sua empatia e, ao mesmo tempo, tônus vital feminino, tomou a palavra e disse ao grande vendedor Donald Trump: “Se os americanos querem vender etanol para o Brasil, deveriam comprar nosso açúcar…”.

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina
Imagem: Canal Rural

E logicamente como Trump, um hard sell que é, só podia mesmo gostar da intervenção assertiva da nossa ministra, exclamou: “Faz sentido!“

Então, Trump retornou com um “Gostei de você!“ para a ministra Teresa Cristina. Foi um ótimo passo nas lutas comerciais, ter um gigante como os Estados Unidos, com um PIB de US$ 20 trilhões desenvolvendo uma boa vontade com um pequeno como o Brasil, com US$ 2 trilhões no seu PIB.

Somos 10% dos americanos como movimento econômico financeiro. Ou se dá uma empatia entre os negociadores, ou sobrará apenas a racionalidade fria, e nela, apanharemos sempre.

Numa distância tão imensa entre as economias, sem dúvida, podemos estabelecer parcerias, mas evitando as zonas de choques mútuos. O nosso agronegócio soma um total de cerca de US$ 400 bilhões; o dos americanos, mais de US$ 4 trilhões.

De novo, eles são dez vezes maiores do que o Brasil em agribusiness.

Dessa forma, os acordos estarão idealmente fora da meia dúzia de forças que temos, como as carnes, a soja, o algodão, o suco de laranja, o papel e celulose, café, açúcar, algumas frutas e muito mais em zonas onde podemos estabelecer a vinda de tecnologias e investimentos como infraestrutura.

Afinal, grandes corporações americanas atuam aqui em processamento, tradings e venda de tecnologia de valor agregado, como as sementes, a genética animal, os químicos, medicamentos veterinários, mecanização de precisão e agroindústria.

Duas economias, uma de 20 trilhões versus a outra de 2 trilhões, com certeza os acordos estarão não onde existe pororoca, por exemplo, importar carne suína dos americanos, onde temos um trabalho excelente em desenvolvimento, a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), atuando com os supermercados elevando o consumo per capita.

Neste caso, somos sim competidores, muito mais do que parceiros. Mas existem muitas áreas onde o fluxo imenso de oportunidades está livre para acordos bilaterais de relevante interesse para ambos os empreendedores. Americanos e brasileiros.

De qualquer forma, parabéns, ministra Tereza Cristina. Esse ‘I like you“ significa rapport, como se diz na arte das vendas, sintonia e admiração, e isso abre as portas para as ótimas negociações.

Do cabo das tormentas para o cabo da boa esperança. Boa essa ministra.

Na arte do comércio, o poeta Camões escreveu: “Quem faz o comércio não faz a guerra”. E sem dúvida, na arte da venda a empatia fala muito alto. Gostamos mesmo de fazer negócios com as pessoas de quem gostamos.

 

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