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Acordo entre Mercosul e UE menciona crescer o PIB do Brasil

O “Acordo de Associação Mercosul-União Europeia” saiu… 20 anos depois. Houve um primeiro passo. Os blocos representam 25% do PIB mundial. Um mercado de 780 milhões de pessoas. Curiosidade: 480 milhões desses consumidores são de origem e cultura latina (mais de 60%). O acordo significa também uma reunião da latinidade; mas como dizem os mestres…

01 de julho de 2019 às 10h15

O “Acordo de Associação Mercosul-União Europeia” saiu… 20 anos depois. Houve um primeiro passo.

Os blocos representam 25% do PIB mundial. Um mercado de 780 milhões de pessoas. Curiosidade: 480 milhões desses consumidores são de origem e cultura latina (mais de 60%).

O acordo significa também uma reunião da latinidade; mas como dizem os mestres das artes marciais, “agora vamos aprender novas lutas”.

O acordo estabelece as bases para as relações políticas e econômicas entre os países membros do Mercosul e os países da União Europeia (UE), sobretudo as relações multilaterais de comércio de bens e serviços, investimento, intercâmbio tecnológico e fluxo financeiro.

Bandeira da União Europeia.
Imagem: Pixabay

O acordo abrange três pilares essenciais: diálogo político, cooperação e livre comércio.

O documento oficial do acordo menciona crescer o PIB do Brasil em US$ 87,5 bilhões de dólares em 15 anos. Precisamos do dobro desse valor em 5 anos, não em 15.

Caberá aos empresários brasileiros, buscando parcerias e negócios de empresa com empresa, e de cooperativas com cooperativas, acelerar e dobrar essa perspectiva.

A lentidão já morreu. O mundo hoje é ágil, e para ser ágil é preciso agir. Ação global integrada em redes, como é a proposta do 4° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio deste ano.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem importância decisiva nesse primeiro passo, pois superou conflitos, incluindo boas perspectivas para carnes, etanol, e açúcar, e ainda com abertura para muitos produtos, como nossa hortifruticultura e agroindústria.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve ter gostado desse acordo, pois ele, que defende o Brexit,  ou seja, a saída do Reino Unido da União Europeia, tem nesse acordo um salto de globalização, contrário à visão de fechadura nacionalista.

O plano liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, ganha muito nesse acordo. Entretanto, sofrerá muito para ser implementado.
Existem procedimentos de aprovação ainda em todos os parlamentos europeus e dos países do Mercosul.

Existem divergências, interesses gigantescos de agricultores europeus que irão terminar em pororoca com os nossos.

O setor industrial terá até 15 anos para zerar as alíquotas, e o vinho da Europa vai invadir a América do Sul. Competitividade e produtividade vira o nome do novo jogo.

Cabe agora a sociedade civil e empresarial organizada brasileira colocar o pé no acelerador e partir pra cima de planos de negócios.

No agro só teremos sucesso agindo de forma integrada com todas as cadeias produtivas… antes, dentro e pós-porteira das fazendas.

Cabe ao governo ter sabedoria política para criarmos um ambiente de governabilidade, para passar as reformas, que sem elas, jamais conseguiremos competir num mundo que tende ao comércio de alíquotas zero.

 

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O “Acordo de Associação Mercosul-União Europeia” saiu… 20 anos depois. Houve um primeiro passo. Os blocos representam 25% do PIB mundial. Um mercado de 780 milhões de pessoas. Curiosidade: 480 milhões desses consumidores são de origem e cultura latina (mais de 60%). O acordo significa também uma reunião da latinidade; mas como dizem os mestres…

01 de julho de 2019 às 10h15

O “Acordo de Associação Mercosul-União Europeia” saiu… 20 anos depois. Houve um primeiro passo.

Os blocos representam 25% do PIB mundial. Um mercado de 780 milhões de pessoas. Curiosidade: 480 milhões desses consumidores são de origem e cultura latina (mais de 60%).

O acordo significa também uma reunião da latinidade; mas como dizem os mestres das artes marciais, “agora vamos aprender novas lutas”.

O acordo estabelece as bases para as relações políticas e econômicas entre os países membros do Mercosul e os países da União Europeia (UE), sobretudo as relações multilaterais de comércio de bens e serviços, investimento, intercâmbio tecnológico e fluxo financeiro.

Bandeira da União Europeia.
Imagem: Pixabay

O acordo abrange três pilares essenciais: diálogo político, cooperação e livre comércio.

O documento oficial do acordo menciona crescer o PIB do Brasil em US$ 87,5 bilhões de dólares em 15 anos. Precisamos do dobro desse valor em 5 anos, não em 15.

Caberá aos empresários brasileiros, buscando parcerias e negócios de empresa com empresa, e de cooperativas com cooperativas, acelerar e dobrar essa perspectiva.

A lentidão já morreu. O mundo hoje é ágil, e para ser ágil é preciso agir. Ação global integrada em redes, como é a proposta do 4° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio deste ano.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem importância decisiva nesse primeiro passo, pois superou conflitos, incluindo boas perspectivas para carnes, etanol, e açúcar, e ainda com abertura para muitos produtos, como nossa hortifruticultura e agroindústria.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve ter gostado desse acordo, pois ele, que defende o Brexit,  ou seja, a saída do Reino Unido da União Europeia, tem nesse acordo um salto de globalização, contrário à visão de fechadura nacionalista.

O plano liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, ganha muito nesse acordo. Entretanto, sofrerá muito para ser implementado.
Existem procedimentos de aprovação ainda em todos os parlamentos europeus e dos países do Mercosul.

Existem divergências, interesses gigantescos de agricultores europeus que irão terminar em pororoca com os nossos.

O setor industrial terá até 15 anos para zerar as alíquotas, e o vinho da Europa vai invadir a América do Sul. Competitividade e produtividade vira o nome do novo jogo.

Cabe agora a sociedade civil e empresarial organizada brasileira colocar o pé no acelerador e partir pra cima de planos de negócios.

No agro só teremos sucesso agindo de forma integrada com todas as cadeias produtivas… antes, dentro e pós-porteira das fazendas.

Cabe ao governo ter sabedoria política para criarmos um ambiente de governabilidade, para passar as reformas, que sem elas, jamais conseguiremos competir num mundo que tende ao comércio de alíquotas zero.

 

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