Cadeia do arroz mira o faminto mercado chinês

Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) renovaram convênio nesta segunda-feira (7). No encontro, em Porto Alegre, com a participação do presidente da Apex, embaixador Roberto Jaguaribe Gomes de Mattos, foi amplamente debatida a sonhada abertura ao arroz brasileiro no mercado chinês.

A ideia da Abiarroz é se articular com o Mapa e, em missão à Ásia, buscar a derrubada da barreira fitossanitária específica para transações de arroz entre os dois países. Mesmo sendo o maior produtor orizícola mundial, os chineses ainda importam anualmente 5 milhões de toneladas. Isso é quase a metade da produção total do Rio Grande do Sul, responsável por 70% do arroz colhido no Brasil.

Interesse
Não é só a indústria que mira o mercado asiático. Representantes dos produtores, como o Irga e Federarroz, trabalham para isso. Além da China, os mercados do México e da Nigéria são perseguidos.
Para o diretor comercial do Instituto Riograndense do Arroz, Tiago Sarmento Barata, se apenas um destes três mercados se abrisse, o produto já teria outro patamar de valorização. Entretanto, para derrubar os obstáculos sanitários, comerciais e políticos que impedem a viabilização dos negócios seria preciso uma ingerência mais contundente de figuras de comando do governo brasileiro.

Exportações
Já em relação às exportações do arroz em casca os negócios têm sido melhores do que foram em 2017. Abril fechou com 95, 7 mil toneladas exportadas, 152% acima do volume negociado no mesmo mês de 2017.
Assim, o Brasil fecha o primeiro bimestre do ano-safra, que começa em março, com superávit de 152.395 toneladas na balança comercial do setor. Nicarágua, com 25,4 mil t. e Costa Rica, 21,1 mil t. foram os destinos que mais receberam o arroz brasileiro no quarto mês do ano.

Pensando bem…
Não fosse tão fragmentada, a cadeia do arroz poderia já estar em outro patamar evolutivo. A relação indústria – produtor, infelizmente, não é sadia.

Fenasul será ampliada
Foi lançada com otimismo, nesta segunda (7), a 41ª edição da Fenasul e 14ª edição da Expoleite. A expectativa é para a inscrição de mais expositores e animais, além de um maior público no evento que ocorre entre 16 a 20 deste mês em Esteio (RS), no Parque Assis Brasil.

A ideia da Gadolando, associação que reúne os criadores de gado holândes, é chegar a 250 animais – dobro dos participantes de 2017. É certo que o público será potencializado, já que nos mesmos dias da Fenasul, a ABCCC promove também no Assis Brasil a ExpoFICCC, que reúne a nata dos conjuntos crioulista do Mercosul.

Experiência  

De volta ao cargo que ocupa pela terceira vez, Odacir Klein já está familiarizado na chefia da Secretaria Estadual da Agricultura.  O lançamento da Fenasul foi com café da manhã na sede da Pasta.

Mesmo com sete meses de Seapi pela frente, Klein tem metas para marcar a curta gestão, como a de organizar uma grande Expointer. Para isso, tem algo importante: a confiança do governador José Ivo Sartori.

Efeitos nefastos

Com o título “Crise da Cadeia do Arroz e o Impacto Econômico Social nos Municípios”, Famurs, Federarroz, Farsul, Fetag/RS e Irga realizam na próxima quinta-feira (10) um ciclo de palestras.
Com a ajuda das prefeituras dos municípios produtores foram elaborados relatórios que mostrarão as perdas de receitas causadas pela depreciação do preço do arroz desde o ano passado. O evento inicia às 14h, na sede da Famurs, na capital gaúcha.

Compra da terra
Estarão reunidos com o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, na manhã desta terça-feira (8), o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva e deputado federal Heitor Schuch (PSB/RS), que preside a Frente Parlamentar da Agricultura. Na pauta, a cobrança pelo início imediato das operações de financiamento para compra de terra pelos agricultores familiares.

Regulamentado no início deste ano, sete meses depois de anunciadas as mudanças – como novo teto, outras linhas e maior prazo -, o novo Programa Nacional de Crédito Fundiário ainda não saiu do papel. A implementação estaria dependente de uma atualização do sistema operacional do BB.

Terneiros mais valorizados
Mesmo que ainda pequena, há uma reação nas cotações da terneirada gaúcha. Neste último final de semana, os remates de Lavras do Sul e de Caçapava do Sul registraram médias acima da casa do R$ 6,00 o quilo (R$ 6,20 e R$ 6.14, respectivamente).

Um dos fatores que estariam contribuindo para puxar a repentina alta é a procura pelo gado inteiro para exportação nas fazendas do sul.

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