Jair Bolsonaro será o novo presidente da República

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A redução de tamanho sofrida pelo PT nas eleições municipais de 2016 avançou neste domingo. Terrenos consolidados, como os das capitais do norte e nordeste foram perdidos e nomes fortes fracassaram.

No Rio Grande do Sul é a primeira vez que o  partido não foi para uma segundo turno em 20 anos. Em Minas, os conterrâneos de Dilma a rejeitaram para o Senado e, numa comparação utilizada por Lula, o candidato da sigla à Presidência da República Fernando Haddad foi goleado por 4 na primeira partida decisiva e nem que a vaca tussa o resultado se reverte no segundo jogo.

Perderam também modelos antigos de fazer política e suas caras manjadas. Saíram de cena alguns clãs, como os dos Sarney, dos Lobão, dos Cabral e outros. Mas também é verdade que ficam outros, como os dos Barbalho e dos Calheiros.

Além do PT, o PSDB também sai ferido. Fazendo apenas 10% dos votos (5 milhões de eleitores) do primeiro colocado Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin deve chegar à conclusão que eleição presidencial não é para ele. Já o MDB fez banditismo como Henrique Meireles, que também foi teimoso.

Mas a marca desta eleição de 2018 é a de Jair Messias Bolsonaro. Nem tanto e também pelo gigantismo da sua votação ao Planalto, mas sobretudo pela caravana de nomes eleitos na sua carona. São deputados, senadores, governadores, sejam do PSL, sejam de outras siglas.

No RS, dois anônimos  – Zucco e Irigaray – encerraram o domingo como os deputados estaduais mais votados, com respectivos 166.747 e  102.117 votos.  Ambos, do PSL, ambos seguidores fieis de Bolsonaro, que também foi determinante para a surpreendente vitória de Luiz Carlos Heinze (PP) ao Senado.

A virada de Heinze também foi uma mensagem de repúdio à senadora Ana Amélia Lemos (PP) e às suas escolhas.

Para o segundo turno, o mais expressivo dos apoios a Haddad será o de Ciro Gomes (PDT), que com os seus 13 milhões de votos e um terceiro lugar, ficou bem na foto. Nanicos da esquerda também se solidarizarão ao PT, mas mesmo que transferissem integralmente suas votações a Haddad, o que é impossível, não chegariam nem perto de reduzir a diferença de 20 milhões de votos pró-Bolsonaro, que ainda contará com os reforços dos votos de Alckmin, de Amôedo, de Alvaro Dias e do próprio Daciolo.

Já nas urnas gaúchas, o segundo turno reserva desafios aos candidatos e ao eleitor. Um deles será tentar tentar distinguir as duas semelhantes propostas dos grupos de José Ivo Sartori (MDB) e de Eduardo Leite (PSDB). Dois ex-prefeitos, cujos partidos no Estado estão sempre mais entre beijos do que tapas. Ambos privatizacionistas, defensores de um Estado menor. Será páreo parelho, sendo impossível, agora, cravar qualquer tendência.

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