‘Mercosul vai aprender com UE, e agro brasileiro sairá ganhando’, diz diretor da CNA

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e diretor de Assuntos Internacionais da Confederação Nacional da Agropecuária (CNA), Gedeão Pereira, analisou positivamente o anúncio do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, feito na sexta-feira, dia 28, por autoridades dos dois blocos, na Bélgica.

“Felizmente esse acordo foi consolidado e o agronegócio brasileiro deve ser um dos grandes beneficiados”, comentou Gedeão neste sábado, dia 29, em entrevista ao programa de rádio Conexão Rural, apresentado por este jornalista.

Gedeão, porém, fez ressalvas. Uma delas diz respeito às diferenças de funcionamento dos dois blocos, já que a União Europeia se encontra num estágio bem mais avançado do que o Mercosul, o qual, na sua avaliação, sempre teve e tem sérias dificuldades de operação.

Funcionamentos diferentes

“Estamos falando de dois grupos distintos, um deles cujos países integrantes de fato têm fronteiras abertas e usam uma moeda única. O outro, com muitas limitações e disputas intrabloco”, comentou o dirigente, ao citar as frequentes celeumas expostas pela concorrência entre as cadeias produtivas do arroz e do leite. Ele ponderou, entretanto, que o grupo formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai deverá ganhar muito com a experiência da UE e amadurecer como bloco.

Mãos dos presidentes 

O presidente da Farsul também chamou atenção para a ampliação da visibilidade que o acordo irá proporcionar ao Brasil. “Isso dará, sem dúvida, maior confiabilidade na hora de comercializar, na hora de elaborar e assinar os acordos sanitários, na hora de sentar às mesas de negociação”, observou, na entrevista dada a Alex Soares, no programa que vai ao ar na Rádio Acústica.

Gedeão atribuiu boa parte do mérito pela assinatura do acordo, negociado há mais de 20 anos, ao empenho dos presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da Argentina, Maurício Macri, ambos com perfis liberais.

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