Visão brasileira sobre aviação agrícola e drones

   Enquanto nos Estados Unidos a relação entre drones e aviação agrícola segue com altos e baixos – pela quantidade de gente operando os aparelhos remotos (principalmente de lazer) em áreas onde há voos de aeronaves, no Brasil são os próprios empresários aeroagrícolas que veem os aparelhos não tripulados como uma ferramenta para ampliar seu mercado. A ideia dos operadores por aqui é agregar drones às suas frotas, para serviços que vão desde os arremates de pulverização em pontos críticos de áreas maiores (com obstáculos, terreno muito acidentado ou um ponto próximo de área ambientalmente sensível) até atender também áreas menores – não abrangidas pelos serviços com aviões ou helicópteros.

   Outra oportunidade percebida pelos empresários da aviação é agregar monitoramento de lavouras ao escopo de suas competências. O que representaria, além de um nicho a mais no mercado agro, um complemento de precisão para sua rotina e a oferta de soluções completas para clientes. Sem falar da possível economia de insumos:

   Apontando exatamente onde é necessário, por exemplo, um tratamento corretivo com defensivo ou fertilizante, o mesmo mapa gerado pelo drone de monitoramento pode ser colocado no DGPS do avião (se for um espaço grande a ser tratado) ou no sistema do aparelho remoto de pulverização (caso seja uma pequena falha na plantação). Nos dois casos, com precisão sobre o alvo.

Outra oportunidade percebida pelos empresários da aviação é agregar monitoramento de lavouras ao escopo de suas competências. O que representaria, além de um nicho a mais no mercado agro, um complemento de precisão para sua rotina e a oferta de soluções completas para clientes.

   Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Júlio Augusto Kämpf, nessa linha a tendência é que, no Brasil, os drones substituam ao menos boa parte dos aparelhos de pulverização costais existentes nas lavouras. O que agregaria segurança e precisão à tarefa, hoje feita por mais de 900 mil trabalhadores expostos ao clima e aos produtos, segundo o IBGE. “De quebra, colocando a serviço de pequenos produtores todo o apoio técnico das empresas aeroagrícolas, que por lei contam com agrônomos e técnicos agrícolas por trás de todas as suas operações.”

   Não por acaso, o Sindag foi a primeira (e talvez ainda a única) entidade aeroagrícola no mundo a contar com uma empresa de drones em seu quadro de associadas. Além da troca de informações e visitas geradas entre aviadores e fabricante de aparelhos não tripulados, a tecnologia estará presente no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, promovido pela entidade aeroagrícola. O evento vai ocorrer de 6 a 9 de agosto, em Maringá, Paraná.

   O primeiro dia será em aeródromo, com demonstrações com aviões, drones e outros equipamentos. Os resultados da mostra estarão entre os debates em auditórios nos três dias seguintes, no pavilhão da Sociedade Rural de Maringá, junto com os estandes da mostra de tecnologias.

Empresários aeroagrícolas e executivos do Canal Rural em visita, no final de maio, à SkyDrones, única empresa de drones associada ao Sindag

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