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Aviação agrícola cresce 3,74% e chega a 2.194 aeronaves no Brasil

Também cresceram no ano o número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), que foi de 244 para 253

26 de fevereiro de 2019 às 22h54

A aviação agrícola brasileira entrou 2019 com 2.194 aeronaves e, mais do que nunca, como a segunda maior força do setor no planeta – atrás apenas da frota norte-americana, que tem cerca de 3,6 mil aviões e helicópteros agrícolas. Os números foram divulgados na última semana pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), com base no levantamento feito pelo consultor Eduardo Cordeiro de Araújo junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Araújo é uma das mais importantes referências do setor na atualidade e seu estudo da frota aponta um incremento de 76 aviões e cinco helicópteros agrícolas em 2018. Já o relatório de operadores mostra crescimento no número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), pulando de 244 para 253 – que detêm 67% da frota, e na quantidade de operadores privados (produtores e cooperativas que têm seus próprios aviões), que foi de 565 para 585.

Também cresceram no ano o número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), que foi de 244 para 253, e a quantidade de operadores privados (produtores e cooperativas que têm seus próprios aviões), que pulou de 565 para 585.

No ranking entre os 23 Estados com aviação agrícola, Mato Grosso segue na frente em frota, com 494 aeronaves e o maior número de operadores privados – 300, contra 31 empresas aeroagrícolas. Já a frota do Rio Grande do Sul fica em segundo, com 427 aeronaves e o Estado tem o maior número de empresas aeroagrícolas – 72, com 45 operadores privados. Depois vêm São Paulo (317), Goiás (287), Paraná (134), Mato Grosso do Sul (125), Bahia (90) e as outras 16 unidades da Federação dividindo as 320 aeronaves restantes.

Impulso

De um modo geral, o crescimento de aeronaves foi de 3,74%, mais do que o dobro do 1,53% de aumento em 2017. O que pode significar o ensaio de uma retomada para índices como de 2014, que havia sido de 4,25% – de lá para cá, o crescimento anual ficou no máximo na casa dos 2%. De qualquer maneira, pelo menos desde 2008, quando Araújo começou a avaliar os números anuais da frota, o setor nunca teve um ano negativo.

Em uma conjuntura recente, mais do que um crescimento no embalo do agronegócio, o fôlego de agora na aviação agrícola pode ser reflexo da busca de profissionalização e tecnologia para garantir melhores resultados. Nesse raciocínio e a partir dos dados do PIB do Agronegócio Brasileiro (janeiro a novembro de 2018) divulgados no último dia 15 pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pode-se dizer que 2019 promete. Com um PIB-Volume de apenas 1,89% em 11 meses e um PIB-Renda negativo em 0,65% no período, a ordem é otimizar recursos e estrutura. O que pode ser um mote de trabalho para o próprio Sindag e suas associadas este ano, incentivando a terceirização do trato de lavouras com aviões.

Sindag aposta em promover a profissionalização, tecnologia e terceirização – foto: Castor Becker Jr

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Aviação agrícola cresce 3,74% e chega a 2.194 aeronaves no Brasil

Também cresceram no ano o número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), que foi de 244 para 253

26 de fevereiro de 2019 às 22h54

A aviação agrícola brasileira entrou 2019 com 2.194 aeronaves e, mais do que nunca, como a segunda maior força do setor no planeta – atrás apenas da frota norte-americana, que tem cerca de 3,6 mil aviões e helicópteros agrícolas. Os números foram divulgados na última semana pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), com base no levantamento feito pelo consultor Eduardo Cordeiro de Araújo junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Araújo é uma das mais importantes referências do setor na atualidade e seu estudo da frota aponta um incremento de 76 aviões e cinco helicópteros agrícolas em 2018. Já o relatório de operadores mostra crescimento no número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), pulando de 244 para 253 – que detêm 67% da frota, e na quantidade de operadores privados (produtores e cooperativas que têm seus próprios aviões), que foi de 565 para 585.

Também cresceram no ano o número de empresas aeroagrícolas (prestadoras de serviços para os produtores), que foi de 244 para 253, e a quantidade de operadores privados (produtores e cooperativas que têm seus próprios aviões), que pulou de 565 para 585.

No ranking entre os 23 Estados com aviação agrícola, Mato Grosso segue na frente em frota, com 494 aeronaves e o maior número de operadores privados – 300, contra 31 empresas aeroagrícolas. Já a frota do Rio Grande do Sul fica em segundo, com 427 aeronaves e o Estado tem o maior número de empresas aeroagrícolas – 72, com 45 operadores privados. Depois vêm São Paulo (317), Goiás (287), Paraná (134), Mato Grosso do Sul (125), Bahia (90) e as outras 16 unidades da Federação dividindo as 320 aeronaves restantes.

Impulso

De um modo geral, o crescimento de aeronaves foi de 3,74%, mais do que o dobro do 1,53% de aumento em 2017. O que pode significar o ensaio de uma retomada para índices como de 2014, que havia sido de 4,25% – de lá para cá, o crescimento anual ficou no máximo na casa dos 2%. De qualquer maneira, pelo menos desde 2008, quando Araújo começou a avaliar os números anuais da frota, o setor nunca teve um ano negativo.

Em uma conjuntura recente, mais do que um crescimento no embalo do agronegócio, o fôlego de agora na aviação agrícola pode ser reflexo da busca de profissionalização e tecnologia para garantir melhores resultados. Nesse raciocínio e a partir dos dados do PIB do Agronegócio Brasileiro (janeiro a novembro de 2018) divulgados no último dia 15 pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pode-se dizer que 2019 promete. Com um PIB-Volume de apenas 1,89% em 11 meses e um PIB-Renda negativo em 0,65% no período, a ordem é otimizar recursos e estrutura. O que pode ser um mote de trabalho para o próprio Sindag e suas associadas este ano, incentivando a terceirização do trato de lavouras com aviões.

Sindag aposta em promover a profissionalização, tecnologia e terceirização – foto: Castor Becker Jr

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