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Congresso da Aviação Agrícola terá este ano fórum de pesquisa científica

O Brasil tem a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do planeta e o Congresso atrai os maiores fornecedores mundiais de tecnologias para o setor

02 de julho de 2019 às 00h02

Incentivar a realização de pesquisas na área de aplicação aérea e aproximar a academia das demandas e potencial do mercado. Em linhas gerais, esses são os objetivos do Fórum de Pesquisa Científica, uma das principais novidades no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que ocorre de 30 de julho a 1º de agosto, em Sertãozinho, São Paulo.  Coordenado pelo professor Maurício Pasini, da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), do Rio Grande do Sul, o encontro deve reunir pesquisadores, especialistas e estudantes de diversas universidades de todo o Brasil.

O Fórum Científico começará pela a apresentação de estudos acadêmicos na área de aplicação aérea – concluídos ou em andamento – e terá um debate entre empresários e pessoal do meio acadêmico. “Uma espécie de brainstorming com o setor”, resume Pasini. Doutor em Agronomia e coordenador da Área Experimental da Unicruz, ele explica que o Fórum Científico começará pela a apresentação de estudos acadêmicos na área de aplicação aérea – concluídos ou em andamento.

Em seguida, os operadores poderão tirar dúvidas e expor sua realidade, indicando onde o trabalho das universidades e centros de pesquisa poderiam impactar positivamente de maneira mais imediata e abrangente – criando tecnologias e melhorando técnicas dos pontos de vista de produtividade, eficiência e segurança, tanto operacional quanto ambiental. “A ideia é oferecer aos pesquisadores um leque de opções para pelo menos nos próximos 10 anos”, ressalta o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag, que promove o Congresso e o Fórum), Gabriel Colle.

Operadores indicarão aos pesquisadores onde há maior carência de estudos científicos no setor

 INTERCÂMBIO

A Unicruz já havia firmado em março um acordo de intercâmbio técnico-científico e educacional com o Sindag. Foi durante a 20ª Expodireto/Cotrijal em Não-Me-Toque/RS e, pela parceria, o sindicato aeroagrícola se comprometeu a apoiar pesquisas de mestrado e doutorado sobre aplicações aéreas viabilizando a disponibilidade de aeronaves e garantindo uma bolsa parcial aos estudantes. Já a Unicruz deve, por exemplo, incluir a aviação agrícola entre as disciplinas de formação em Agronomia na instituição. O acordo foi assinado pelo diretor Gabriel Colle e pelo coordenador do curso de Agronomia da Universidade, José Luiz Tragnago, junto com Pasini. O objetivo do sindicato aeroagrícola é firmar parcerias semelhantes como mais universidades pelo País

EMBRAPA

O esforço do Sindag em garantir pesquisas na área aeroagrícola não é de agora. E, se ainda não conta com a quantidade desejada, pelo menos em amplitude o trabalho já foi longe. Em 2008 a entidade firmou parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela qual as duas instituições promoveram a maior pesquisa sobre aplicação já feita no País, entre 2013 e 2017, envolvendo seis centros de pesquisa da Embrapa, 10 universidades parceiras e empresas de tecnologia. O estudo comprovou a segurança da ferramenta aérea em lavouras, conforme Nota Técnica divulgada na última semana. O objetivo agora é ampliar o estudo, para desenvolver novas tecnologias para a aviação.

CARONA DE UM RECORDE

O Brasil tem a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do planeta e o Congresso realizado pelo Sindag atrai os maiores fornecedores mundiais de tecnologias aeroagrícolas– de fabricantes de aviões e tecnologias embarcadas a equipamentos e soluções para o campo. Agora, além de atrair pesquisadores, o sindicato aeroagrícola quer aproveitar a vitrine do evento para difundir o setor entre universitários de Agronomia e Engenharia Mecânica, além de alunos de cursos técnicos. As visitas devem abranger também estudantes de Ensino Médio e Fundamental da rede de ensino de Sertãozinho. A estratégica com isso é, de um lado, incentivar o interesse de futuros profissionais agrícolas pela aviação e, por outro, desmistificar o setor a aproximá-lo da sociedade. Aliás, ainda no quesito ensino, o Congresso terá a participação do Senai, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Sebrae e outras entidades, em espaços como com uma unidade móvel de ensino em aviônica, estandes de startups e outros.

Veja mais sobre o Congresso da Aviação Agrícola em www.congressoavag.org.br

 

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Congresso da Aviação Agrícola terá este ano fórum de pesquisa científica

O Brasil tem a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do planeta e o Congresso atrai os maiores fornecedores mundiais de tecnologias para o setor

02 de julho de 2019 às 00h02

Incentivar a realização de pesquisas na área de aplicação aérea e aproximar a academia das demandas e potencial do mercado. Em linhas gerais, esses são os objetivos do Fórum de Pesquisa Científica, uma das principais novidades no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, que ocorre de 30 de julho a 1º de agosto, em Sertãozinho, São Paulo.  Coordenado pelo professor Maurício Pasini, da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), do Rio Grande do Sul, o encontro deve reunir pesquisadores, especialistas e estudantes de diversas universidades de todo o Brasil.

O Fórum Científico começará pela a apresentação de estudos acadêmicos na área de aplicação aérea – concluídos ou em andamento – e terá um debate entre empresários e pessoal do meio acadêmico. “Uma espécie de brainstorming com o setor”, resume Pasini. Doutor em Agronomia e coordenador da Área Experimental da Unicruz, ele explica que o Fórum Científico começará pela a apresentação de estudos acadêmicos na área de aplicação aérea – concluídos ou em andamento.

Em seguida, os operadores poderão tirar dúvidas e expor sua realidade, indicando onde o trabalho das universidades e centros de pesquisa poderiam impactar positivamente de maneira mais imediata e abrangente – criando tecnologias e melhorando técnicas dos pontos de vista de produtividade, eficiência e segurança, tanto operacional quanto ambiental. “A ideia é oferecer aos pesquisadores um leque de opções para pelo menos nos próximos 10 anos”, ressalta o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag, que promove o Congresso e o Fórum), Gabriel Colle.

Operadores indicarão aos pesquisadores onde há maior carência de estudos científicos no setor

 INTERCÂMBIO

A Unicruz já havia firmado em março um acordo de intercâmbio técnico-científico e educacional com o Sindag. Foi durante a 20ª Expodireto/Cotrijal em Não-Me-Toque/RS e, pela parceria, o sindicato aeroagrícola se comprometeu a apoiar pesquisas de mestrado e doutorado sobre aplicações aéreas viabilizando a disponibilidade de aeronaves e garantindo uma bolsa parcial aos estudantes. Já a Unicruz deve, por exemplo, incluir a aviação agrícola entre as disciplinas de formação em Agronomia na instituição. O acordo foi assinado pelo diretor Gabriel Colle e pelo coordenador do curso de Agronomia da Universidade, José Luiz Tragnago, junto com Pasini. O objetivo do sindicato aeroagrícola é firmar parcerias semelhantes como mais universidades pelo País

EMBRAPA

O esforço do Sindag em garantir pesquisas na área aeroagrícola não é de agora. E, se ainda não conta com a quantidade desejada, pelo menos em amplitude o trabalho já foi longe. Em 2008 a entidade firmou parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela qual as duas instituições promoveram a maior pesquisa sobre aplicação já feita no País, entre 2013 e 2017, envolvendo seis centros de pesquisa da Embrapa, 10 universidades parceiras e empresas de tecnologia. O estudo comprovou a segurança da ferramenta aérea em lavouras, conforme Nota Técnica divulgada na última semana. O objetivo agora é ampliar o estudo, para desenvolver novas tecnologias para a aviação.

CARONA DE UM RECORDE

O Brasil tem a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do planeta e o Congresso realizado pelo Sindag atrai os maiores fornecedores mundiais de tecnologias aeroagrícolas– de fabricantes de aviões e tecnologias embarcadas a equipamentos e soluções para o campo. Agora, além de atrair pesquisadores, o sindicato aeroagrícola quer aproveitar a vitrine do evento para difundir o setor entre universitários de Agronomia e Engenharia Mecânica, além de alunos de cursos técnicos. As visitas devem abranger também estudantes de Ensino Médio e Fundamental da rede de ensino de Sertãozinho. A estratégica com isso é, de um lado, incentivar o interesse de futuros profissionais agrícolas pela aviação e, por outro, desmistificar o setor a aproximá-lo da sociedade. Aliás, ainda no quesito ensino, o Congresso terá a participação do Senai, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Sebrae e outras entidades, em espaços como com uma unidade móvel de ensino em aviônica, estandes de startups e outros.

Veja mais sobre o Congresso da Aviação Agrícola em www.congressoavag.org.br