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Aviação agrícola comemora 50 anos de sua regulamentação

Essa segunda-feira marca os 50 anos da instituição oficial da aviação agrícola brasileira pelo governo federal, através do Decreto-Lei nº 917, de 7 de outubro de 1969. O documento reconheceu em nível governamental o setor aeroagrícola, que já existia no País desde 1947 (e no mundo desde 1921), mas a partir dos anos 60 teve…

07 de outubro de 2019 às 22h15

Essa segunda-feira marca os 50 anos da instituição oficial da aviação agrícola brasileira pelo governo federal, através do Decreto-Lei nº 917, de 7 de outubro de 1969. O documento reconheceu em nível governamental o setor aeroagrícola, que já existia no País desde 1947 (e no mundo desde 1921), mas a partir dos anos 60 teve sua importância consolidada do ponto de vista institucional, como ferramenta para o crescimento do País, dentro das estratégias de governo.

Apesar do Curso de Piloto Agrícola – na época Curso de Aviação Agrícola (Cavag) – ter sido oficializando em 1965 pelo Decreto 56.854, foi o Decreto-Lei de quatro anos depois que estabeleceu, por exemplo, prerrogativas da aviação: o trato de lavouras, semeadura, aplicação de fertilizantes, combate a incêndios florestais, povoamento de rios e lagos e outros empregos que viessem a ser aconselhados.

O setor passou a ser organizado a partir da criação de cursos para pilotos, engenheiros e técnicos, mas seu reconhecimento institucional veio com o Decreto-Lei 917/69

O documento também colocou a atividade sob o controle do Ministério da Agricultura, prevendo apoio para pesquisas e aperfeiçoamento, parceria com universidades e outras instituições, além de ações em conjunto com outros Ministérios para desenvolver e garantir a segurança do setor. Não por acaso, no mesmo ano os Ministérios da Agricultura e da Aeronáutica firmaram convênio para construção do Ipanema, o primeiro avião agrícola brasileiro. O modelo entrou em operação em 1971, ainda hoje é fabricado (está em sua 7ª geração) e representa 60% da frota nacional. Também a partir daí a legislação foi se aperfeiçoando.

Paralelamente, o Ministério da Agricultura consolidou na antiga Fazenda Ipanema a formação de pilotos, engenheiros e técnicos para atuarem no setor. O centro de formação funcionou até o início dos anos 90, quando os cursos passaram para a iniciativa privada. Mas o reconhecimento governamental da aviação agrícola já havia começado bem antes.

CERTIDÃO DE NASCIMENTO

“Não seríamos o que somos hoje sem a de pessoas como o tenente-coronel aviador Marialdo Moreira. Cuja memória, aliás, homenageamos no Congresso da Aviação Agrícola deste ano”, lembra o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Thiago Magalhães Silva. Os familiares do oficial receberam em julho a medalha Mérito Aviação Agrícola, concedida pelo Sindag a personalidades que ajudaram a desenvolver o setor aeroagrícola no País.

 

Moreira foi cedido pelo Ministério da Aeronáutica ao Ministério da Agricultura ainda na primeira metade dos anos 60 para liderar a organização do setor. Foi sob seu comando que foram criados os cursos de formação de pilotos, engenheiros e técnicos para atuarem no setor, na Fazenda Ipanema – o entigo centro de instrução mantido pelo Ministério da Agricultura até os anos 90 em Iperó/SP. Moreira também foi responsável pela criação da Divisão de Aviação Agrícola no Ministério da Agricultura. Sem falar do próprio Plano de Expansão da Aviação Agrícola, que resultou no Decreto-Lei de 1969. Documento que, segundo Magalhães, é considerado a Certidão de Nascimento do setor aeroagrícola nacional.

Já o presidente do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Júlio Kämpf, lembra a importância estratégica que o setor ganhou a partir daí. “Mais do que o marco que oficializou institucionalmente a aviação agrícola brasileira, o Decreto-Lei 917 assinalou seu reconhecimento como ferramenta essencial para o desenvolvimento do Brasil. Nessas cinco décadas, o setor aeroagrícola do País se consolidou com avanços que o tornaram o segundo maior e um dos melhores do mundo em tamanho, eficiência, segurança e organização”.

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Aviação agrícola comemora 50 anos de sua regulamentação

Essa segunda-feira marca os 50 anos da instituição oficial da aviação agrícola brasileira pelo governo federal, através do Decreto-Lei nº 917, de 7 de outubro de 1969. O documento reconheceu em nível governamental o setor aeroagrícola, que já existia no País desde 1947 (e no mundo desde 1921), mas a partir dos anos 60 teve…

07 de outubro de 2019 às 22h15

Essa segunda-feira marca os 50 anos da instituição oficial da aviação agrícola brasileira pelo governo federal, através do Decreto-Lei nº 917, de 7 de outubro de 1969. O documento reconheceu em nível governamental o setor aeroagrícola, que já existia no País desde 1947 (e no mundo desde 1921), mas a partir dos anos 60 teve sua importância consolidada do ponto de vista institucional, como ferramenta para o crescimento do País, dentro das estratégias de governo.

Apesar do Curso de Piloto Agrícola – na época Curso de Aviação Agrícola (Cavag) – ter sido oficializando em 1965 pelo Decreto 56.854, foi o Decreto-Lei de quatro anos depois que estabeleceu, por exemplo, prerrogativas da aviação: o trato de lavouras, semeadura, aplicação de fertilizantes, combate a incêndios florestais, povoamento de rios e lagos e outros empregos que viessem a ser aconselhados.

O setor passou a ser organizado a partir da criação de cursos para pilotos, engenheiros e técnicos, mas seu reconhecimento institucional veio com o Decreto-Lei 917/69

O documento também colocou a atividade sob o controle do Ministério da Agricultura, prevendo apoio para pesquisas e aperfeiçoamento, parceria com universidades e outras instituições, além de ações em conjunto com outros Ministérios para desenvolver e garantir a segurança do setor. Não por acaso, no mesmo ano os Ministérios da Agricultura e da Aeronáutica firmaram convênio para construção do Ipanema, o primeiro avião agrícola brasileiro. O modelo entrou em operação em 1971, ainda hoje é fabricado (está em sua 7ª geração) e representa 60% da frota nacional. Também a partir daí a legislação foi se aperfeiçoando.

Paralelamente, o Ministério da Agricultura consolidou na antiga Fazenda Ipanema a formação de pilotos, engenheiros e técnicos para atuarem no setor. O centro de formação funcionou até o início dos anos 90, quando os cursos passaram para a iniciativa privada. Mas o reconhecimento governamental da aviação agrícola já havia começado bem antes.

CERTIDÃO DE NASCIMENTO

“Não seríamos o que somos hoje sem a de pessoas como o tenente-coronel aviador Marialdo Moreira. Cuja memória, aliás, homenageamos no Congresso da Aviação Agrícola deste ano”, lembra o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Thiago Magalhães Silva. Os familiares do oficial receberam em julho a medalha Mérito Aviação Agrícola, concedida pelo Sindag a personalidades que ajudaram a desenvolver o setor aeroagrícola no País.

 

Moreira foi cedido pelo Ministério da Aeronáutica ao Ministério da Agricultura ainda na primeira metade dos anos 60 para liderar a organização do setor. Foi sob seu comando que foram criados os cursos de formação de pilotos, engenheiros e técnicos para atuarem no setor, na Fazenda Ipanema – o entigo centro de instrução mantido pelo Ministério da Agricultura até os anos 90 em Iperó/SP. Moreira também foi responsável pela criação da Divisão de Aviação Agrícola no Ministério da Agricultura. Sem falar do próprio Plano de Expansão da Aviação Agrícola, que resultou no Decreto-Lei de 1969. Documento que, segundo Magalhães, é considerado a Certidão de Nascimento do setor aeroagrícola nacional.

Já o presidente do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Júlio Kämpf, lembra a importância estratégica que o setor ganhou a partir daí. “Mais do que o marco que oficializou institucionalmente a aviação agrícola brasileira, o Decreto-Lei 917 assinalou seu reconhecimento como ferramenta essencial para o desenvolvimento do Brasil. Nessas cinco décadas, o setor aeroagrícola do País se consolidou com avanços que o tornaram o segundo maior e um dos melhores do mundo em tamanho, eficiência, segurança e organização”.