Com leilão da Norte-Sul, Brasil venceu paralisia e vai gerar emprego e renda no agro

Ferrovia Norte-Sul

Foto: PAC/divulgação

Após o sucesso do até então emperrado processo de concessão da parte sul da ferrovia, o agronegócio vai incorporar o incentivo. Agricultores e empresários em geral aumentarão os investimentos na área de influência da ferrovia, gerando emprego, renda e impostos.

Neste mês de março, o Brasil assistiu ao sucesso nos leilões de concessão de 1.537 km, referente ao trecho central da ferrovia Norte-Sul, além de 12 terminais aeroportuários. Em abril virão outros leilões de interesse da agricultura.

Quais?

A agricultura em expectativa com o leilão para o terminal portuário de Vila do Conde, em Barcarena (PA), a conclusão da qualificação no Plano Plurianual de Investimentos da rodovia BR-163 (até os portos fluviais no Pará) e os 933 km da Ferrogrão (de Sinop, em Mato Grosso, aos portos fluviais do Pará).

Enfim, rompeu-se a paralisia, cuja longa demora causou prejuízos enormes para a agricultura, o agronegócio, a região Norte e ao Brasil. Diante de questionamentos de toda sorte, alguns pertinentes outros dispensáveis, os governos anteriores acomodaram-se ou recuaram, e a Norte-Sul não saiu do papel. O atual governo resolveu. Em três meses saiu o leilão pela Bolsa de São Paulo. Ressalte-se que a última concessão ferroviária tinha ocorrido há dez anos.

Se a China estivesse aguardando atender a questionamentos semelhantes nesse tipo de obra, não teria construído nem a maior hidrelétrica do mundo (Três Gargantas). Tampouco em apenas 22 meses terminariam a fantástica ferrovia de alto padrão que liga Pequim a Xangai. Não errei: 22 meses. A nossa Norte-Sul estava emperrada há quase 30 anos. Não por coincidência, a China cresce rápido e o Brasil tropeça em si mesmo. Nos faltam pragmatismo e gestão eficiente. À parte, o tema corrupção.

Após o sucesso do até então emperrado processo de concessão da parte sul da ferrovia, o agronegócio vai incorporar o incentivo. Agricultores e empresários em geral aumentarão os investimentos na área de influência da ferrovia, gerando emprego, renda e impostos.

Por que o interesse neste leilão da Norte-Sul?

Basicamente, por ser a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, com ramificações para as cinco regiões do país. Mas, objetivamente, foi para transportar produtos agrícolas. De início algo próximo de 1,7 milhão de toneladas só de grãos, com estimativa de chegar a 30 milhões de toneladas na fase final da concessão.

Por isso, o consórcio Rumo Logística pagou ágio de 100,92% sobre o preço mínimo, no leilão de 28 de março. O governo recebeu R$ 2,7 bilhões, ficou livre da necessidade de desembolsar R$ 2,8 bilhões para terminar o trecho arrematado – de Porto Nacional (TO) a Estrela d’Oeste (SP). E a administração da ferrovia será muito, mas muito mais eficiente que nas mãos de funcionários públicos manietados por poderosos governadores e políticos de plantão.

Ó Tribunal de Contas da União! Ó Ministério Público Federal! Ó Ibama e outras entidades governamentais: cumpram vosso importante papel com a agilidade que o Brasil urge.

Que colaborem para concretizar não só os leilões para infraestrutura, mas também as anunciadas privatizações, desde a Eletrobras até os 60 armazéns prescindíveis da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A agricultura e o agronegócio necessitam disso para aproximar o Brasil do que faz a China.

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