Segunda revisão da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul

Maior volume de cana para moagem

O motivo principal da revisão da nossa estimativa de safra para o Centro-Sul do Brasil foi a mudança do clima, que a partir de Agosto18 registrou chuvas acima da média. Com isto aumentou a disponibilidade de cana para moagem, sem praticamente modificar o rendimento industrial previsto em Jul18. Estamos prevendo 556 mi tc a serem moídas nesta safra; em Jul18 prevíamos 549 mi tc.

Fuga da produção de açúcar

Além disso, o mix de produção mostra-se muito mais alcooleiro do que o previsto em Jul18. Nossa previsão atual é de uma preferência mínima por açúcar no mix da produção. Este produto deve representar cerca de 35 % de toda o oferta da nova safra. Em Jul18 prevíamos 37%. Ou seja, menos açúcar será produzido: 26 mi t versus 27 mi t previstas em Jul18. Na safra passada foram produzidas 36,1 mi t de açúcar. Nossa previsão atual significa 10 mi t a menos, só no CSUl.

Oferta restrita de açúcar para os mercados interno e externo. 

Como consequência da menor produção de açúcar teremos:

(1) As exportações serão reduzidas em 1 milhão de toneladas: de 17 para 16 mi t. Na safra passada o CSUL exportou 26,3 mi t.

(2) A disponibilidade do produto para o mercado interno será restrita, o que deve dar suporte para preços na entressafra. Isto admitindo que as exportações previstas serão realizadas.

Etanol com produção recorde mas ainda longe de atender a demanda potencial do combustível.

No caso do etanol, aumenta a produção em 1,1 bi litros para 29,50 bi litros (um recorde). A disponibilidade do produto para o mercado interno será maior que a prevista em Jul18, sem contudo mudar a perspectiva de oferta restrita na entressafra e aumento do preço do etanol em relação à gasolina na bomba até Março19.

 

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