Entenda como funciona o processo de produção do azeite na oliveira – parte 1

Estamos acostumados com a questão do produto pronto nas prateleiras das casas comerciais e em nossa mesa, mas é preciso ter uma ideia de como esse processo se realiza dentro do ciclo  da árvore. No caso da azeitona, por exemplo, a formação do azeite começa já nos primeiros sinais de mudança de temperatura que se inicia entre julho e setembro, no caso do Brasil, ou durante a primavera, em locais com as estações mais bem determinadas.

É nesta hora que aparecem os primeiros racimos (cachos)  no entroncamento das folhas, com os caules do ano anterior dali se formaram as flores que irão ser polinizadas para formação dos prováveis frutos.

Neste mesmo ciclo de formação também são originados os primeiros sinais de estruturação dos galhos, que  se desenvolverão e formarão novas flores que darão novos frutos no ano seguinte. Para o desenvolvimento e formação da fruta é preciso que as flores formadas sejam polinizadas pela troca do pólen da própria planta e de outras  que estão dentro da própria plantação, além do pólen que viaja com o vento de outras plantações em outros locais.

Existem estudos que dizem que o pólen pode ser conduzido pelo vento por mais de 50 quilômetros, mas esses  estudos não são precisos pois, geralmente, nos países produtores existem plantações por quilômetro e o pólen é levado pelos movimentos dos ventos  no decorrer de todo o trajeto das plantações. A polinização é um fator importante dentro do sistema produtivo, como não poderia deixar de ser, essa troca e polinização de diferentes variedades é o que ,faz com que exista uma maior produção pela maior efetividade desse cruzamento. Isso tudo no que tange ao ciclo inicial produtivo da  oliveira.

Por outro lado, o clima também é um fator preponderante na formação do fruto. Chuvas e falta de frio no repouso invernal da planta têm um peso importante nesse processo de formação. A veceria, que nada mais é do que a alternância de produção ano após ano ao longo  do ciclo produtivo da planta. O melhor e maior “cuajado” que, traduzindo em miúdos é a formação dos frutos em uma maior profusão, também tem influência na quantidade de produção.

Qualidade

A qualidade do azeite a ser produzido já tem um outro tipo de conotação e um outro tipo  de avaliação sequencial e tudo ai , resumindo nessa toada, passa por escolher as melhores variedades dentro de um  número que passa de 1 mil em todo o mundo. Azeites mais estáveis, ou de maior durabilidade no tempo, devem ser os que deveremos sempre tentar  produzir .

A qualidade e sua manutenção ao longo do tempo está intrinsecamente ligada,entre outros fatores , à variedade de onde será originado o azeite. Ela que vai determinar mesmo com todos os cuidados possíveis e imagináveis  a durabilidade do mesmo. É lógico que se não utilizarmos de técnica de elaboração de azeites (feita por profissionais habilitados) também teremos problemas na manutenção dessa qualidade.

Confira o final desta análise na parte II.

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