Confira dicas para provar e selecionar o seu azeite extra virgem

Na Europa e nos países que estão no fim do verão, inicio de outono, já está em curso a colheita da azeitona e a elaboração dos azeites da temporada. De uma forma geral, os azeites tempranos ou os primeiros azeites começaram a serem elaborados no final de setembro, meio de outubro. Há uma movimentação frenética  no sentido de se produzir os melhores azeites da temporada, com esmero dos produtores para produzir melhor. São movimentações de milhares de olivicultores e de indústrias nessa direção.

Pouco tempo atrás, a colheita e a elaboração de azeites não tinha todo esse cuidado. As coisas mudaram e a preocupação em produzir qualidade, cresceu. Isso sempre é positivo para os consumidores, que assim terão a sua disposição azeites bem elaborados e com muito boa qualidade.

Sabemos que existe uma classificação de azeites baseada em regras e normas estabelecidas internacionalmente. Aqui no Brasil, temos  uma normativa do Ministério da Agricultura (Mapa) que também estabelece regras para classificar os azeites. Ela é, praticamente, uma cópia da legislação portuguesa e está alinhada com essas regras internacionais de classificação. Antes não tínhamos nada com relação à disciplina de qualidade dos azeites; progredimos um pouco, portanto, nesse processo.

Classificação dos azeites:

Extra virgem (sem defeitos), virgem (com algum defeito mas mínimo), corrente, lampante (defeitos acentuados – não apto para consumo), outros tipos de azeites (refinados, misturas de óleos refinados e virgens, óleo de bagaço de azeitona, etc).

A classificação dos azeites é baseada em análises químicas e sensoriais. Na análise química, temos parâmetros dos componentes dos azeites estabelecidos para sua classificação. Na análise sensorial, precisamos verificar se o azeite não apresenta defeitos de sabor ou aroma. Isso independe da análise química. Nessa análise organoléptica, na qual usamos nossos sentidos de paladar e olfato, é que determinamos as características positivas ou negativas do azeite. De uma forma profissional são os paneles de análise sensorial que determinam  essas características e diferenciações. Isso não significa que o consumidor possa utilizar seus sentidos para minimamente saber o que está comprando.

Algumas dicas importantes para identificar um bom extra virgem:

    • Não se preocupe com a cor do azeite. Embora seja visualmente interessante, a cor não está relacionada com a qualidade;
    • Não se deixe levar por marcas e propaganda. Nem sempre isso espelha qualidade;
    • Ao abrir o vidro de azeite, procure ver se o mesmo tem aromas agradáveis (como de frutas banana, maçã, tomate, grama cortada, etc.);
    • Lembre-se: o azeite é, em resumo, um suco natural;
    • Azeites de qualidade, de uma forma geral, picam e amargam, mas precisam ter aromas agradáveis;
    • Azeites têm a sua durabilidade diretamente relacionada com a variedade. A maioria deles não dura até 2 anos;
    • Azeites expostos em gôndolas de qualquer jeito em pouco tempo perdem sua qualidade;
    • Prefira sempre azeites elaborados no ano;
    • Azeites baratos não são azeites de qualidade nunca. Em geral são refinados ou mesclados.

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