Bolsonaro vai atrás de eleitores de Alckmin para ganhar no 1º turno

A última pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope nesta terça-feira, dia 18, aponta uma nova realidade na disputa presidencial. O candidato do PT, Fernando Haddad, se consolidou na segunda posição e é uma ameaça real ao primeiro colocado, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Usando a linguagem do mercado financeiro, avalio que o candidato do PT precisa furar a resistência dos 22% de intenção de voto para levar a eleição para o segundo turno. Por outro lado, Bolsonaro já rompeu a resistência dos 25% para garantir o segundo turno e esse patamar passou o seu suporte.

Neste novo cenário, candidatos como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) já aparecem em segundo plano. Fazendo um paralelo com o futebol, podemos dizer que eles já estão no vestiário traçando uma estratégia para, quem sabe, voltarem ao jogo.

Agora, meus amigos, Bolsonaro e Haddad tentam disputar os votos dos demais candidatos. O petista, aliás, já mudou o seu discurso e tenta repetir o sucesso de seu mentor, Luiz Inácio Lula da Silva, quando venceu pela primeira vez na personagem do “Lulinha Paz e Amor”. Com essa estratégia, Haddad já disse que não vai tirar o ex-presidente da cadeia e tenta ganhar a confiança de eleitores do centro.

Enquanto isso, Ciro Gomes tenta retomar alguns votos que foram para Fernando Haddad e Geraldo Alckmin já afirmou que quer ir para o segundo turno com o petista, tirando milhões de votos que hoje são de Bolsonaro. Uma tarefa quase impossível.

Transferência de votos

Com cenário bem nebuloso no segundo turno, Bolsonaro tenta levar a eleição já na primeira votação. A estratégia do capitão é conseguir cerca de 60% dos votos que hoje são de Geraldo Alckmin, algo em torno de cinco milhões de brasileiros.

Com essa transferência, Bolsonaro venceria já no primeiro turno e não precisaria enfrentar a enorme rejeição que tem hoje, em torno dos 42% segundo o Ibope.

Esse número, no entanto, pode mudar bastante quando a eleição de fato chegar ao segundo turno. Bolsonaro e Haddad possuem rejeição alta, mas isso não será um fator impeditivo para a eleição.

Falta pouco para esse jogo terminar e os jogadores não podem mais errar em suas decisões. Façam as suas apostas!

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