Daoud: criar partido político no Brasil é um negócio altamente rentável

Meus caros amigos, estamos chegando à fase final da campanha eleitoral e, até agora, o que vimos foi uma montanha de dinheiro público sendo gasto por políticos para, entre outras coisas, contarem mentiras para a população. Essa questão de verba eleitoral é polêmica em vários países e o modelo que o Brasil escolheu, depois de tantos casos de corrupção,  foi o de proibição do financiamento com dinheiro de empresas.

Os políticos queriam uma verba de cerca de R$ 3 bilhões para serem usadas no período eleitoral, mas o Congresso aprovou R$ 1,7 bilhão para ser dividido entre 35 partidos, de acordo com o número de deputados eleitos por cada um no Congresso. Por esse motivo, sou convicto em dizer que ter um partido político é um grande negócio no nosso país.

Nessas eleições, até o ex-presidente Lula que está preso já utilizou dinheiro de verba de campanha para aparecer para os eleitores.

Pela ordem, no entanto, os partidos que mais receberam repasses foram MDB, com 202 mihões, PR, com 162 milhões e PP, com 142 milhões. Na campanha presidencial, o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) foi o que mais teve dinheiro para a disputa: 44 milhões. Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) completam o ‘pódio’, com R$ 20 milhões e R$ 12 milhões, respectivamente.

Na contramão disso tudo, temos o candidato do MDB, Henrique Meirelles, que apesar de não ter um volume considerável de verba pública em sua campanha, segundo o que me foi passado, já investiu como pessoa física cerca de R$ 40 milhões na própria campanha. Confira os valores:

Este é o modelo ideal?

Todos nós lembramos da farra que foi a entrega de dinheiro de empresas para as campanhas anteriores. Só o presidente Michel Temer (MDB) teria recebido cerca de R$ 10 milhões para a Odebrecht em transações investigadas pela Polícia Federal.

Vai ser difícil o Brasil esquecer o tanto de dinheiro gasto pela campanha do PT nas últimas eleições e todas aquelas denúncias envolvendo marqueteiros e empresas investigadas.

Por bem, por esse motivo eu acredito que o financiamento privado de empresas no Brasil é uma porta aberta para a corrupção e deve ser evitado. O financiamento com dinheiro público é o preço que temos que pagar para manter a democracia, mas, no entanto, tenho que me colocar contra a esse tipo de uso que estão fazendo com essa verba.

Não é porque um montante está separado para o processo eleitoral que candidatos podem usar como bem entendem. Usar o nosso dinheiro para mentir é uma falta de respeito sem tamanho com o eleitor, que paga por tudo isso!

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