A morte de Idahueño

Eram 6h40min deste domingo quando o colorado Capanegra Idahueño, da Cabanha Capanegra, de Fernando Pons, passou mal e morreu em uma das cocheiras do Parque de Exposições Dorval Ribeiro, em Camaquã (RS). Ele tinha a melhor nota morfológica entre os machos (7,400), e iniciaria a etapa final de hoje na segunda colocação.

O cavalo foi encaminhado, ainda pela manhã, para o Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O resultado do exame de necropsia, que saiu no meio da tarde, indicou que a morte de Idahueño foi causada por um enterólito, ou seja, um tipo de cálculo intestinal comum em cavalos de esporte. Esse cálculo, de aproximadamente três quilos, acabou perfurando o intestino do animal, que não resistiu. Segundo o médico veterinário Fernando Gonzales, algum movimento mais brusco durante as provas de ontem pode ter provocado a perfuração.

A notícia abalou toda a equipe responsável pelo cavalo, principalmente Zeca Macedo, treinador do animal, que ainda teve de continuar a disputa de Camaquã, em outra categoria, com a égua On Rica do Infinito.  Inconformado, Zeca confessou em entrevista ao final da prova que chegou a pensar em não conduzir a fêmea, mas em respeito ao proprietário, Roberto Davis Júnior, da Cabanha Infinito, controlou a emoção, entrou em pista, e ainda conseguiu o primeiro lugar no pódio das fêmeas.

Esse fato triste, e também os vencedores da oitava etapa classificatória ao Freio de Ouro 2010, você acompanha logo mais, no Rural Revista, a partir das 20h30min. Esperamos você!