A escalada ao topo

O inédito bicampeonato do Freio de Ouro começou a ser construído por JA Libertador em 2015. O cavalo ainda não havia completado 4 anos quando conquistou o Bocal de Ouro. Montado por Milton Castro, o animal era o mais jovem entre os machos e levou o título somando 21,084 de média.
Mesmo vendido para um condomínio de cabanhas, a criadora Santa Edwiges, de São Lourenço do Sul, manteve participação na propriedade do animal. Quem também ficou foi o ginete. Com Milton Castro, o cavalo confirmou a expectativa e arrematou o Freio de Ouro, aumentando a média em relação à competição de inéditos: 21,530.

A comemoração do bi inédito

O título lhe assegurou uma vaga na Expo FICCC, prevista para maio deste ano em Esteio (RS).
Vendo o cavalo ainda mais maduro e em ótimas de condições de saúde, os proprietários decidiram competir, desta vez com outro craque, Guto Freire.
Na copa do mundo do cavalo crioulo, JA Libertador fez uma prova digna do lugar mais alto do pódio. Com 21,823 elevou ainda mais a sua nota em relações às competições anteriores.

Guto Freire eleito o ginete do ano

Mas, em uma disputa cabeça a cabeça com Colibri Matrero e Gabriel Marty, viu o conjunto uruguaio cravar 22,700 e levar o título para o país vizinho.

O bom desempenho motivou os titulares e o ginete Guto Freire a voltarem à pista, desta vez para buscar o inédito bicampeonato do Freio de Ouro.
E foi uma disputa memorável. Além de reencontrar o vencedor da FICCC, o conjunto competiu com outros cavalos que vêm se destacando nos últimos anos.
A disputa particular com o uruguaio começou na morfologia. Colibri Matrero repetiu o bom desempenho de maio e largou na frente com 8,167. JA Libertador foi o terceiro da fila: 7,983. Em segundo, o bocal de bronze Golilla Patron recebeu 8,083 (o cavalo foi retirado da competição pelos donos que apresentaram atestado veterinário).
Abrindo as provas funcionais, o cavalo da Cabanha La Pacífica fez a segunda melhor figura (13,500) e fechou o segundo dia consecutivo na ponta. Com 19,814 de média, Libertador caiu duas posições e foi para o sábado em quarto lugar.
A recuperação veio na mangueira I. Com 11,812 de aparte e pechada, alcançou a vice-liderança, mantida na primeira prova de campo, ao somar 13,125 e acabar o dia com 20,069. Depois de um desempenho abaixo do esperado Colibri Matrero caiu para nono.  Peñarol da Boa Vista, assumiu a primeira posição fazendo duas grandes provas.
No domingo o cavalo montado por Fabinho Teixeira da Silveira garantiu a melhor mangueira (18,553) e ficou em primeiro. JA Libertador fez a segunda maior média (18,276) e permaneceu em segundo lugar.
O animal comandado por Guto Freire assumiu de vez a liderança na bayard sarmento: 18 de placa, ultrapassando Peñarol da Boa Vista.
O título foi decidido nas duas paleteadas finais entre os dois conjuntos. JA Libertador largou na frente na primeira corrida. Ganhou dois 9,5 de placa e um 9,25, contra dois 8 e um 8,5. O inédito bicampeonato se confirmou na última prova de campo. 18,584 para o cavalo montado por Guto Freire e na soma total, 22,394: a quarta e melhor média já conquistada na ascendente e consagrada trajetória do único animal a vencer duas vezes o Freio de Ouro.
Os proprietários adiantam que a busca pelo tri está descartada. Seu nome já está na história e sua façanha será sempre lembrada por todos.