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O Bocal de um Abraço – e de cola atada!

Quem viu o campeão do Bocal de Ouro 2019, Abraço do Camboim, correndo de cola atada, nem imagina tantas histórias que aquele nó de três galhos é capaz de guardar. Antes de mais nada, simboliza as ramificações de uma família unida em torno do cavalo, os três filhos do casal Felipe Néry Gomes Martins e…

11 de abril de 2019 às 13h53

Abraço do Camboim, Bocal de Ouro 2019 (Foto Luis Felipe Ulbrich)

Quem viu o campeão do Bocal de Ouro 2019, Abraço do Camboim, correndo de cola atada, nem imagina tantas histórias que aquele nó de três galhos é capaz de guardar. Antes de mais nada, simboliza as ramificações de uma família unida em torno do cavalo, os três filhos do casal Felipe Néry Gomes Martins e Marta Salis Martins: a mais velha, Ana Paula, o do meio, Flávio, e o caçula Gustavo, que foi o próprio domador do gateado.

Nó de três galhos representa a união dos filhos de Felipe e Marta em torno do cavalo

A Cabanha Camboim, iniciada na década de 1980, se confunde com a própria história dessa família de Bagé, com propriedade em Hulha Negra. Entre tantos cavalos que representaram a trajetória da criação, muitos se resumem nas relações de amizade. Desde a primeira égua, Aeromoça do Aragano, que foi um presente dos amigos Lauro e Silvio Tavares, até a própria mãe do Abraço, Única do Camboim – fruto de uma gentileza trocada com Jayme Monjardim Matarazzo e que possibilitou o acasalamento da melhor égua de montaria de Felipe, Geada do Camboim, com o chileno Pozo Azul Deslinde. De outra prova de amizade veio uma cobertura de Índio do Boeiro, presente de Pablo Rodrigues a Gustavo. Foi dela que nasceu o Abraço, hoje compartilhado em parceria com Délcio Rodrigues Pereira.

Carta escrita por Flávio Salis Martins resume a paixão de uma família pelo cavalo

Esse sentimento de gratidão de toda uma família ao cavalo foi declarado em forma de carta (acima), escrita por Flávio ainda na sexta-feira, dia 5, dois dias antes de Abraço chegar ao topo do pódio com média final de 22,182. Ele que já havia se provado morfologicamente em 2015, com o título de 4º Melhor Macho da Expointer, neste Bocal levantou Esteio nas patas. Com a cola bem atada em um nó de três galhos, acompanhado de um bravo ginete no lombo, movendo uma calorosa torcida ao seu redor e carregando consigo toda a grandeza de um Abraço.

*Por Estela Facchin

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O Bocal de um Abraço – e de cola atada!

Quem viu o campeão do Bocal de Ouro 2019, Abraço do Camboim, correndo de cola atada, nem imagina tantas histórias que aquele nó de três galhos é capaz de guardar. Antes de mais nada, simboliza as ramificações de uma família unida em torno do cavalo, os três filhos do casal Felipe Néry Gomes Martins e…

11 de abril de 2019 às 13h53

Abraço do Camboim, Bocal de Ouro 2019 (Foto Luis Felipe Ulbrich)

Quem viu o campeão do Bocal de Ouro 2019, Abraço do Camboim, correndo de cola atada, nem imagina tantas histórias que aquele nó de três galhos é capaz de guardar. Antes de mais nada, simboliza as ramificações de uma família unida em torno do cavalo, os três filhos do casal Felipe Néry Gomes Martins e Marta Salis Martins: a mais velha, Ana Paula, o do meio, Flávio, e o caçula Gustavo, que foi o próprio domador do gateado.

Nó de três galhos representa a união dos filhos de Felipe e Marta em torno do cavalo

A Cabanha Camboim, iniciada na década de 1980, se confunde com a própria história dessa família de Bagé, com propriedade em Hulha Negra. Entre tantos cavalos que representaram a trajetória da criação, muitos se resumem nas relações de amizade. Desde a primeira égua, Aeromoça do Aragano, que foi um presente dos amigos Lauro e Silvio Tavares, até a própria mãe do Abraço, Única do Camboim – fruto de uma gentileza trocada com Jayme Monjardim Matarazzo e que possibilitou o acasalamento da melhor égua de montaria de Felipe, Geada do Camboim, com o chileno Pozo Azul Deslinde. De outra prova de amizade veio uma cobertura de Índio do Boeiro, presente de Pablo Rodrigues a Gustavo. Foi dela que nasceu o Abraço, hoje compartilhado em parceria com Délcio Rodrigues Pereira.

Carta escrita por Flávio Salis Martins resume a paixão de uma família pelo cavalo

Esse sentimento de gratidão de toda uma família ao cavalo foi declarado em forma de carta (acima), escrita por Flávio ainda na sexta-feira, dia 5, dois dias antes de Abraço chegar ao topo do pódio com média final de 22,182. Ele que já havia se provado morfologicamente em 2015, com o título de 4º Melhor Macho da Expointer, neste Bocal levantou Esteio nas patas. Com a cola bem atada em um nó de três galhos, acompanhado de um bravo ginete no lombo, movendo uma calorosa torcida ao seu redor e carregando consigo toda a grandeza de um Abraço.

*Por Estela Facchin