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A trajetória de Campana Vicuña até o Freio de Ouro

Prestes a completar 10 anos de vida, a égua campeã por pouco não teve sua carreira abreviada nas pistas

02 de setembro de 2019 às 19h05

Prestes a completar 10 anos de vida, a égua campeã do Freio de Ouro por pouco não teve sua carreira abreviada nas pistas. Nascida na Cabanha Campana em Bagé (RS), Campana Vicuña sofreu uma lesão na mandíbula ainda no período de doma, perdendo inclusive alguns dentes. Recuperada depois do tratamento, acabou não tendo a doma concluída. Para seu criador, Mario Moglia Suñe, o ótimo temperamento do animal compensou o problema.

Em 2002, a zaina começou a sua carreira morfológica, participando de exposições até 2016, quando passou a ser treinada para o Freio de Ouro.

Com o ginete Raul Lima estreou na competição disputando a Credenciadora Mista de Rio Grande (RS), em novembro do ano passado. Venceu a seletiva somando 21,052 pontos, com uma boa margem de diferença para a segunda colocada.

No início de abril o conjunto retornou às pistas para o Bocal de Ouro. Entre as inéditas, garantiu a vaga na final sendo avaliada com 19,510, alcançando a sexta colocação.

Após a disputa, seu proprietário, José Valmir D’Avila decidiu trocar de ginete. Saiu um bicampeão do Freio de Ouro e assumiu outro: Fabinho Teixeira da Silveira.

Campana Vicuña e Ibérica da Vendramin, na comemoração dos Freios de Ouro e Prata. Foto: Franco Rodrigues

Foram quatro meses de treinamento e Campana Vicuña chegou na Expointer sem ser apontada como favorita. Mas foi logo mostrando a que veio no primeiro dia de competição. Largou em quarto na fila, com 8,184 de cabresto. Depois disso, nunca mais saiu da zona do pódio.

Subiu uma posição no primeiro dia de provas funcionais, fechando a Andadura, Figura, Volta Sobre Patas e Esbarrada com 19,789.

No sábado, com, 8,875 de Mangueira I, voltou ao 4º lugar, mas logo se recuperou na Prova de Campo I. Correndo com Duquesa dos Castanheiros, somou 13,375 e assumiu em definitivo a liderança.

O desempenho no domingo foi para não deixar dúvida: estava nascendo uma nova campeã. Fez 14,391 na Mangueira II, 16,000 na Bayard Sarmento e a consagração se deu na Prova de Campo II.

Depois das duas corridas com Ibérica da Vendramin, Campana Vicuña somou 18,333 e chegou ao título máximo da raça crioula com 21,407 pontos.

Este foi o primeiro Freio de Ouro conquistado pela Cabanha JLV de Santa Margarida do Sul (RS) e o terceiro de Fabinho.

Um título marcado pela superação e persistência de criador e expositor e pelo talento de dois craques: Raul Lima e Fabinho Teixeira da Silveira.

Por Sandro Fávero

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A trajetória de Campana Vicuña até o Freio de Ouro

Prestes a completar 10 anos de vida, a égua campeã por pouco não teve sua carreira abreviada nas pistas

02 de setembro de 2019 às 19h05

Prestes a completar 10 anos de vida, a égua campeã do Freio de Ouro por pouco não teve sua carreira abreviada nas pistas. Nascida na Cabanha Campana em Bagé (RS), Campana Vicuña sofreu uma lesão na mandíbula ainda no período de doma, perdendo inclusive alguns dentes. Recuperada depois do tratamento, acabou não tendo a doma concluída. Para seu criador, Mario Moglia Suñe, o ótimo temperamento do animal compensou o problema.

Em 2002, a zaina começou a sua carreira morfológica, participando de exposições até 2016, quando passou a ser treinada para o Freio de Ouro.

Com o ginete Raul Lima estreou na competição disputando a Credenciadora Mista de Rio Grande (RS), em novembro do ano passado. Venceu a seletiva somando 21,052 pontos, com uma boa margem de diferença para a segunda colocada.

No início de abril o conjunto retornou às pistas para o Bocal de Ouro. Entre as inéditas, garantiu a vaga na final sendo avaliada com 19,510, alcançando a sexta colocação.

Após a disputa, seu proprietário, José Valmir D’Avila decidiu trocar de ginete. Saiu um bicampeão do Freio de Ouro e assumiu outro: Fabinho Teixeira da Silveira.

Campana Vicuña e Ibérica da Vendramin, na comemoração dos Freios de Ouro e Prata. Foto: Franco Rodrigues

Foram quatro meses de treinamento e Campana Vicuña chegou na Expointer sem ser apontada como favorita. Mas foi logo mostrando a que veio no primeiro dia de competição. Largou em quarto na fila, com 8,184 de cabresto. Depois disso, nunca mais saiu da zona do pódio.

Subiu uma posição no primeiro dia de provas funcionais, fechando a Andadura, Figura, Volta Sobre Patas e Esbarrada com 19,789.

No sábado, com, 8,875 de Mangueira I, voltou ao 4º lugar, mas logo se recuperou na Prova de Campo I. Correndo com Duquesa dos Castanheiros, somou 13,375 e assumiu em definitivo a liderança.

O desempenho no domingo foi para não deixar dúvida: estava nascendo uma nova campeã. Fez 14,391 na Mangueira II, 16,000 na Bayard Sarmento e a consagração se deu na Prova de Campo II.

Depois das duas corridas com Ibérica da Vendramin, Campana Vicuña somou 18,333 e chegou ao título máximo da raça crioula com 21,407 pontos.

Este foi o primeiro Freio de Ouro conquistado pela Cabanha JLV de Santa Margarida do Sul (RS) e o terceiro de Fabinho.

Um título marcado pela superação e persistência de criador e expositor e pelo talento de dois craques: Raul Lima e Fabinho Teixeira da Silveira.

Por Sandro Fávero