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A trajetória de Santa Alice Nublado II até o Freio de Ouro

Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti pisaram na pista de Esteio sem o favoritismo apontado a outros concorrentes. O cavalo apresentava dois segundos lugares em seu cartel: na Credenciadora de Inéditos de Caxias do Sul (RS) e na Classificatória Aberta de Esteio (RS). Uma outra segunda colocação, a de cavalo menor na Expointer de…

20 de setembro de 2019 às 16h16
Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti pisaram na pista de Esteio sem o favoritismo apontado a outros concorrentes. O cavalo apresentava dois segundos lugares em seu cartel: na Credenciadora de Inéditos de Caxias do Sul (RS) e na Classificatória Aberta de Esteio (RS).
Uma outra segunda colocação, a de cavalo menor na Expointer de 2016, marcou sua breve campanha morfológica.
Já o ginete de 31 anos, apesar do reconhecido talento, chegava sem nenhum pódio em três finais de Freio de Ouro e com apenas um animal classificado.
Mas, foi só a morfologia começar para a lista de candidatos ao título ganhar mais um nome. Com 8,100 de média e a ponta da fila, as atenções se voltaram para o box 60.
Daí por diante todos já sabem: uma sucessão de ótimas provas até a conquista do Freio de Ouro. Em nenhum momento o conjunto deixou a liderança. Fez a melhor figura no percurso, arrancou só placas pretas na primeira mangueira, foi imbatível na bayard sarmento e com três notas 10 chegou a consagração correndo a última paleteada com Urco de Santa Thereza e Zeca Macedo.
Um desempenho tão impressionante, que culminou na maior média já conquistada por um animal na categoria dos machos.

Conjunto foi líder de ponta a ponta, superou favoritos e chegou ao título de 2019 – Foto Fagner Almeida

Sem a pressão carregada por outros conjuntos, Andriguetti e equipe se concentraram na execução de um projeto planejado desde a doma.
Segundo o ginete, “O cavalo foi muito bem iniciado e ajudou demais no preparo. Ele está comigo há dois anos e desde que chegou a sua grande virtude foi aceitar o treinamento. Tem uma cabeça muito boa, sempre procurou entender a minha solicitação. E assim foi melhorando, numa crescente”.
Até o início nas exposições morfológicas fez parte da estratégia que visava a participação funcional no Freio.
Filho de Bocal de Ouro (Aqui Estoy de Santa Juvita) e neto materno de Freio de Ouro (Destaque de Santa Adriana), Santa Alice Nublado II tinha genética e doma bem feita. Além disso, sobrava selo racial, apresentava ótimo temperamento e condicionamento físico invejável. Faltava um bom cavaleiro e treinamento adequado.
“O mais importante é que este projeto foi pensado junto. Tive total confiança e apoio dos proprietários (Marcelo Bomfiglio Marçal e Juliano Biazus, Estância Santa Alice e El Casillero, de Rosário do Sul/RS). Até a decisão de esperar para correr só no segundo ano que estava comigo, foi de comum acordo”, lembra o ginete.
No ano em que o estado anímico dos concorrentes foi decisivo, o conjunto campeão conseguiu manter o foco e executar com perfeição o objetivo traçado. Sem pressão. Sem cobranças. Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti mostraram que no Freio de Ouro não há Davi, nem Golias.

Por Sandro Fávero

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A trajetória de Santa Alice Nublado II até o Freio de Ouro

Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti pisaram na pista de Esteio sem o favoritismo apontado a outros concorrentes. O cavalo apresentava dois segundos lugares em seu cartel: na Credenciadora de Inéditos de Caxias do Sul (RS) e na Classificatória Aberta de Esteio (RS). Uma outra segunda colocação, a de cavalo menor na Expointer de…

20 de setembro de 2019 às 16h16
Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti pisaram na pista de Esteio sem o favoritismo apontado a outros concorrentes. O cavalo apresentava dois segundos lugares em seu cartel: na Credenciadora de Inéditos de Caxias do Sul (RS) e na Classificatória Aberta de Esteio (RS).
Uma outra segunda colocação, a de cavalo menor na Expointer de 2016, marcou sua breve campanha morfológica.
Já o ginete de 31 anos, apesar do reconhecido talento, chegava sem nenhum pódio em três finais de Freio de Ouro e com apenas um animal classificado.
Mas, foi só a morfologia começar para a lista de candidatos ao título ganhar mais um nome. Com 8,100 de média e a ponta da fila, as atenções se voltaram para o box 60.
Daí por diante todos já sabem: uma sucessão de ótimas provas até a conquista do Freio de Ouro. Em nenhum momento o conjunto deixou a liderança. Fez a melhor figura no percurso, arrancou só placas pretas na primeira mangueira, foi imbatível na bayard sarmento e com três notas 10 chegou a consagração correndo a última paleteada com Urco de Santa Thereza e Zeca Macedo.
Um desempenho tão impressionante, que culminou na maior média já conquistada por um animal na categoria dos machos.

Conjunto foi líder de ponta a ponta, superou favoritos e chegou ao título de 2019 – Foto Fagner Almeida

Sem a pressão carregada por outros conjuntos, Andriguetti e equipe se concentraram na execução de um projeto planejado desde a doma.
Segundo o ginete, “O cavalo foi muito bem iniciado e ajudou demais no preparo. Ele está comigo há dois anos e desde que chegou a sua grande virtude foi aceitar o treinamento. Tem uma cabeça muito boa, sempre procurou entender a minha solicitação. E assim foi melhorando, numa crescente”.
Até o início nas exposições morfológicas fez parte da estratégia que visava a participação funcional no Freio.
Filho de Bocal de Ouro (Aqui Estoy de Santa Juvita) e neto materno de Freio de Ouro (Destaque de Santa Adriana), Santa Alice Nublado II tinha genética e doma bem feita. Além disso, sobrava selo racial, apresentava ótimo temperamento e condicionamento físico invejável. Faltava um bom cavaleiro e treinamento adequado.
“O mais importante é que este projeto foi pensado junto. Tive total confiança e apoio dos proprietários (Marcelo Bomfiglio Marçal e Juliano Biazus, Estância Santa Alice e El Casillero, de Rosário do Sul/RS). Até a decisão de esperar para correr só no segundo ano que estava comigo, foi de comum acordo”, lembra o ginete.
No ano em que o estado anímico dos concorrentes foi decisivo, o conjunto campeão conseguiu manter o foco e executar com perfeição o objetivo traçado. Sem pressão. Sem cobranças. Santa Alice Nublado II e Fernando Andriguetti mostraram que no Freio de Ouro não há Davi, nem Golias.

Por Sandro Fávero