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Clima favorável mantém pressão de baixa no mercado de milho

A produção do milho de segunda safra está favorável na maior parte das regiões produtoras. No Paraná, até a primeira quinzena de abril, 95% das lavouras estavam em boas condições e 5% em condições medianas (Deral) No estado, a produtividade média neste ciclo deverá ser 33,9% maior que na segunda safra passada. Em Mato Grosso,…

30 de abril de 2019 às 17h12

A produção do milho de segunda safra está favorável na maior parte das regiões produtoras.

No Paraná, até a primeira quinzena de abril, 95% das lavouras estavam em boas condições e 5% em condições medianas (Deral)

No estado, a produtividade média neste ciclo deverá ser 33,9% maior que na segunda safra passada.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a expectativa também é de aumento de produtividade este ano.

Estima-se um incremento de 3,7% frente à safra passada. A produtividade média este ano está projetada em 103,2 sacas por hectare, ficando atrás somente dos resultados de 2016/17, quando foram colhidas, em média, 107,1 sacas por hectare (Imea).

Além das expectativas positivas do lado da produção na segunda safra, as exportações recuaram mês a mês desde janeiro. Veja a figura 1.

Figura 1.
Exportações brasileiras de milho, em milhões de toneladas.

Abril/19: estimativa com base na média diária embarcada nas três primeiras semanas do mês.
Fontes: Secex / compilado pela Scot Consultoria

Preços frouxos

Diante do exposto, os preços estão pressionados para baixo no mercado interno.

Na região de Campinas, em São Paulo, a saca de 60 quilos está cotada em R$37,00, sem o frete, frente a negócios em até R$42,00 por saca no início do mês.

Destacamos também os recuos nos preços futuros do cereal na B3.

Os contratos com vencimentos em julho/19 e setembro/19 caíram para abaixo do patamar de R$33,00 por saca, que era o piso de preços até março último. Estes contratos refletem diretamente a pressão da oferta, com a colheita.

Figura 2.
Preços do milho no mercado físico e futuro (B3) em São Paulo, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fontes: B3 (25/4) / Scot Consultoria

Considerações finais

A expectativa é de mercado frouxo e quedas nas cotações no mercado brasileiro em curto e médio prazos.

Para o pecuarista, o momento é oportuno para a compra antecipada para a entrega após a colheita da segunda safra.

Como fatores de influência nos preços nos próximos meses, destacamos o câmbio e o clima, que caso haja mudanças drásticas, poderiam mexer com estas expectativas.

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Clima favorável mantém pressão de baixa no mercado de milho

A produção do milho de segunda safra está favorável na maior parte das regiões produtoras. No Paraná, até a primeira quinzena de abril, 95% das lavouras estavam em boas condições e 5% em condições medianas (Deral) No estado, a produtividade média neste ciclo deverá ser 33,9% maior que na segunda safra passada. Em Mato Grosso,…

30 de abril de 2019 às 17h12

A produção do milho de segunda safra está favorável na maior parte das regiões produtoras.

No Paraná, até a primeira quinzena de abril, 95% das lavouras estavam em boas condições e 5% em condições medianas (Deral)

No estado, a produtividade média neste ciclo deverá ser 33,9% maior que na segunda safra passada.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a expectativa também é de aumento de produtividade este ano.

Estima-se um incremento de 3,7% frente à safra passada. A produtividade média este ano está projetada em 103,2 sacas por hectare, ficando atrás somente dos resultados de 2016/17, quando foram colhidas, em média, 107,1 sacas por hectare (Imea).

Além das expectativas positivas do lado da produção na segunda safra, as exportações recuaram mês a mês desde janeiro. Veja a figura 1.

Figura 1.
Exportações brasileiras de milho, em milhões de toneladas.

Abril/19: estimativa com base na média diária embarcada nas três primeiras semanas do mês.
Fontes: Secex / compilado pela Scot Consultoria

Preços frouxos

Diante do exposto, os preços estão pressionados para baixo no mercado interno.

Na região de Campinas, em São Paulo, a saca de 60 quilos está cotada em R$37,00, sem o frete, frente a negócios em até R$42,00 por saca no início do mês.

Destacamos também os recuos nos preços futuros do cereal na B3.

Os contratos com vencimentos em julho/19 e setembro/19 caíram para abaixo do patamar de R$33,00 por saca, que era o piso de preços até março último. Estes contratos refletem diretamente a pressão da oferta, com a colheita.

Figura 2.
Preços do milho no mercado físico e futuro (B3) em São Paulo, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fontes: B3 (25/4) / Scot Consultoria

Considerações finais

A expectativa é de mercado frouxo e quedas nas cotações no mercado brasileiro em curto e médio prazos.

Para o pecuarista, o momento é oportuno para a compra antecipada para a entrega após a colheita da segunda safra.

Como fatores de influência nos preços nos próximos meses, destacamos o câmbio e o clima, que caso haja mudanças drásticas, poderiam mexer com estas expectativas.