-

Milho: menor pressão no mercado interno no final de junho

O clima seco tem colaborado para o bom andamento da colheita do milho de segunda safra. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, até 21 de junho, 24,7% da área havia sido colhida, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os trabalhos estão adiantados em relação ao ciclo passado, quando neste momento,…

28 de junho de 2019 às 14h31

O clima seco tem colaborado para o bom andamento da colheita do milho de segunda safra.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, até 21 de junho, 24,7% da área havia sido colhida, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os trabalhos estão adiantados em relação ao ciclo passado, quando neste momento, 12,6% da área fora colhida no estado.

Com relação à produtividade média, esta tem sido revisada para cima, conforme avançam os trabalhos no campo. O Imea estima 107 sacas, em média, por hectare em 2018/19, frente às 99,6 sacas por hectare na safra passada.

O rendimento médio está atrás somente do registrado em 2016/2017, cuja produtividade fora de 107,1 sacas por hectare. Entretanto, os números desta safra poderão ser revisados novamente e ultrapassar esse desempenho.

No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), até o dia 24 de junho, 34,0% da área semeada com milho na segunda safra fora colhida.

Apesar das chuvas em maiores volumes na região Sul do país, as expectativas são positivas com relação as produtividades das lavouras. Até então, 82,0% das lavouras estão em boas condições, 16,0% em condições medianas e 2,0% em condições ruins.

A expectativa é de um incremento de 37,5% nos rendimentos médios este ano, frente a safra passada.

Mercado interno

A maior disponibilidade do cereal no mercado brasileiro (colheita da segunda safra), a semeadura praticamente concluída nos Estados Unidos e o câmbio pesando menos diminuíram a pressão sobre os preços do milho, em reais, nas últimas semanas de junho. Foram registrados, inclusive, quedas de preço.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos que chegou a ser negociada por R$39,50, sem o frete, ao longo do mês, está cotada entre R$38,00 e R$38,50.

Figura 1.
Preço do milho grão em Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: B3 (26/6) / Scot Consultoria

O pecuarista que não aproveitou as quedas e patamares mais baixos de preços em abril e maio para adquirir o milho pode se deparar com oportunidades (pontuais) em curto prazo para a compra.

No entanto, não acreditamos que haja espaço para que os preços voltem às menores cotações verificadas este ano, ao redor de R$31,00 por saca no mercado físico em Campinas-SP.

No mercado futuro, as cotações dos contratos de milho com vencimentos próximos perderam força na segunda quinzena de junho. Já os contratos com vencimentos futuros continuam apontando cenário de alta de preços a partir de meados no segundo semestre. Veja a figura 2.

Figura 2.
Preços do milho nos mercados físico e futuro em Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: B3 (26/6) / Scot Consultoria

Por fim, apesar da situação favorável da safra no Brasil, convém monitorar o desenrolar da safra nos Estados Unidos (2019/2020), principalmente, com relação às incertezas climáticas e reflexos sobre a produção norte-americana.

De qualquer forma, as previsões apontam um cenário mais favorável de clima nas próximas semanas, depois das fortes chuvas e granizos nas regiões produtoras do Meio Oeste.

-

Milho: menor pressão no mercado interno no final de junho

O clima seco tem colaborado para o bom andamento da colheita do milho de segunda safra. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, até 21 de junho, 24,7% da área havia sido colhida, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os trabalhos estão adiantados em relação ao ciclo passado, quando neste momento,…

28 de junho de 2019 às 14h31

O clima seco tem colaborado para o bom andamento da colheita do milho de segunda safra.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, até 21 de junho, 24,7% da área havia sido colhida, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os trabalhos estão adiantados em relação ao ciclo passado, quando neste momento, 12,6% da área fora colhida no estado.

Com relação à produtividade média, esta tem sido revisada para cima, conforme avançam os trabalhos no campo. O Imea estima 107 sacas, em média, por hectare em 2018/19, frente às 99,6 sacas por hectare na safra passada.

O rendimento médio está atrás somente do registrado em 2016/2017, cuja produtividade fora de 107,1 sacas por hectare. Entretanto, os números desta safra poderão ser revisados novamente e ultrapassar esse desempenho.

No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), até o dia 24 de junho, 34,0% da área semeada com milho na segunda safra fora colhida.

Apesar das chuvas em maiores volumes na região Sul do país, as expectativas são positivas com relação as produtividades das lavouras. Até então, 82,0% das lavouras estão em boas condições, 16,0% em condições medianas e 2,0% em condições ruins.

A expectativa é de um incremento de 37,5% nos rendimentos médios este ano, frente a safra passada.

Mercado interno

A maior disponibilidade do cereal no mercado brasileiro (colheita da segunda safra), a semeadura praticamente concluída nos Estados Unidos e o câmbio pesando menos diminuíram a pressão sobre os preços do milho, em reais, nas últimas semanas de junho. Foram registrados, inclusive, quedas de preço.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos que chegou a ser negociada por R$39,50, sem o frete, ao longo do mês, está cotada entre R$38,00 e R$38,50.

Figura 1.
Preço do milho grão em Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: B3 (26/6) / Scot Consultoria

O pecuarista que não aproveitou as quedas e patamares mais baixos de preços em abril e maio para adquirir o milho pode se deparar com oportunidades (pontuais) em curto prazo para a compra.

No entanto, não acreditamos que haja espaço para que os preços voltem às menores cotações verificadas este ano, ao redor de R$31,00 por saca no mercado físico em Campinas-SP.

No mercado futuro, as cotações dos contratos de milho com vencimentos próximos perderam força na segunda quinzena de junho. Já os contratos com vencimentos futuros continuam apontando cenário de alta de preços a partir de meados no segundo semestre. Veja a figura 2.

Figura 2.
Preços do milho nos mercados físico e futuro em Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: B3 (26/6) / Scot Consultoria

Por fim, apesar da situação favorável da safra no Brasil, convém monitorar o desenrolar da safra nos Estados Unidos (2019/2020), principalmente, com relação às incertezas climáticas e reflexos sobre a produção norte-americana.

De qualquer forma, as previsões apontam um cenário mais favorável de clima nas próximas semanas, depois das fortes chuvas e granizos nas regiões produtoras do Meio Oeste.