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Exportações de carnes: de olho no dólar e na Peste Suína Africana

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina e de frango, perdendo apenas dos Estados Unidos, e, para a carne suína, o país ocupa a quarta posição (perdendo para a China, União Europeia e EUA, respectivamente). A elevada produção brasileira permite que o país…

23 de agosto de 2019 às 11h49

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina e de frango, perdendo apenas dos Estados Unidos, e, para a carne suína, o país ocupa a quarta posição (perdendo para a China, União Europeia e EUA, respectivamente).

A elevada produção brasileira permite que o país seja um dos maiores exportadores de carnes do mundo.

Em 2018, o Brasil foi o maior exportador mundial de carne bovina e de frango (USDA). Para a carne suína o Brasil ficou em quarto lugar. O dólar em alta no ano passado contribuiu com este quadro.

Em 2019, o ritmo de exportações continuou forte. No primeiro semestre, o país embarcou um volume 27,5% superior de carne bovina em relação ao mesmo período de 2018. Para a carne de suína e de frango, as altas foram de 27,3% e 11%, respectivamente.

Figura 1.
Exportação de carne de frango, suína e bovina, no primeiro semestre de 2018 e de 2019, em mil toneladas.

Fonte: SECEX / Elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

O surto de Peste Suína Africana (PSA) na China, que tem resultado no abate sanitário de milhões de suínos colabora com o aumento das exportações, uma vez que, com a queda da produção chinesa, a as importações cresceram e, com a guerra comercial entre China e EUA, o Brasil tem aproveitado o momento e ampliado as exportações para o país asiático.

A produção de carne suína na China deve ser 10,3% menor em 2019 frente a 2018 (USDA), porém, os números podem ser revistos. A carne suína é a proteína de origem animal mais consumida na China.

Outro ponto que tem favorecido as exportações de carnes pelo Brasil é a variação cambial. O dólar norte-americano subiu 21% em 2018 e 6,8% até hoje em 2019. Veja a figura 2.

Figura 2.
Evolução da cotação mensal do dólar (frente ao real) de agosto de 2016 a agosto de 2019.

Fonte: Banco Central / Elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
ago/19*: média dos primeiros 13 dias do mês.

Situação atual e expectativas.

O segundo semestre de 2019 começou bem para a exportação.

Existe a possibilidade da habilitação de mais plantas frigoríficas exportarem para a China. Se acontecer, o desempenho sobe.

O surto da Peste Suína Africana, que ainda não foi controlado, afetou outros países da Ásia (como o Vietnã, por exemplo) e também do Leste Europeu (Ucrânia, Romênia, Sérvia, por exemplo).

Caso a doença contamine o Oeste Europeu, os impactos serão maiores. A União Europeia é a segunda produtora de carne suína do mundo.

A PSA não afeta seres humanos, porém, é natural que ocorra uma migração do consumo da carne suína para as outras proteínas, seja por falta de conhecimento da população ou pela variação da cotação da carne.

Por fim, com o dólar em alta e a provável redução da produção de carne suína, o cenário é favorável para que o Brasil continue exportando bons volumes de carnes no decorrer do segundo semestre.

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Exportações de carnes: de olho no dólar e na Peste Suína Africana

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina e de frango, perdendo apenas dos Estados Unidos, e, para a carne suína, o país ocupa a quarta posição (perdendo para a China, União Europeia e EUA, respectivamente). A elevada produção brasileira permite que o país…

23 de agosto de 2019 às 11h49

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina e de frango, perdendo apenas dos Estados Unidos, e, para a carne suína, o país ocupa a quarta posição (perdendo para a China, União Europeia e EUA, respectivamente).

A elevada produção brasileira permite que o país seja um dos maiores exportadores de carnes do mundo.

Em 2018, o Brasil foi o maior exportador mundial de carne bovina e de frango (USDA). Para a carne suína o Brasil ficou em quarto lugar. O dólar em alta no ano passado contribuiu com este quadro.

Em 2019, o ritmo de exportações continuou forte. No primeiro semestre, o país embarcou um volume 27,5% superior de carne bovina em relação ao mesmo período de 2018. Para a carne de suína e de frango, as altas foram de 27,3% e 11%, respectivamente.

Figura 1.
Exportação de carne de frango, suína e bovina, no primeiro semestre de 2018 e de 2019, em mil toneladas.

Fonte: SECEX / Elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

O surto de Peste Suína Africana (PSA) na China, que tem resultado no abate sanitário de milhões de suínos colabora com o aumento das exportações, uma vez que, com a queda da produção chinesa, a as importações cresceram e, com a guerra comercial entre China e EUA, o Brasil tem aproveitado o momento e ampliado as exportações para o país asiático.

A produção de carne suína na China deve ser 10,3% menor em 2019 frente a 2018 (USDA), porém, os números podem ser revistos. A carne suína é a proteína de origem animal mais consumida na China.

Outro ponto que tem favorecido as exportações de carnes pelo Brasil é a variação cambial. O dólar norte-americano subiu 21% em 2018 e 6,8% até hoje em 2019. Veja a figura 2.

Figura 2.
Evolução da cotação mensal do dólar (frente ao real) de agosto de 2016 a agosto de 2019.

Fonte: Banco Central / Elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br
ago/19*: média dos primeiros 13 dias do mês.

Situação atual e expectativas.

O segundo semestre de 2019 começou bem para a exportação.

Existe a possibilidade da habilitação de mais plantas frigoríficas exportarem para a China. Se acontecer, o desempenho sobe.

O surto da Peste Suína Africana, que ainda não foi controlado, afetou outros países da Ásia (como o Vietnã, por exemplo) e também do Leste Europeu (Ucrânia, Romênia, Sérvia, por exemplo).

Caso a doença contamine o Oeste Europeu, os impactos serão maiores. A União Europeia é a segunda produtora de carne suína do mundo.

A PSA não afeta seres humanos, porém, é natural que ocorra uma migração do consumo da carne suína para as outras proteínas, seja por falta de conhecimento da população ou pela variação da cotação da carne.

Por fim, com o dólar em alta e a provável redução da produção de carne suína, o cenário é favorável para que o Brasil continue exportando bons volumes de carnes no decorrer do segundo semestre.