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Expectativas para o milho em setembro

A colheita da segunda safra está no final. Em Mato Grosso os trabalhos foram concluídos em meados de agosto (Imea). No Paraná, até o dia 26/8, 96% da safrinha havia sido colhida, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção…

05 de setembro de 2019 às 12h09

A colheita da segunda safra está no final.

Em Mato Grosso os trabalhos foram concluídos em meados de agosto (Imea).

No Paraná, até o dia 26/8, 96% da safrinha havia sido colhida, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), 92,8% da área fora colhida até o dia 16/8.

Em Goiás e em Minas Gerais a colheita está praticamente concluída.

A maior disponibilidade, a demanda interna calma e a queda no ritmo das exportações ao longo de agosto pressionaram as cotações para baixo na primeira quinzena.

Até a segunda semana, o país exportara, em média, 419,81 mil toneladas por dia. Na terceira semana o volume médio caíra para 358,10 mil toneladas diárias, segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Esta queda acompanhou os recuos nos preços no mercado internacional, que por sua vez caíram após a revisão para cima da produção norte-americana (2019/2020) no relatório de oferta e demanda divulgado em agosto pelo Departamento de Agricultura dos Estados (USDA), que foi na contramão do que o mercado esperava.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos chegou a ser negociada abaixo de R$37,00, sem o frete, na primeira metade de agosto.

Figura 1.
Preços do milho na região de Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: Scot Consultoria

No entanto, após estes recuos, os preços estiveram firmes no mercado interno, com negócios reportados em até R$38,00 na região de Campinas, sem o frete (28/8).

As valorizações do dólar, que atingiu R$4,15, abrem espaço para a retomada do ritmo das exportações, que apesar do menor ritmo nas últimas semanas estão acima do verificado em julho e agosto de 2018.

No mais, as cotações ficaram firmes no mercado mundial em função das preocupações com o clima e das incertezas sobre a safra norte-americana.

Considerações finais

Para o curto prazo, não estão descartadas quedas pontuais nos preços no mercado brasileiro, em função da boa disponibilidade interna.

No entanto, considerando o clima adverso e a possibilidade de haver revisão nos números da safra norte-americana (para baixo) nos próximos relatórios, esperamos um cenário de retomada das cotações em dólares e boa movimentação para exportação nos próximos meses.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na quarta semana de agosto, os volumes embarcados diariamente voltaram a subir. A média foi de 369,62 mil toneladas de milho exportadas por dia, frente as 358,10 mil toneladas diárias no acumulado até a terceira semana.

Diante disso, estimamos um cenário de retomada de preços firmes e em alta em setembro.

No mercado futuro (B3), as cotações dos contratos de milho também reagiram após um começo de mês mais frouxas.

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Expectativas para o milho em setembro

A colheita da segunda safra está no final. Em Mato Grosso os trabalhos foram concluídos em meados de agosto (Imea). No Paraná, até o dia 26/8, 96% da safrinha havia sido colhida, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção…

05 de setembro de 2019 às 12h09

A colheita da segunda safra está no final.

Em Mato Grosso os trabalhos foram concluídos em meados de agosto (Imea).

No Paraná, até o dia 26/8, 96% da safrinha havia sido colhida, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), 92,8% da área fora colhida até o dia 16/8.

Em Goiás e em Minas Gerais a colheita está praticamente concluída.

A maior disponibilidade, a demanda interna calma e a queda no ritmo das exportações ao longo de agosto pressionaram as cotações para baixo na primeira quinzena.

Até a segunda semana, o país exportara, em média, 419,81 mil toneladas por dia. Na terceira semana o volume médio caíra para 358,10 mil toneladas diárias, segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Esta queda acompanhou os recuos nos preços no mercado internacional, que por sua vez caíram após a revisão para cima da produção norte-americana (2019/2020) no relatório de oferta e demanda divulgado em agosto pelo Departamento de Agricultura dos Estados (USDA), que foi na contramão do que o mercado esperava.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos chegou a ser negociada abaixo de R$37,00, sem o frete, na primeira metade de agosto.

Figura 1.
Preços do milho na região de Campinas-SP, em R$ por saca de 60 quilos, sem o frete.

Fonte: Scot Consultoria

No entanto, após estes recuos, os preços estiveram firmes no mercado interno, com negócios reportados em até R$38,00 na região de Campinas, sem o frete (28/8).

As valorizações do dólar, que atingiu R$4,15, abrem espaço para a retomada do ritmo das exportações, que apesar do menor ritmo nas últimas semanas estão acima do verificado em julho e agosto de 2018.

No mais, as cotações ficaram firmes no mercado mundial em função das preocupações com o clima e das incertezas sobre a safra norte-americana.

Considerações finais

Para o curto prazo, não estão descartadas quedas pontuais nos preços no mercado brasileiro, em função da boa disponibilidade interna.

No entanto, considerando o clima adverso e a possibilidade de haver revisão nos números da safra norte-americana (para baixo) nos próximos relatórios, esperamos um cenário de retomada das cotações em dólares e boa movimentação para exportação nos próximos meses.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na quarta semana de agosto, os volumes embarcados diariamente voltaram a subir. A média foi de 369,62 mil toneladas de milho exportadas por dia, frente as 358,10 mil toneladas diárias no acumulado até a terceira semana.

Diante disso, estimamos um cenário de retomada de preços firmes e em alta em setembro.

No mercado futuro (B3), as cotações dos contratos de milho também reagiram após um começo de mês mais frouxas.