Pesquisa revela benefícios do sorgo para intolerantes ao glúten

O aumento da procura por alimentos saudáveis está ajudando – e muito – na popularização do sorgo para consumo humano. Além de ser isento de glúten, o que o torna totalmente seguro para desenvolvimento de produtos para indivíduos celíacos, o cereal ainda apresenta alto valor nutricional, sabor neutro e menor custo de produção.

A Embrapa Milho e Sorgo é pioneira em pesquisa e desenvolvimento de alimentos a base de sorgo. Há mais de 10 anos, a entidade realiza estudos e experimentos que estão ajudando empresas a utilizarem o sorgo para consumo humano.

Desde 2011, a nutricionista e pesquisadora Valéria Queiroz vem conduzindo projetos com sorgo, sendo o mais recente “Sorgo para a alimentação humana – fase II: estabilidade de compostos bioativos, propriedades sensoriais, nutricionais e funcionais de novos produtos sem glúten”.

Em parceria com outras entidades, a análise já avaliou a produção de inúmeros alimentos, incluindo pães, massas alimentícias, bolos, cookies, pipoca, barras de cereais e até bebidas doces.

Crédito: Micaela Carvalho

“As potencialidades do cereal são imensas. E o Brasil é um dos países que mais têm se destacado na viabilidade do sorgo como alimento para humanos”, destaca a pesquisadora. “Somos um dos países com maior número de cientistas publicando em revistas internacionais nesse tema”, salienta.

Benefícios

O primeiro e mais conhecido benefício do sorgo é ser isento de glúten. Esta característica é importante, principalmente, para o desenvolvimento de alimentos para pessoas celíacas. Estima-se que exista, hoje, no Brasil cerca de dois milhões de indivíduos portadores de doença celíaca.

Outra vantagem, explica Valéria Queiroz, é a elevada concentração de minerais e de algumas vitaminas, além de uma ampla variabilidade de compostos bioativos, com potencial para utilização em produtos com apelo funcional. Os principais compostos bioativos encontrados em cultivares de sorgo incluem os ácidos fenólicos e os flavonoides, principalmente as antocianinas e os taninos.

Pesquisadora coordena estudos sobre sorgo há mais de 10 anos

Estudos in vitro, com animais e humanos, também revelaram que o cereal pode agir em marcadores relacionados ao estresse oxidativo e a inflamação, repercutindo diretamente na redução do risco de desenvolvimento de doenças como obesidade, diabetes e câncer, entre outras.

Nos próximos posts, vamos conhecer outros estudos que vêm sendo realizados por universidades parceiras do projeto, além de locais em que se pode encontrar sorgo para consumo humano.

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