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Lula quer (mais) confusão!

Em caravana pelo Sul do Brasil, Lula quer confusão. Aliás, ele busca precisamente isso. Quanto mais ovos, mais mídia ao PT e ao ex-presidente, condenado de forma definitiva em segunda instância e ainda pendurado na benevolência dos ministros do STF. E mais combustível para o discurso de vítima de perseguição das elites. Na verdade, o…

26 de março de 2018 às 15h53

Em caravana pelo Sul do Brasil, Lula quer confusão. Aliás, ele busca precisamente isso. Quanto mais ovos, mais mídia ao PT e ao ex-presidente, condenado de forma definitiva em segunda instância e ainda pendurado na benevolência dos ministros do STF. E mais combustível para o discurso de vítima de perseguição das elites.

Na verdade, o objetivo é bem maior que esse: as manifestações contra Lula reacendem a “militância” de movimentos ligados a MST, CUT, Fetraf, MPA. E podem ajudar a reorganizar a base de apoio do petista para encarar sua pré-campanha ao Planalto, que virá mesmo com Lula na prisão ou impedido pela Lei da Ficha Limpa na Justiça Eleitoral.

Do PSOL ao PCdoB, do PSB ao PDT, a reação aos atos de rejeição a Lula tendem a ser o cimento de nova aliança. Ele sabe jogar com isso, nesse teatro onde guarda para si o papel de vítima. E vai usar esses episódios no Sul para tentar remontar sua base na esquerda fraturada. Basta ver que o MST, mesmo sem dinheiro público a financiá-lo, “abraçou” os ônibus da caravana.

Para relembrar: desde a delação de Antonio Palocci, Lula perdeu o apoio nesses partidos-satélites do PT. O “tiro” de Palocci em Lula, ao escancarar o seu “pacto de sangue” com a Odebrecht, repercutiu como um míssil na frente de esquerda. O PSOL lançou o líder dos sem-teto Guilherme Boulos na corrida ao Planalto. O PCdoB anunciou Manuela Dávila e o PDT vai de Ciro Gomes até aqui. E o PSB ainda namora a candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Lula ainda vai acertar sua contas com a Justiça nas esferas criminal e eleitoral. Mas fará esse jogo de cena político trabalhar a seu favor até o fim, não tenha dúvida.

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Lula quer (mais) confusão!

Em caravana pelo Sul do Brasil, Lula quer confusão. Aliás, ele busca precisamente isso. Quanto mais ovos, mais mídia ao PT e ao ex-presidente, condenado de forma definitiva em segunda instância e ainda pendurado na benevolência dos ministros do STF. E mais combustível para o discurso de vítima de perseguição das elites. Na verdade, o…

26 de março de 2018 às 15h53

Em caravana pelo Sul do Brasil, Lula quer confusão. Aliás, ele busca precisamente isso. Quanto mais ovos, mais mídia ao PT e ao ex-presidente, condenado de forma definitiva em segunda instância e ainda pendurado na benevolência dos ministros do STF. E mais combustível para o discurso de vítima de perseguição das elites.

Na verdade, o objetivo é bem maior que esse: as manifestações contra Lula reacendem a “militância” de movimentos ligados a MST, CUT, Fetraf, MPA. E podem ajudar a reorganizar a base de apoio do petista para encarar sua pré-campanha ao Planalto, que virá mesmo com Lula na prisão ou impedido pela Lei da Ficha Limpa na Justiça Eleitoral.

Do PSOL ao PCdoB, do PSB ao PDT, a reação aos atos de rejeição a Lula tendem a ser o cimento de nova aliança. Ele sabe jogar com isso, nesse teatro onde guarda para si o papel de vítima. E vai usar esses episódios no Sul para tentar remontar sua base na esquerda fraturada. Basta ver que o MST, mesmo sem dinheiro público a financiá-lo, “abraçou” os ônibus da caravana.

Para relembrar: desde a delação de Antonio Palocci, Lula perdeu o apoio nesses partidos-satélites do PT. O “tiro” de Palocci em Lula, ao escancarar o seu “pacto de sangue” com a Odebrecht, repercutiu como um míssil na frente de esquerda. O PSOL lançou o líder dos sem-teto Guilherme Boulos na corrida ao Planalto. O PCdoB anunciou Manuela Dávila e o PDT vai de Ciro Gomes até aqui. E o PSB ainda namora a candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Lula ainda vai acertar sua contas com a Justiça nas esferas criminal e eleitoral. Mas fará esse jogo de cena político trabalhar a seu favor até o fim, não tenha dúvida.