Excesso de chuvas dificulta manejo da soja no sudeste de MT

Ela é sempre bem vinda no campo, mas, quando em excesso, também gera transtornos. As mesmas chuvas que permitiram um cultivo em tempo recorde de soja em Mato Grosso, agora exigem dos agricultores atenção redobrada ao manejo e, inclusive, alterações nos cronogramas das fazendas.

O produtor Murilo Degasperi, por exemplo, tá com o calendário de pulverizações atrasado. Na programação original, deveria ter feito 4 aplicações de fungicidas na lavoura de 4 mil hectares em Jaciara, sudeste do estado. Como a chuva não deu trégua, as máquinas não puderam entrar na área e ele só conseguiu realizar 2 pulverizações. Se continuar assim, ele terá que recorrer a aplicações aéreas para não deixar a plantação desprotegida.

A maior preocupação agora é com a ferrugem asiática, inimiga número um das lavouras de soja. Por enquanto,nenhuma ocorrência foi registrada em lavouras comerciais em Mato Grosso, mas a umidade elevada e o calor típico da região central do país, criam o ambiente ideal para o fungo causador da doença. Ou seja, o surgimento do primeiro caso pode ser “questão de tempo”, na avaliação do engenheiro agrônomo Rodrigo Dezordi. Por isso a orientação dele é manter o sinal de alerta aceso, redobrar o monitoramento da lavoura e garantir as pulverizações nos momentos em que é possível realizá-las.

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