Mercado do Leite: panorama e expectativa para o setor em 2019

O estado que é líder em produção de grãos e carne bovina, ainda tem dificuldade em alavancar a cadeia produtiva do leite. Atualmente, Mato Grosso é o 10º maior produtor de leite do país, com uma produção de aproximadamente 662 milhões de litros de leite por ano.

Para o analista de pecuária da Famato, Marcos de Carvalho, dentro da porteira os maiores gargalos na produção leiteira são as dificuldades gerenciais, a baixa taxa de vacas em lactação e a falta de assistência técnica. Ele lembra que atualmente existem vários projetos e programas que disponibilizam informações técnicas aos pecuaristas que podem ajudar a impulsionar a produção de leite na propriedade.

Do lado de fora da porteira, os obstáculos são ainda maiores. O chamado “custo Brasil” – que envolve as despesas elevadas com logística e impostos, por exemplo – compromete a renda já apertada do produtor e também prejudica a competitividade do leite brasileiro.

Aliás, uma grande preocupação do setor é com a importação de lácteos de outros países, especialmente da Argentina e do Uruguai, que “enviam” muito leite em pó para o Brasil. Hoje, somos o terceiro maior importador de leite em pós, com 73 milhões de toneladas/ano.

Com dificuldade de caixa (em grande parte das propriedades leiteiras), os investimentos ficam limitados e – consequentemente – o desempenho não atinge os índices esperados. Prova disso é que a captação em Mato Grosso tem recuado gradativamente. Entre 2010 e 2017 a redução foi de 13,1%.

Em julho do ano passado, por exemplo, os laticínios instalados no estado operaram com apenas 43,7% de sua capacidade. Isso significa que mais da metade da estrutura das indústrias não foram utilizadas. E não tem sido raro registrar tal desempenho.

O atual panorama da pecuária leiteira no Brasil e – especialmente em Mato Grosso – foi tema do Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (09). O analista de pecuária da Famato, reforça que apesar das dificuldades, é preciso olhar com otimismo para 2019, especialmente no que se refere ao consumo, que tende a aumentar com uma eventual reação da economia do país.

O Instituto Mato grossense de Economia Agropecuária (Imea) também acredita que 2019 pode ser um ano positivo para o setor. Diante da oferta atual (considerada baixa) e da perspectiva de retomada da demanda, os preços pagos ao produtor tendem a melhorar.

No quadro Senar-MT Responde, o analista de pecuária da Famato, Marcos de Carvalho dá dicas para melhorar a rentabilidade na pecuária. Confira: 

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