-

Demanda por milho para produção de etanol deve crescer 70% em Mato Grosso

Cerca de 1,5 milhão de toneladas! Este foi o volume de milho consumido no ano passado pelas usinas de etanol instaladas em Mato Grosso. Número expressivo, mas que deve ficar “tímido” diante da demanda projetada para este ano: nada menos que 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 73% no período.

06 de fevereiro de 2019 às 18h06

Cerca de 1,5 milhão de toneladas! Este foi o volume de milho consumido no ano passado pelas usinas de etanol instaladas em Mato Grosso. Número expressivo, mas que deve ficar “tímido” diante da demanda projetada para este ano: nada menos que 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 73% no período.

Referência nacional na transformação do cereal em biocombustível, o estado caminha a passos largos para se consolidar como um grande pólo neste segmento. Atualmente há cinco indústrias em plena atividade em Mato Grosso, outras três estão em fase de instalação e há pelo menos mais sete projetos em fase de planejamento e licenciamento.

Mas o caminho “sem volta” da agro-industrialização também esbarra em algumas preocupações. A mais recente diz respeito à cobrança do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) sobre o milho, que entrou em vigor no último dia 01 de fevereiro. O tributo incide sobre todo o milho produzido em Mato Grosso que tiver como destino outros estados ou países. Na prática, isso significa que o grão destinado às usinas de etanol instaladas no estado, não terão que recolher o imposto. Mesmo assim, quem depende do milho está com o sinal de alerta aceso.

É o que explica Ricardo Tomczyk, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Ele teme que a medida possa causar um “desestímulo” a muitos produtores e que, consequentemente, isso resulte na diminuição da oferta do grão a médio ou longo prazos, o que podeira limitar a perspectiva de expansão das indústrias.

O receio se justifique à medida em que muitos agricultores fazem as contas e concluem que o investimento no cultivo do cereal não é mais tão atrativo financeiramente. Só com a incidência do Fethab, o produtor terá que pagar R$ 8,33 por tonelada de milho que for vendida para fora do estado e para outros países. O que equivale a R$ 0,50 por saca do cereal. Parece pouco, mas isso representa certa de 2,5% do preço de comercialização do cereal, considerando uma cotação em torno de R$ 20,00 a saca.

Confira mais detalhes:

-

Demanda por milho para produção de etanol deve crescer 70% em Mato Grosso

Cerca de 1,5 milhão de toneladas! Este foi o volume de milho consumido no ano passado pelas usinas de etanol instaladas em Mato Grosso. Número expressivo, mas que deve ficar “tímido” diante da demanda projetada para este ano: nada menos que 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 73% no período.

06 de fevereiro de 2019 às 18h06

Cerca de 1,5 milhão de toneladas! Este foi o volume de milho consumido no ano passado pelas usinas de etanol instaladas em Mato Grosso. Número expressivo, mas que deve ficar “tímido” diante da demanda projetada para este ano: nada menos que 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 73% no período.

Referência nacional na transformação do cereal em biocombustível, o estado caminha a passos largos para se consolidar como um grande pólo neste segmento. Atualmente há cinco indústrias em plena atividade em Mato Grosso, outras três estão em fase de instalação e há pelo menos mais sete projetos em fase de planejamento e licenciamento.

Mas o caminho “sem volta” da agro-industrialização também esbarra em algumas preocupações. A mais recente diz respeito à cobrança do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) sobre o milho, que entrou em vigor no último dia 01 de fevereiro. O tributo incide sobre todo o milho produzido em Mato Grosso que tiver como destino outros estados ou países. Na prática, isso significa que o grão destinado às usinas de etanol instaladas no estado, não terão que recolher o imposto. Mesmo assim, quem depende do milho está com o sinal de alerta aceso.

É o que explica Ricardo Tomczyk, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Ele teme que a medida possa causar um “desestímulo” a muitos produtores e que, consequentemente, isso resulte na diminuição da oferta do grão a médio ou longo prazos, o que podeira limitar a perspectiva de expansão das indústrias.

O receio se justifique à medida em que muitos agricultores fazem as contas e concluem que o investimento no cultivo do cereal não é mais tão atrativo financeiramente. Só com a incidência do Fethab, o produtor terá que pagar R$ 8,33 por tonelada de milho que for vendida para fora do estado e para outros países. O que equivale a R$ 0,50 por saca do cereal. Parece pouco, mas isso representa certa de 2,5% do preço de comercialização do cereal, considerando uma cotação em torno de R$ 20,00 a saca.

Confira mais detalhes: