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Com maior concorrência estrangeira, produtores de leite de MT podem abandonar atividade

‘’Parei com tudo e por aqui as pessoas que mais tiravam leite na região também pararam e só se ouve gente falando em parar.’’ É com frustração e tristeza que o pecuarista Alex Sandri Moreira dos Santos fala sobre a atividade que foi seu ganha-pão durante dez anos. Nem mesmo a dedicação diária e o amor empregado na pecuária leiteira foram suficientes para evitar que o produtor abandonasse a profissão. Ele chegou a tirar cerca de 200 litros por dia, mas antes a falta de recursos para poder pagar os custos acabou falando mais alto. Sem incentivo, Alex conta que.

12 de fevereiro de 2019 às 10h21

‘’Parei com tudo e por aqui as pessoas que mais tiravam leite na região também pararam e só se ouve gente falando em parar.’’ É com frustração e tristeza que o pecuarista Alex Sandri Moreira dos Santos fala sobre a atividade que foi seu ganha-pão durante dez anos. Nem mesmo a dedicação diária e o amor empregado na pecuária leiteira foram suficientes para evitar que o produtor abandonasse a profissão. Ele chegou a tirar cerca de 200 litros por dia, mas antes a falta de recursos para poder pagar os custos acabou falando mais alto. Sem incentivo, Alex conta que via quase toda a renda sempre no vermelho. Uma realidade dura, que também é vivenciada por diversos produtores de leite no estado.

Da porteira para fora, as dificuldades são ainda maiores. Os altos custos com logística e impostos, têm comprometido a renda dos produtores e prejudicado a competitividade do leite brasileiro. Outra grande preocupação do setor é a importação de lácteos de outros países, que enviam quantidade significativa de leite em pó para o Brasil.

Com a retirada da tarifa antidumping que minimizava a entrada do produto da União Européia e Nova Zelândia, o setor vivencia um momento delicado. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Leite em Mato Grosso (Aproleite-MT) Valdécio Tarsis Rezende Fernandes, a possibilidade da entrada de mais concorrência estrangeira, deve comprometer ainda mais o futuro da atividade… e outros produtores tendem a seguir os mesmos passos do Alex, abandonando a pecuária leiteira.

No último ano, segundo Valdécio, houve uma queda de 17,5% na captação de leite no estado. O motivo é simples: com grande dificuldade, os investimentos ficam limitados na maioria das propriedades leiteiras. Consequentemente, os índices esperados de produtividade não são atingidos.

Atualmente, Mato Grosso é o 10º maior produtor de leite do país com uma captação de algo em torno de 662 milhões de litros de leite por ano.

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Com maior concorrência estrangeira, produtores de leite de MT podem abandonar atividade

‘’Parei com tudo e por aqui as pessoas que mais tiravam leite na região também pararam e só se ouve gente falando em parar.’’ É com frustração e tristeza que o pecuarista Alex Sandri Moreira dos Santos fala sobre a atividade que foi seu ganha-pão durante dez anos. Nem mesmo a dedicação diária e o amor empregado na pecuária leiteira foram suficientes para evitar que o produtor abandonasse a profissão. Ele chegou a tirar cerca de 200 litros por dia, mas antes a falta de recursos para poder pagar os custos acabou falando mais alto. Sem incentivo, Alex conta que.

12 de fevereiro de 2019 às 10h21

‘’Parei com tudo e por aqui as pessoas que mais tiravam leite na região também pararam e só se ouve gente falando em parar.’’ É com frustração e tristeza que o pecuarista Alex Sandri Moreira dos Santos fala sobre a atividade que foi seu ganha-pão durante dez anos. Nem mesmo a dedicação diária e o amor empregado na pecuária leiteira foram suficientes para evitar que o produtor abandonasse a profissão. Ele chegou a tirar cerca de 200 litros por dia, mas antes a falta de recursos para poder pagar os custos acabou falando mais alto. Sem incentivo, Alex conta que via quase toda a renda sempre no vermelho. Uma realidade dura, que também é vivenciada por diversos produtores de leite no estado.

Da porteira para fora, as dificuldades são ainda maiores. Os altos custos com logística e impostos, têm comprometido a renda dos produtores e prejudicado a competitividade do leite brasileiro. Outra grande preocupação do setor é a importação de lácteos de outros países, que enviam quantidade significativa de leite em pó para o Brasil.

Com a retirada da tarifa antidumping que minimizava a entrada do produto da União Européia e Nova Zelândia, o setor vivencia um momento delicado. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Leite em Mato Grosso (Aproleite-MT) Valdécio Tarsis Rezende Fernandes, a possibilidade da entrada de mais concorrência estrangeira, deve comprometer ainda mais o futuro da atividade… e outros produtores tendem a seguir os mesmos passos do Alex, abandonando a pecuária leiteira.

No último ano, segundo Valdécio, houve uma queda de 17,5% na captação de leite no estado. O motivo é simples: com grande dificuldade, os investimentos ficam limitados na maioria das propriedades leiteiras. Consequentemente, os índices esperados de produtividade não são atingidos.

Atualmente, Mato Grosso é o 10º maior produtor de leite do país com uma captação de algo em torno de 662 milhões de litros de leite por ano.