Suinocultores de MT pedem agilidade no leilão dos estoques de milho da Conab

Quase dois meses depois de oficializar à Conab e ao Ministério da Agricultura o pedido da realização de leilões dos estoques públicos de milho em Mato Grosso, os suinocultores do estado vivenciam a expectativa de ver esta demanda atendida. A pasta já confirmou que se prepara para colocar no mercado parte dos grãos que estão estocados nos armazéns credenciados à Conab no estado.

A medida visa equilibrar os preços dos cereal nos meses de pico da entressafra. Segundo o Ministério da Agricultura, o atual valor da saca de milho em Mato Grosso chega a ser 23% superior ao praticado no mesmo período do ano passado. Essa diferença, segundo a associação que representa os suinocultores no estado (Acrismat), compromete ainda mais o caixa das granjas – especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades financeiras diante dos elevados custos de produção.

No pedido enviado à Brasília em janeiro, a Acrismat estimou em 60 mil toneladas o volume necessário para atender os suinocultores de Mato Grosso até o mês de maio. A partir daí, os primeiros milharais cultivados na segunda safra começam a ser colhidos, garantindo a disponibilidade de oferta do grão.

De acordo com o diretor de comercialização e abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese, atualmente existem cerca de 650 mil toneladas de milho estocadas pela Conab em Mato Grosso. Ou seja, há milho suficiente para atender a demanda dos criadores mato-grossenses. Entretanto, ele diz que “num primeiro momento”, deverão ser leiloadas cerca de 50 mil toneladas apenas. Se houver necessidade, ele diz, novas ofertas poderão ser realizadas.

Ainda segundo Farnesi, o objetivo do governo é realizar este primeiro leilão ainda em março. Mas para colocar isso em prática, é preciso aguardar a revogação de um decreto que exigia o “aval” de um conselho interministerial (Fazenda, Agricultura e Casa Civil) para compras e vendas dos estoques públicos da Conab. Como a necessidade da aprovação deste conselho tornava o processo lento, houve consenso entre as pastas para a revogação deste decreto – repassando apenas ao Ministério da Agricultura a responsabilidade sobre este tipo de assunto. O diretor da Secretaria de Política Agrícola explicou que o “pedido para a revogação” deste decreto foi encaminhado na última semana para o governo e que nos próximos dias a decisão deve ser publicada em Diário Oficial.

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