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Futuro das relações exteriores do Brasil repercute no campo

O que será definido durante os encontros que o presidente Jair Bolsonaro realizará nos Estados Unidos? Haverá algum novo acordo que favoreça – de alguma forma – a agropecuária brasileira? Esta maior aproximação pode gerar algum desconforto na relação comercial verde-amarela com a China, principal destino da nossa soja? Qual o impacto das declarações polêmicas do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que recentemente teceu críticas às parcerias comerciais entre o Brasil e o país asiático?

18 de março de 2019 às 16h13

O que será definido durante os encontros que o presidente Jair Bolsonaro realizará nos Estados Unidos? Haverá algum novo acordo que favoreça – de alguma forma – a agropecuária brasileira? Esta maior aproximação pode gerar algum desconforto na relação comercial verde-amarela com a China, principal destino da nossa soja? Qual o impacto das declarações polêmicas do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que recentemente teceu críticas às parcerias comerciais entre o Brasil e o país asiático?

Na semana que começa com os olhares voltados para a terra do Tio Sam, são estas algumas das perguntas que estão em evidência no campo. Afinal, em todo jogo que envolva estratégias e interesses políticos, qualquer “pisada em falso” pode representar um alto preço a ser pago. Quem produz alimentos, teme que esta conta possa pesar no próprio bolso.

O agricultor Ricardo Arioli, de Campo Novo do Parecis – oeste de Mato Grosso, confirma que o momento é “apreensivo”, mas demonstra confiança na habilidade do governo para não entrar numa barca furada neste relacionamento. “Temos que ficar atentos ao que vai ser definido nesta semana, para ver se os acordos que vierem a ser firmados irão resolver os problemas dos americanos ou os nossos problemas. Não acredito que o governo Bolsonaro irá entrar em nenhuma armadilha”, analisa.

Quanto a um eventual risco de “retaliação comercial” chinesa diante das críticas feitas pelo chanceler Ernesto Araújo na semana passada, o produtor admite preocupação e reforça a importância econômica do apetite chinês pela soja brasileira, em especial, a produzida em Mato Grosso. Só no ano passado, a China comprou mais de 12,4 milhões de toneladas de soja em grão produzidas por aqui. O volume representou 63% de toda soja exportada pelo estado no período. Na avaliação de Arioli, esta parceria tem ficado ainda mais forte ao longo dos anos e – ele espera – não deve ser prejudicada por causa da declaração do ministro brasileiro. “Não acredito nesta história de que, por conta de declarações, os chineses vão deixar de comprar alguma coisa do Brasil. Somos parceiros, dependemos um do outro. Esperamos que continue assim”, finaliza o agricultor.

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Futuro das relações exteriores do Brasil repercute no campo

O que será definido durante os encontros que o presidente Jair Bolsonaro realizará nos Estados Unidos? Haverá algum novo acordo que favoreça – de alguma forma – a agropecuária brasileira? Esta maior aproximação pode gerar algum desconforto na relação comercial verde-amarela com a China, principal destino da nossa soja? Qual o impacto das declarações polêmicas do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que recentemente teceu críticas às parcerias comerciais entre o Brasil e o país asiático?

18 de março de 2019 às 16h13

O que será definido durante os encontros que o presidente Jair Bolsonaro realizará nos Estados Unidos? Haverá algum novo acordo que favoreça – de alguma forma – a agropecuária brasileira? Esta maior aproximação pode gerar algum desconforto na relação comercial verde-amarela com a China, principal destino da nossa soja? Qual o impacto das declarações polêmicas do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que recentemente teceu críticas às parcerias comerciais entre o Brasil e o país asiático?

Na semana que começa com os olhares voltados para a terra do Tio Sam, são estas algumas das perguntas que estão em evidência no campo. Afinal, em todo jogo que envolva estratégias e interesses políticos, qualquer “pisada em falso” pode representar um alto preço a ser pago. Quem produz alimentos, teme que esta conta possa pesar no próprio bolso.

O agricultor Ricardo Arioli, de Campo Novo do Parecis – oeste de Mato Grosso, confirma que o momento é “apreensivo”, mas demonstra confiança na habilidade do governo para não entrar numa barca furada neste relacionamento. “Temos que ficar atentos ao que vai ser definido nesta semana, para ver se os acordos que vierem a ser firmados irão resolver os problemas dos americanos ou os nossos problemas. Não acredito que o governo Bolsonaro irá entrar em nenhuma armadilha”, analisa.

Quanto a um eventual risco de “retaliação comercial” chinesa diante das críticas feitas pelo chanceler Ernesto Araújo na semana passada, o produtor admite preocupação e reforça a importância econômica do apetite chinês pela soja brasileira, em especial, a produzida em Mato Grosso. Só no ano passado, a China comprou mais de 12,4 milhões de toneladas de soja em grão produzidas por aqui. O volume representou 63% de toda soja exportada pelo estado no período. Na avaliação de Arioli, esta parceria tem ficado ainda mais forte ao longo dos anos e – ele espera – não deve ser prejudicada por causa da declaração do ministro brasileiro. “Não acredito nesta história de que, por conta de declarações, os chineses vão deixar de comprar alguma coisa do Brasil. Somos parceiros, dependemos um do outro. Esperamos que continue assim”, finaliza o agricultor.