Bom Dia Senar-MT fala sobre as contribuições da RenovaBio para o setor sucroenergético

Sancionada em dezembro de 2017, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) foi criada visando alavancar a produção de bioenergia no Brasil e, consequentemente, reduzir a emissão de carbono – diminuindo os impactos ambientais causados pelos combustíveis fósseis. Essa redução vai ao encontro do compromisso firmado na COP21 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) em 2015. Naquela oportunidade, o Brasil se comprometeu a enxugar em 42% a emissão de carbono na atmosfera.

O assunto foi tema no Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (20). O diretor-executivo Sindalcool (Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso), Jorge dos Santos falou sobre a importância da RenovaBio para o setor e explicou como deve funcionar – na prática – a operacionalização do programa.

De maneira resumida, o governo irá estabelecer parâmetros anuais para redução da emissão de gases poluentes. As indústrias que produzem combustíveis renováveis (etanol, biodiesel) irão colocar numa espécie de planilha (RenovaCalc) todas as informações referentes ao processo produtivo, do “berço ao túmulo”. Ou seja, do pré-plantio da matéria-prima (milho e cana-de-açúcar, por exemplo) à utilização do combustível. Essa ferramenta irá avaliar aspectos como: emissão de poluentes, intensidade do carbono e riscos ambientais causados pela indústria.

A partir desta análise, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) irá atribuir uma “nota” ao processo industrial da usina naquela safra, que poderá ir de 0 a 10. Quanto menor for a emissão de carbono de todo o processo de produção do biocombustível, mais alta será a nota. Os resultados irão servir como referência para definir os chamados créditos de descarbonização (CBIO). A nota obtida, será multiplicada pela capacidade de produção da indústria e o resultado será multiplicado pelos créditos que a indústria pode comercializar.

Os CBIO”s emitidos pela indústria, poderão ser comprados pelas distribuidoras de combustíveis. Para isso a usina deve emitir o crédito a partir da nota fiscal de venda do produto físico (biocombustível), sendo possível comprovar a compra de redução de emissão. A partir daí, as distribuidoras terão o crédito de redução de carbono de combustível que deve ser negociado na Bolsa de valores.

A expectativa do setor é de que com essa venda, as indústrias reúnam condições de investir ainda mais em tecnologias que permitam o processo industrial cada vez mais “limpo”, sustentável. Consequentemente, estes investimentos também vão expandir a produção do combustível renovável.

Confira mais detalhes no vídeo abaixo.

De acordo com a Sindálcool, os incentivo previstos no Renovabio podem triplicar produção de etanol em um década. Confira mais detalhes no quadro Senar-MT Responde desta sexta-feira (22).

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