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Para suinocultores de MT, entrada da carne suína dos EUA no Brasil agravaria a crise do setor

“Um tiro no pé”. É assim que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) classifica a possibilidade da abertura das portas do Brasil para a carne suína produzida nos Estados Unidos. O assunto está na lista de acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, que se comprometeu a colocar em “avaliação” o pedido norte-americano.

20 de março de 2019 às 17h28

“Um tiro no pé”. É assim que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) classifica a possibilidade da abertura das portas do Brasil para a carne suína produzida nos Estados Unidos. O assunto está na lista de acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, que se comprometeu a colocar em “avaliação” o pedido norte-americano.

Para Itamar Canossa, presidente da Acrismat, “pensar” em importar carne suína é algo que vai completamente contra a realidade do setor. O Brasil produz mais carne suína do que consome, precisando exportar cerca de 20% do que “sai das granjas” para que não sobre carne no mercado interno. Na avaliação dele, uma eventual entrada do produto dos Estados Unidos agravaria a crise enfrentada pelo setor, que – ainda hoje – tenta se recuperar das perdas financeiras acumuladas nos últimos anos, ocasionadas – principalmente – pela queda das exportações. Mato Grosso é o quinto maior produtor de carne suína do país, com um plantel de aproximadamente 178 mil matrizes e um rebanho que gira em torno de 2,5 milhões de animais.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, também segue a mesma linha de raciocínio. Ele destaca que o Brasil é auto suficiente na produção de carne suína, o que torna o produto muito acessível para os nossos consumidores. Além disso, reforça que o país é um “player mundial” no segmento e precisa exportar e não importar carne suína. Lopes diz ainda que todo processo de abertura de mercado é lenta e que a ABCS está trabalhando junto ao Ministério da Agricultura para entender o que realmente foi acertado entre Trump e Bolsonaro. O presidente da ABCS relembrou ainda que “todo acordo bilateral é uma via de duas mãos”.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também se posicionou sobre o assunto. Em nota, a entidade informou que “o setor de suínos do Brasil se manifestou em concordância com a abertura, ao mesmo tempo em que espera reciprocidade de tratamento com a autorização de todos os estados brasileiros para exportar carne suína para os EUA.”

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Para suinocultores de MT, entrada da carne suína dos EUA no Brasil agravaria a crise do setor

“Um tiro no pé”. É assim que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) classifica a possibilidade da abertura das portas do Brasil para a carne suína produzida nos Estados Unidos. O assunto está na lista de acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, que se comprometeu a colocar em “avaliação” o pedido norte-americano.

20 de março de 2019 às 17h28

“Um tiro no pé”. É assim que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) classifica a possibilidade da abertura das portas do Brasil para a carne suína produzida nos Estados Unidos. O assunto está na lista de acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, que se comprometeu a colocar em “avaliação” o pedido norte-americano.

Para Itamar Canossa, presidente da Acrismat, “pensar” em importar carne suína é algo que vai completamente contra a realidade do setor. O Brasil produz mais carne suína do que consome, precisando exportar cerca de 20% do que “sai das granjas” para que não sobre carne no mercado interno. Na avaliação dele, uma eventual entrada do produto dos Estados Unidos agravaria a crise enfrentada pelo setor, que – ainda hoje – tenta se recuperar das perdas financeiras acumuladas nos últimos anos, ocasionadas – principalmente – pela queda das exportações. Mato Grosso é o quinto maior produtor de carne suína do país, com um plantel de aproximadamente 178 mil matrizes e um rebanho que gira em torno de 2,5 milhões de animais.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, também segue a mesma linha de raciocínio. Ele destaca que o Brasil é auto suficiente na produção de carne suína, o que torna o produto muito acessível para os nossos consumidores. Além disso, reforça que o país é um “player mundial” no segmento e precisa exportar e não importar carne suína. Lopes diz ainda que todo processo de abertura de mercado é lenta e que a ABCS está trabalhando junto ao Ministério da Agricultura para entender o que realmente foi acertado entre Trump e Bolsonaro. O presidente da ABCS relembrou ainda que “todo acordo bilateral é uma via de duas mãos”.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também se posicionou sobre o assunto. Em nota, a entidade informou que “o setor de suínos do Brasil se manifestou em concordância com a abertura, ao mesmo tempo em que espera reciprocidade de tratamento com a autorização de todos os estados brasileiros para exportar carne suína para os EUA.”