Área de soja deve crescer mais de 6% no norte de MT, mas produtores mantêm cautela

Região é caracterizada pela forte presença da pecuária; busca pela diversificação é acompanhada de muita análise, para evitar riscos

12 de junho de 2019 às 13h35

Tradicionalmente caracterizado pela forte presença da pecuária, o norte de Mato Grosso tem destinado espaço cada vez maior para a produção de grãos. É um caminho sem volta na avaliação de muitos produtores, que convertem em lavouras áreas de pasto que já estavam degradadas, ou passam a diversificar as fontes de renda da fazenda, investindo na integração entre lavoura e pecuária.

Este movimento é confirmado pelos números do Imea, que colocam a região norte como a única do estado com previsão de avanço mais expressivo das lavouras de soja na próxima safra: 6,48%. Nas demais regiões o crescimento será praticamente nulo ou inferior a 1%.

Se a projeção for confirmada, as lavouras de soja o norte mato-grossense deverão ocupar 398.481 hectares na safra 2019/20. São quase 70% a mais do que o terreno cultivado há cinco anos na região. Um retrato fiel da busca pela diversificação, seja por opção, oportunidade ou necessidade.

O fato é que quem dá esse passo dificilmente quer voltar atrás. Caso, por exemplo, do produtor Luiz Antonio Pavoni, de Colíder. Desde 1987 a pecuária é o carro-chefe da fazenda da família, que chegou a apostar no ciclo completo mas hoje faz apenas recria e engorda. E a mudança da estratégia não foi a única. Pelo sexto ano consecutivo a família se prepara para o cultivo de soja em parte da área da propriedade. Serão 740 hectares de lavoura neste novo ciclo, quase a metade do terreno da fazenda – entre áreas próprias e arrendadas.

Mesmo com a experiência ainda “recente” na agricultura, a família Pavoni mostra que está bastante alinhada com a realidade do setor. Cada passo a ser dado só é decidido após muita análise, para evitar ao máximo os riscos. Prova disso é o próprio ritmo da conversão das áreas de pasto em lavoura.

Na safra passada as lavouras ganharam 200 hectares na fazenda, registrando um crescimento anual de 40% no terreno destinado às plantações. Desta vez, o avanço anual será muito mais tímido: apenas 40 hectares, o equivalente a pouco mais de 5%. Uma mostra de que a cautela está presente de norte a sul do estado.

Área de soja deve crescer mais de 6% no norte de MT, mas produtores mantêm cautela

Região é caracterizada pela forte presença da pecuária; busca pela diversificação é acompanhada de muita análise, para evitar riscos

12 de junho de 2019 às 13h35

Tradicionalmente caracterizado pela forte presença da pecuária, o norte de Mato Grosso tem destinado espaço cada vez maior para a produção de grãos. É um caminho sem volta na avaliação de muitos produtores, que convertem em lavouras áreas de pasto que já estavam degradadas, ou passam a diversificar as fontes de renda da fazenda, investindo na integração entre lavoura e pecuária.

Este movimento é confirmado pelos números do Imea, que colocam a região norte como a única do estado com previsão de avanço mais expressivo das lavouras de soja na próxima safra: 6,48%. Nas demais regiões o crescimento será praticamente nulo ou inferior a 1%.

Se a projeção for confirmada, as lavouras de soja o norte mato-grossense deverão ocupar 398.481 hectares na safra 2019/20. São quase 70% a mais do que o terreno cultivado há cinco anos na região. Um retrato fiel da busca pela diversificação, seja por opção, oportunidade ou necessidade.

O fato é que quem dá esse passo dificilmente quer voltar atrás. Caso, por exemplo, do produtor Luiz Antonio Pavoni, de Colíder. Desde 1987 a pecuária é o carro-chefe da fazenda da família, que chegou a apostar no ciclo completo mas hoje faz apenas recria e engorda. E a mudança da estratégia não foi a única. Pelo sexto ano consecutivo a família se prepara para o cultivo de soja em parte da área da propriedade. Serão 740 hectares de lavoura neste novo ciclo, quase a metade do terreno da fazenda – entre áreas próprias e arrendadas.

Mesmo com a experiência ainda “recente” na agricultura, a família Pavoni mostra que está bastante alinhada com a realidade do setor. Cada passo a ser dado só é decidido após muita análise, para evitar ao máximo os riscos. Prova disso é o próprio ritmo da conversão das áreas de pasto em lavoura.

Na safra passada as lavouras ganharam 200 hectares na fazenda, registrando um crescimento anual de 40% no terreno destinado às plantações. Desta vez, o avanço anual será muito mais tímido: apenas 40 hectares, o equivalente a pouco mais de 5%. Uma mostra de que a cautela está presente de norte a sul do estado.