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Lavouras de milho devem ocupar área recorde na 2ª safra em MT

Expansão é reflexo da demanda aquecida pelo cereal, reforçada pelas usinas que usam o grão como matéria-prima para produzir etanol

09 de outubro de 2019 às 12h44

O plantio das lavouras de soja ainda dá os primeiros passos em Mato Grosso, mas os agricultores já estão com a segunda safra bem planejada. E as apostas no cereal devem aumentar, como revela a primeira estimativa do Imea para o ciclo 2019/2020 de milho no estado. A previsão é de que a área destinada aos milharais cresça 2,36%, totalizando 4.972.755 hectares, maior terreno já ocupado pelas plantações do grão por aqui.

Este avanço, segundo o Imea, é decorrente do aumento da demanda pelo cereal no mercado internacional e também no mercado interno, motivada, neste caso, pela instalação de novas usinas de etanol a base de milho. Na última safra, por exemplo, o consumo de milho dentro do estado saltou 56,91%, chegando a 8,23 milhões de toneladas.

Depois de um ano com produtividade histórica – média de 110,7 sacas de milho por hectare – o Imea traz uma base “mais contida” (105,9 sacas/ha) para projetar o tamanho da produção, que deve girar em torno de 31,62 milhões de toneladas (1,99% abaixo do que foi colhido este ano).

Quanto à comercialização do cereal, os números mostram um comportamento mais estratégico dos agricultores. Em setembro o volume negociado superou o que havia sido vendido em agosto. Foram 1,88 milhão de toneladas contra 1,07 milhão. De acordo Cleiton Gauer, que é gestor técnico do Imea, muitos produtores aproveitaram o momento de demanda aquecida para travar os custos de produção com preços “interessantes”. O valor médio mensal de negociação ficou em torno de R$ 22,00 a saca, cerca de 19% superior ao registrado em setembro do ano passado. Ou seja, os agricultores enxergaram as ofertas como “oportunidades” para equilibrar os custos de produção.

Com o avanço das vendas, ao todo 41,89% da produção que deve ser colhida em 2020 já estão negociados. O volume supera o que já estava vendido nesta mesma época do ano passado (29,57%) e também o que estava negociado na média das últimas cinco safras (23,76%). O valor “ponderado” das negociações está em R$ 22,06 a saca, o equivalente a 3,5% acima do preço médio ponderado alcançado com as negociações da safra colhida este ano (R$ 21,31/sc), que já está com 93% do volume vendido.

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Lavouras de milho devem ocupar área recorde na 2ª safra em MT

Expansão é reflexo da demanda aquecida pelo cereal, reforçada pelas usinas que usam o grão como matéria-prima para produzir etanol

09 de outubro de 2019 às 12h44

O plantio das lavouras de soja ainda dá os primeiros passos em Mato Grosso, mas os agricultores já estão com a segunda safra bem planejada. E as apostas no cereal devem aumentar, como revela a primeira estimativa do Imea para o ciclo 2019/2020 de milho no estado. A previsão é de que a área destinada aos milharais cresça 2,36%, totalizando 4.972.755 hectares, maior terreno já ocupado pelas plantações do grão por aqui.

Este avanço, segundo o Imea, é decorrente do aumento da demanda pelo cereal no mercado internacional e também no mercado interno, motivada, neste caso, pela instalação de novas usinas de etanol a base de milho. Na última safra, por exemplo, o consumo de milho dentro do estado saltou 56,91%, chegando a 8,23 milhões de toneladas.

Depois de um ano com produtividade histórica – média de 110,7 sacas de milho por hectare – o Imea traz uma base “mais contida” (105,9 sacas/ha) para projetar o tamanho da produção, que deve girar em torno de 31,62 milhões de toneladas (1,99% abaixo do que foi colhido este ano).

Quanto à comercialização do cereal, os números mostram um comportamento mais estratégico dos agricultores. Em setembro o volume negociado superou o que havia sido vendido em agosto. Foram 1,88 milhão de toneladas contra 1,07 milhão. De acordo Cleiton Gauer, que é gestor técnico do Imea, muitos produtores aproveitaram o momento de demanda aquecida para travar os custos de produção com preços “interessantes”. O valor médio mensal de negociação ficou em torno de R$ 22,00 a saca, cerca de 19% superior ao registrado em setembro do ano passado. Ou seja, os agricultores enxergaram as ofertas como “oportunidades” para equilibrar os custos de produção.

Com o avanço das vendas, ao todo 41,89% da produção que deve ser colhida em 2020 já estão negociados. O volume supera o que já estava vendido nesta mesma época do ano passado (29,57%) e também o que estava negociado na média das últimas cinco safras (23,76%). O valor “ponderado” das negociações está em R$ 22,06 a saca, o equivalente a 3,5% acima do preço médio ponderado alcançado com as negociações da safra colhida este ano (R$ 21,31/sc), que já está com 93% do volume vendido.