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Em pleno vazio sanitário, presença de bicudo do algodoeiro cresce 43% em MT

Alerta é do Instituto Mato-grossense do Algodão, que identificou aumento expressivo do número de insetos nas armadilhas que monitoram a incidência da praga

07 de novembro de 2019 às 16h47

Um frasco cheio de insetos. A imagem chamou a atenção de entomologistas que sabem o perigo que isso representa. É que o recipiente, no caso, faz parte de uma das “armadilhas” instaladas em pontos estratégicos do campo para monitorar a presença de pragas. E os insetos, são o “bicudo do algodoeiro” principal praga que ameaça as lavouras de algodão.

A cena preocupa ainda mais porque foi registrada em pleno período de vazio sanitário da cultura, quando fica proibida a existência de plantas vivas de algodão em Mato Grosso. A medida é adotada justamente para evitar que o “bicudo” sobreviva durante a entressafra, mas a presença de tantos insetos nas armadilhas revela que o manejo tem deixado a desejar.

Guilherme Rolim, entomologista do Ima-MT, diz que o programa de monitoramento identificou um crescimento de 43% no número de insetos capturados na comparação com o mesmo período do ano passado. nas armadilhas instaladas em propriedades das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. Entre as prováveis causas, ele explica, há problemas na destruição de soqueiras e o uso de inseticidas do grupo piretróides constatados como de baixa eficiência no controle do bicudo. Ele ressalta ainda que mesmo os locais com baixa captura podem estar sendo influenciados por soqueiras presentes nas lavouras de soja. A orientação é para o reforço do monitoramento das lavouras. Os produtores devem verificar se há locais que possam servir para abrigo ou reprodução do inseto.

O vazio sanitário começou no dia 1º de outubro e vai até 30 de novembro nas regiões de Campo Verde, Rondonópolis e Primavera do Leste. Já nas regiões de Sapezal, Lucas do Rio Verde e Sorriso, o período proibitivo começou dia 15 de outubro e segue até 14 de dezembro. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em caso de descumprimento do vazio sanitário o proprietário recebe multa de 30 UPF´s (Unidade Padrão Fiscal) mais 2 UPF´s para cada hectare em desacordo com a lei. Hoje, o valor de cada UPF no estado é de R$ 144,41.

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Em pleno vazio sanitário, presença de bicudo do algodoeiro cresce 43% em MT

Alerta é do Instituto Mato-grossense do Algodão, que identificou aumento expressivo do número de insetos nas armadilhas que monitoram a incidência da praga

07 de novembro de 2019 às 16h47

Um frasco cheio de insetos. A imagem chamou a atenção de entomologistas que sabem o perigo que isso representa. É que o recipiente, no caso, faz parte de uma das “armadilhas” instaladas em pontos estratégicos do campo para monitorar a presença de pragas. E os insetos, são o “bicudo do algodoeiro” principal praga que ameaça as lavouras de algodão.

A cena preocupa ainda mais porque foi registrada em pleno período de vazio sanitário da cultura, quando fica proibida a existência de plantas vivas de algodão em Mato Grosso. A medida é adotada justamente para evitar que o “bicudo” sobreviva durante a entressafra, mas a presença de tantos insetos nas armadilhas revela que o manejo tem deixado a desejar.

Guilherme Rolim, entomologista do Ima-MT, diz que o programa de monitoramento identificou um crescimento de 43% no número de insetos capturados na comparação com o mesmo período do ano passado. nas armadilhas instaladas em propriedades das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. Entre as prováveis causas, ele explica, há problemas na destruição de soqueiras e o uso de inseticidas do grupo piretróides constatados como de baixa eficiência no controle do bicudo. Ele ressalta ainda que mesmo os locais com baixa captura podem estar sendo influenciados por soqueiras presentes nas lavouras de soja. A orientação é para o reforço do monitoramento das lavouras. Os produtores devem verificar se há locais que possam servir para abrigo ou reprodução do inseto.

O vazio sanitário começou no dia 1º de outubro e vai até 30 de novembro nas regiões de Campo Verde, Rondonópolis e Primavera do Leste. Já nas regiões de Sapezal, Lucas do Rio Verde e Sorriso, o período proibitivo começou dia 15 de outubro e segue até 14 de dezembro. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em caso de descumprimento do vazio sanitário o proprietário recebe multa de 30 UPF´s (Unidade Padrão Fiscal) mais 2 UPF´s para cada hectare em desacordo com a lei. Hoje, o valor de cada UPF no estado é de R$ 144,41.