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Conheça os fatores que influenciam no desempenho dos suínos nas diferentes fases

Da creche à terminação, o crescimento e a engorda dos animais sofrem interferências diretas do manejo adotado. Especialista no assunto aponta o caminho para buscar melhores resultados

08 de novembro de 2019 às 16h20

Da mesma forma que na agricultura uma boa safra começa a partir de um bom plantio, na suinocultura um animal bem terminado é reflexo do manejo correto desde o nascimento do suíno até a hora do embarque para o frigorífico. Durante o tempo de vida do suíno na granja todas as fases são importantes, mas a zootecnista Anna Luz Neto Malhado – que é instrutora credenciada do Senar Mato Grosso – chama atenção para três em especial: creche, crescimento e terminação.

Ela explica que os animais que vão para a creche possuam a “qualidade” esperada. Eles devem sair da maternidade com imunidade passiva (transmitida pela mãe por meio do colostro). Também é importante que a diferença de idade entre os animais do lote não seja grande, assim como o peso entre eles. Animais que saem da maternidade com uma diferença de aproximadamente 3,2 quilos em comparação com outros da mesma idade, podem chegar ao final da fase da creche pesando algo em torno de 8 quilos a menos que os demais. A dica é separar estes animais em lotes homogêneos (leves, médios, pesados) para evitar este tipo de situação.

Anna comenta ainda que animais entram na creche “bem preparados” podem consumir até 3 vezes mais ração nos primeiros dias de desmame. Além disso, apresentam maior taxa de crescimento, melhor conversão alimentar, o que vai permitir a redução da mortalidade pós-desmame. Entre os pontos que podem interferir no desempenho durante esta fase estão a genética dos animais, ambiental (umidade, temperatura e clima), nutricional (dieta balanceada e alimentos de qualidade), sanitário (instalações, cortinas, ambiente interno e externo das baias) e, claro, a boa capacitação do colaborador responsável pela atividade.

As fases seguintes (crescimento e terminação) irão refletir o bom – ou o mau – trabalho feito na creche. Ainda assim, todos os fatores de interferência como manejo, nutrição, sanidade, genética e ambiência, continuam exercendo papel fundamental. Anna reforça que o foco maior deve ser no consumo de ração e conversão alimentar. A existência de árvores ao redor dos barracões, por exemplo, melhora a temperatura local e consequentemente tende a aumentar o apetite dos suínos. O sexo dos animais também é um ponto a ser observado: as fêmeas tendem a consumir menos que os machos, e, consequentemente, apresentam desenvolvimento mais lento. O peso de entrada também requer atenção: animais mais pesados consumirão mais e sairão mais pesados… e vice-versa. A instrutora comenta ainda que também o trimestre de entrada do lote (conforme a estação do ano) também pode refletir na conversão alimentar, assim como os materiais de construção do galpão – que tendem a interferir na ambiência do local.

Confira na íntegra as orientações da zootecnista durante o programa Bom Dia Senar Mato Grosso.

Anna Luz também falou sobre o tema no quadro Senar Mato Grosso Responde desta sexta-feira (08).

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Conheça os fatores que influenciam no desempenho dos suínos nas diferentes fases

Da creche à terminação, o crescimento e a engorda dos animais sofrem interferências diretas do manejo adotado. Especialista no assunto aponta o caminho para buscar melhores resultados

08 de novembro de 2019 às 16h20

Da mesma forma que na agricultura uma boa safra começa a partir de um bom plantio, na suinocultura um animal bem terminado é reflexo do manejo correto desde o nascimento do suíno até a hora do embarque para o frigorífico. Durante o tempo de vida do suíno na granja todas as fases são importantes, mas a zootecnista Anna Luz Neto Malhado – que é instrutora credenciada do Senar Mato Grosso – chama atenção para três em especial: creche, crescimento e terminação.

Ela explica que os animais que vão para a creche possuam a “qualidade” esperada. Eles devem sair da maternidade com imunidade passiva (transmitida pela mãe por meio do colostro). Também é importante que a diferença de idade entre os animais do lote não seja grande, assim como o peso entre eles. Animais que saem da maternidade com uma diferença de aproximadamente 3,2 quilos em comparação com outros da mesma idade, podem chegar ao final da fase da creche pesando algo em torno de 8 quilos a menos que os demais. A dica é separar estes animais em lotes homogêneos (leves, médios, pesados) para evitar este tipo de situação.

Anna comenta ainda que animais entram na creche “bem preparados” podem consumir até 3 vezes mais ração nos primeiros dias de desmame. Além disso, apresentam maior taxa de crescimento, melhor conversão alimentar, o que vai permitir a redução da mortalidade pós-desmame. Entre os pontos que podem interferir no desempenho durante esta fase estão a genética dos animais, ambiental (umidade, temperatura e clima), nutricional (dieta balanceada e alimentos de qualidade), sanitário (instalações, cortinas, ambiente interno e externo das baias) e, claro, a boa capacitação do colaborador responsável pela atividade.

As fases seguintes (crescimento e terminação) irão refletir o bom – ou o mau – trabalho feito na creche. Ainda assim, todos os fatores de interferência como manejo, nutrição, sanidade, genética e ambiência, continuam exercendo papel fundamental. Anna reforça que o foco maior deve ser no consumo de ração e conversão alimentar. A existência de árvores ao redor dos barracões, por exemplo, melhora a temperatura local e consequentemente tende a aumentar o apetite dos suínos. O sexo dos animais também é um ponto a ser observado: as fêmeas tendem a consumir menos que os machos, e, consequentemente, apresentam desenvolvimento mais lento. O peso de entrada também requer atenção: animais mais pesados consumirão mais e sairão mais pesados… e vice-versa. A instrutora comenta ainda que também o trimestre de entrada do lote (conforme a estação do ano) também pode refletir na conversão alimentar, assim como os materiais de construção do galpão – que tendem a interferir na ambiência do local.

Confira na íntegra as orientações da zootecnista durante o programa Bom Dia Senar Mato Grosso.

Anna Luz também falou sobre o tema no quadro Senar Mato Grosso Responde desta sexta-feira (08).