Safrinha com oferta grande e preços em alta. Até quando?

A colheita do milho safrinha da safra 2019 já iniciou em alguns pontos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O adiantamento do cultivo da soja permitiu o plantio, pela primeira vez na história, de uma quantidade significante do milho de inverno durante o fim de dezembro e o começo de janeiro. Desde…

30 de maio de 2019 às 10h42

A colheita do milho safrinha da safra 2019 já iniciou em alguns pontos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O adiantamento do cultivo da soja permitiu o plantio, pela primeira vez na história, de uma quantidade significante do milho de inverno durante o fim de dezembro e o começo de janeiro. Desde então, produtores rurais brasileiro vem sendo beneficiados por uma mistura quase ideal de chuvas intensas, dias ensolarados e noites frias – o cenário perfeito para o desenvolvimento do grão.

A oferta total de milho no Brasil, sem dúvidas, será robusta neste ano, podendo ser a maior da história do país, superando a safra de 2017. Um total de 112,7 MTs do grão entra no mercado brasileiro neste ano, sendo dividido entre exportações, uso doméstico e estoques finais. As exportações, que veem aquecendo nas últimas semanas, deverão ganhar novos impulsos nos próximos meses, com a possível liberação das importações chinesas, pelo produto brasileiro. Além do mais, nossas fontes do Governo nos alertaram que o Ministério da Agricultura do Brasil fez, e tem feito, lobby e não medido esforços para liberar a exportação de suínos para a China, uma vez que o país asiático passa por uma profunda crise sanitária – as exportações da carne suína para a China poderá ser liberada dentro dos próximos 3-4 meses.

A intensificação das exportações do grão in natura, o aumento do uso interno no Brasil, e estoques apertados com quebras de safra em 2018, dificultará o lado da demanda. Mesmo com uma oferta brasileira recorde, hoje parece haver “mais boca do que comida” para o milho no país.

Além do mais, seguindo as estimativas de nossa Divisão Latina da ARC, a relação estoque/uso do cereal no Brasil deverá sofrer uma forte redução frente as estimativas da CONAB nos últimos anos, sendo estimado em 11% para a atual safra.

Bottom line: Os preços do milho no Brasil (cash e futuros) já valorizaram entre 15%-20% desde o começo de maio. Os problemas climáticos nos EUA, o aquecimento das exportações no Brasil, o aumento da demanda doméstica brasileira e o Real perdendo forças para o Dólar, vêm contrapondo a expectativa de uma oferta recorde no país.

Safrinha com oferta grande e preços em alta. Até quando?

A colheita do milho safrinha da safra 2019 já iniciou em alguns pontos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O adiantamento do cultivo da soja permitiu o plantio, pela primeira vez na história, de uma quantidade significante do milho de inverno durante o fim de dezembro e o começo de janeiro. Desde…

30 de maio de 2019 às 10h42

A colheita do milho safrinha da safra 2019 já iniciou em alguns pontos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O adiantamento do cultivo da soja permitiu o plantio, pela primeira vez na história, de uma quantidade significante do milho de inverno durante o fim de dezembro e o começo de janeiro. Desde então, produtores rurais brasileiro vem sendo beneficiados por uma mistura quase ideal de chuvas intensas, dias ensolarados e noites frias – o cenário perfeito para o desenvolvimento do grão.

A oferta total de milho no Brasil, sem dúvidas, será robusta neste ano, podendo ser a maior da história do país, superando a safra de 2017. Um total de 112,7 MTs do grão entra no mercado brasileiro neste ano, sendo dividido entre exportações, uso doméstico e estoques finais. As exportações, que veem aquecendo nas últimas semanas, deverão ganhar novos impulsos nos próximos meses, com a possível liberação das importações chinesas, pelo produto brasileiro. Além do mais, nossas fontes do Governo nos alertaram que o Ministério da Agricultura do Brasil fez, e tem feito, lobby e não medido esforços para liberar a exportação de suínos para a China, uma vez que o país asiático passa por uma profunda crise sanitária – as exportações da carne suína para a China poderá ser liberada dentro dos próximos 3-4 meses.

A intensificação das exportações do grão in natura, o aumento do uso interno no Brasil, e estoques apertados com quebras de safra em 2018, dificultará o lado da demanda. Mesmo com uma oferta brasileira recorde, hoje parece haver “mais boca do que comida” para o milho no país.

Além do mais, seguindo as estimativas de nossa Divisão Latina da ARC, a relação estoque/uso do cereal no Brasil deverá sofrer uma forte redução frente as estimativas da CONAB nos últimos anos, sendo estimado em 11% para a atual safra.

Bottom line: Os preços do milho no Brasil (cash e futuros) já valorizaram entre 15%-20% desde o começo de maio. Os problemas climáticos nos EUA, o aquecimento das exportações no Brasil, o aumento da demanda doméstica brasileira e o Real perdendo forças para o Dólar, vêm contrapondo a expectativa de uma oferta recorde no país.