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Análise da produção ucraniana de Milho e a competição internacional

A safra atual de milho na Ucrânia tem tido um desenvolvimento misto. O plantio da safra foi encerrado dentro da janela ideal, mas várias localidades têm visto temperaturas acima da média e chuvas abaixo. O gráfico abaixo mostra o percentual normal de chuvas de 1 a 30 de julho, levando em conta o modelo europeu…

23 de julho de 2019 às 10h18

A safra atual de milho na Ucrânia tem tido um desenvolvimento misto. O plantio da safra foi encerrado dentro da janela ideal, mas várias localidades têm visto temperaturas acima da média e chuvas abaixo. O gráfico abaixo mostra o percentual normal de chuvas de 1 a 30 de julho, levando em conta o modelo europeu até o fim deste mês. A ARC Mercosul nota que as temperaturas na Ucrânia em julho serão de 1 a 3 graus abaixo do normal, mesmo assim o gráfico mostra que algumas partes importantes do Cinturão Agrícola Ucraniano terão somente 45-70% da precipitação normal. Um ano atrás o regime de chuvas no país foi acima do normal.

Nós acreditamos que o clima atual deve permitir que o país tenha produtividades normais neste ano, se comparado com as 125 BU/por acre do ano passado, o que superou o recorde anterior por 20 BU/acre, ou 19%!

Apesar do clima obviamente ditar muito do que acontece nas lavouras, o ponto central desta análise é mostrar como a tecnologia nas lavouras Ucranianas explodiu, assim como a administração das propriedades rurais com melhores técnicas de gestão. As técnicas da era da União Soviética estão sendo deixadas de lado de maneira rápida e as produtividades no país subiram fortemente na última década. Neste ano, estamos em sintonia com as previsões do USDA para produtividade e produção (114 BU/acre e safra de 34 MT, contra 35,8MT ano passado). Porém, no longo prazo, as produtividades vão continuar subindo bem acima de outras nações.

O gráfico abaixo compila as produtividades na Ucrânia desde 2000 e a tendência (estatística) desde 2007. A tendência em 2019 ficou em 113 BU/acre, mais do que o dobro se comparado com 2007. Nos EUA, durante o mesmo período, a alta foi de apenas 14% desde 2007. Os EUA ainda continuarão sendo, de longe, os maiores produtores do planeta, mas as exportações de soja de outros países vão continuar subindo devido aos preços agressivos. No caso da Ucrânia, as ofertas oriundas do país e seguem uma sazonalidade específica. Elas
começam a desacelerar em breve (agosto e setembro) até que a nova safra seja colhida.

Porém, após setembro, a ARC Mercosul espera que as ofertas FOB ucranianas sejam bastante competitivas de outubro a dezembro. O gráfico abaixo mostra a tendência sazonal do basis FOB do milho ucraniano. É possível notar que o basis hoje é bem mais fraco do que no ano passado (e ainda $.15/BU abaixo do Golfo dos EUA). Com uma tendência normal, a baixa sazonal não deve ser atingida até o meio do outono no hemisfério Norte (outubro ou novembro).

A abundância de milho para exportação fora dos EUA está reduzindo a sensibilidade da CBOT para lidar com problemas climáticos nas lavouras americanas. As exportações de milho da Ucrânia estão previstas em 28-28,5 MT, ou 16% do comércio mundial. Antes de 2011, a participação da Ucrânia no comércio mundial era de 2-7%. No Brasil, a Conab (isso é informação de bastidor de contatos nossos) estima a
safra de milho em 98,5 milhões de toneladas e a exportação estimada em 33,5 milhões, porém, ambos com viés de alta, segundo nossa fonte.

No gráfico acima, é possível notar que o basis em diferentes países, com os EUA liderando e Brasil e Argentina com o basis mais agressivo. Com a melhora no clima no Cinturão Agrícola dos EUA, há uma queda generalizada do basis, se comparado com o atual (julho) com setembro. O milho americano é oferecido cerca de $.50-$.65/bushel acima da Argentina e, portanto, novas altas em Chicago serão baseadas no clima ruim. A forte competição mundial vai manter o milho sendo negociado aqui em Chicago a $4,30-$4,50/dezembro até o relatório de agosto do USDA. Novas altas em Chicago necessitam de um aperto significativo no balance sheet do USDA em agosto.

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Análise da produção ucraniana de Milho e a competição internacional

A safra atual de milho na Ucrânia tem tido um desenvolvimento misto. O plantio da safra foi encerrado dentro da janela ideal, mas várias localidades têm visto temperaturas acima da média e chuvas abaixo. O gráfico abaixo mostra o percentual normal de chuvas de 1 a 30 de julho, levando em conta o modelo europeu…

23 de julho de 2019 às 10h18

A safra atual de milho na Ucrânia tem tido um desenvolvimento misto. O plantio da safra foi encerrado dentro da janela ideal, mas várias localidades têm visto temperaturas acima da média e chuvas abaixo. O gráfico abaixo mostra o percentual normal de chuvas de 1 a 30 de julho, levando em conta o modelo europeu até o fim deste mês. A ARC Mercosul nota que as temperaturas na Ucrânia em julho serão de 1 a 3 graus abaixo do normal, mesmo assim o gráfico mostra que algumas partes importantes do Cinturão Agrícola Ucraniano terão somente 45-70% da precipitação normal. Um ano atrás o regime de chuvas no país foi acima do normal.

Nós acreditamos que o clima atual deve permitir que o país tenha produtividades normais neste ano, se comparado com as 125 BU/por acre do ano passado, o que superou o recorde anterior por 20 BU/acre, ou 19%!

Apesar do clima obviamente ditar muito do que acontece nas lavouras, o ponto central desta análise é mostrar como a tecnologia nas lavouras Ucranianas explodiu, assim como a administração das propriedades rurais com melhores técnicas de gestão. As técnicas da era da União Soviética estão sendo deixadas de lado de maneira rápida e as produtividades no país subiram fortemente na última década. Neste ano, estamos em sintonia com as previsões do USDA para produtividade e produção (114 BU/acre e safra de 34 MT, contra 35,8MT ano passado). Porém, no longo prazo, as produtividades vão continuar subindo bem acima de outras nações.

O gráfico abaixo compila as produtividades na Ucrânia desde 2000 e a tendência (estatística) desde 2007. A tendência em 2019 ficou em 113 BU/acre, mais do que o dobro se comparado com 2007. Nos EUA, durante o mesmo período, a alta foi de apenas 14% desde 2007. Os EUA ainda continuarão sendo, de longe, os maiores produtores do planeta, mas as exportações de soja de outros países vão continuar subindo devido aos preços agressivos. No caso da Ucrânia, as ofertas oriundas do país e seguem uma sazonalidade específica. Elas
começam a desacelerar em breve (agosto e setembro) até que a nova safra seja colhida.

Porém, após setembro, a ARC Mercosul espera que as ofertas FOB ucranianas sejam bastante competitivas de outubro a dezembro. O gráfico abaixo mostra a tendência sazonal do basis FOB do milho ucraniano. É possível notar que o basis hoje é bem mais fraco do que no ano passado (e ainda $.15/BU abaixo do Golfo dos EUA). Com uma tendência normal, a baixa sazonal não deve ser atingida até o meio do outono no hemisfério Norte (outubro ou novembro).

A abundância de milho para exportação fora dos EUA está reduzindo a sensibilidade da CBOT para lidar com problemas climáticos nas lavouras americanas. As exportações de milho da Ucrânia estão previstas em 28-28,5 MT, ou 16% do comércio mundial. Antes de 2011, a participação da Ucrânia no comércio mundial era de 2-7%. No Brasil, a Conab (isso é informação de bastidor de contatos nossos) estima a
safra de milho em 98,5 milhões de toneladas e a exportação estimada em 33,5 milhões, porém, ambos com viés de alta, segundo nossa fonte.

No gráfico acima, é possível notar que o basis em diferentes países, com os EUA liderando e Brasil e Argentina com o basis mais agressivo. Com a melhora no clima no Cinturão Agrícola dos EUA, há uma queda generalizada do basis, se comparado com o atual (julho) com setembro. O milho americano é oferecido cerca de $.50-$.65/bushel acima da Argentina e, portanto, novas altas em Chicago serão baseadas no clima ruim. A forte competição mundial vai manter o milho sendo negociado aqui em Chicago a $4,30-$4,50/dezembro até o relatório de agosto do USDA. Novas altas em Chicago necessitam de um aperto significativo no balance sheet do USDA em agosto.