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Prêmios da soja disparam em Agosto e puxam preços no mercado disponível.

Os efeitos da Guerra Comercial entre China e Estados Unidos seguem dominando a dinâmica global da cadeia da soja, concentrando a demanda do principal consumidor mundial do grão sobre a América Latina. Depois de alguns meses de maior calmaria na disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais, a partir do final de Julho o…

26 de agosto de 2019 às 13h59

Os efeitos da Guerra Comercial entre China e Estados Unidos seguem dominando a dinâmica global da cadeia da soja, concentrando a demanda do principal consumidor mundial do grão sobre a América Latina. Depois de alguns meses de maior calmaria na disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais, a partir do final de Julho o clima voltou a esquentar, e os preços internacionais da oleaginosa reagiram a escalada na tensão comercial.

No final de Julho, depois de reuniões presenciais que não chegaram a resultados práticos nas negociações entre China-EUA, o presidente americano Donald Trump anunciou uma nova rodada de tarifas sobre os produtos chineses destinados ao país. Em reação, a China anunciou dias depois a paralisação de compras de produtos agrícolas no Estados Unidos.

A partir daí os chineses intensificaram as compras de soja brasileira, e nas últimas semanas os prêmios de exportação no Brasil registraram forte movimento positivo, ampliando a diferença entre os preços (em dólar) da soja nos portos brasileiros e americanos. Diante da baixa demanda, a soja norte-americana tem se mantido como a mais barata entre os principais produtores mundiais, e mesmo com as perdas de produção sendo observadas na atual safra, o mercado em Chicago tem tido dificuldade para reagir.

Em Julho, os prêmios para Setembro/19 nos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande giravam em torno de +US$0,90 por bushel acima da Chicago. Atualmente, ao final de agosto, depois de 04 semanas consecutivas de altas, os portos brasileiros já registram prêmios entre +US$1,55-1,60 por bushel sobre Chicago. Já os prêmios para 2020 tem avançado de forma mais tímida, operando entre +US$0,42-0,55 por bushel sobre Chicago nos contratos de Março/Abril.

O mercado de soja disponível no interior brasileiro vem reagindo, com preços impulsionados também pelas altas do dólar, que voltou a operar acima de R$4,00 nas últimas duas semanas diante de um cenário externo em cautela com a desaceleração das principais economias mundiais e os efeitos da continuidade da Guerra Comercial China-EUA.

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Prêmios da soja disparam em Agosto e puxam preços no mercado disponível.

Os efeitos da Guerra Comercial entre China e Estados Unidos seguem dominando a dinâmica global da cadeia da soja, concentrando a demanda do principal consumidor mundial do grão sobre a América Latina. Depois de alguns meses de maior calmaria na disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais, a partir do final de Julho o…

26 de agosto de 2019 às 13h59

Os efeitos da Guerra Comercial entre China e Estados Unidos seguem dominando a dinâmica global da cadeia da soja, concentrando a demanda do principal consumidor mundial do grão sobre a América Latina. Depois de alguns meses de maior calmaria na disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais, a partir do final de Julho o clima voltou a esquentar, e os preços internacionais da oleaginosa reagiram a escalada na tensão comercial.

No final de Julho, depois de reuniões presenciais que não chegaram a resultados práticos nas negociações entre China-EUA, o presidente americano Donald Trump anunciou uma nova rodada de tarifas sobre os produtos chineses destinados ao país. Em reação, a China anunciou dias depois a paralisação de compras de produtos agrícolas no Estados Unidos.

A partir daí os chineses intensificaram as compras de soja brasileira, e nas últimas semanas os prêmios de exportação no Brasil registraram forte movimento positivo, ampliando a diferença entre os preços (em dólar) da soja nos portos brasileiros e americanos. Diante da baixa demanda, a soja norte-americana tem se mantido como a mais barata entre os principais produtores mundiais, e mesmo com as perdas de produção sendo observadas na atual safra, o mercado em Chicago tem tido dificuldade para reagir.

Em Julho, os prêmios para Setembro/19 nos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande giravam em torno de +US$0,90 por bushel acima da Chicago. Atualmente, ao final de agosto, depois de 04 semanas consecutivas de altas, os portos brasileiros já registram prêmios entre +US$1,55-1,60 por bushel sobre Chicago. Já os prêmios para 2020 tem avançado de forma mais tímida, operando entre +US$0,42-0,55 por bushel sobre Chicago nos contratos de Março/Abril.

O mercado de soja disponível no interior brasileiro vem reagindo, com preços impulsionados também pelas altas do dólar, que voltou a operar acima de R$4,00 nas últimas duas semanas diante de um cenário externo em cautela com a desaceleração das principais economias mundiais e os efeitos da continuidade da Guerra Comercial China-EUA.